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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Defende que os bancos não devem ter, como existia no GES, uma área não-financeira? E que haja uma separação total entre banca de retalho e banca de investimentos?
A realidade entrou-nos de tal maneira pelos olhos dentro que tem de haver essa separação. Neste momento, em Portugal, mais do que de rótulos ideológicos, precisamos de aprender com a experiência. O Estado tem de ter força. Se o Estado não tiver força, é da natureza humana que surjam pessoas que vão prevaricar, vão iludir, vão enganar, vão dissimular, vão martelar contas e isto é mesmo assim. Temos de criar um sistema que torne estas derivas mais raras e pontuais. Por isso é que as minhas convicções liberais estão a desaparecer. E sou contrário a todas as práticas de ocultação.
Como é que é necessário um descalabro desta ordem para que um indivíduo adulto chegue a esta conclusão...? E ainda, quantos há que continuam a pensar que o mercado se resolve sozinho como se o mercado não fosse construído por pessoas mas fosse um sistema inanimado? E até quando temos que ser governados por estas pessoas? E quando é que o senhor do BDP se vai embora? E quando é que o outro que confessou esconder o dinheiro em off-shores devolve o que deve?
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