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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
... que é que temos agora desde que Trump ocupa o lugar do país com maior poderio militar do mundo. Uma ordem imperfeita tem, mesmo assim, regras que podem mudar-se, combater-se e um cenário de possibilidades controladas; uma ausência de ordem resume o jogo a vencidos e vencedores em vez de cooperantes com objectivos super-ordenados e dá a vitória ao predador mais rápido e forte que conseguir impôr-se no caos. Acresce que enquanto é fácil desordenar, repôr ordem neste escala global é extremamente difícil. Sim, andamos a precisar de uma nova ordem há muito tempo (veja-se o descrédito da ONU) e sim, os líderes da velha ordem eram, e são, medíocres (veja-se o Guterres na ONU que só sabe dizer que está preocupado mas nada é capaz de fazer) mas o que temos agora é uma ausência de critérios, de alianças, de modelos de desenvolvimento, de perspectivas positivas de futuro. Uma desorientação. E o predador da Casa Branca está a posicionar avançados pelo tabuleiro do mundo cada vez mais ousados o que significa que sabem que não vão ter resposta à altura e por isso mesmo não têm respeito. E uma estratégia de permanente conflito com imposições de bullying destrói as relações, mesmo as mais fortes. É o que se passa há muito no interior da UE e tem tido um efeito corrosivo porque não podendo ou não sabendo como resistir ao bullying dos mais fortes, os mais fracos vão procurar alianças fora da ordem estabelecida que passam a rejeitar. E há um ponto de não retorno em que tudo se desagrega. É esse o ponto das relações internacionais em que nos encontramos com Trump na Casa Branca, o do se estar a caminhar para um ponto de não retorno. É certo que as vitórias dos predadores nestes jogos são de curta duração porque têm um efeito de boomerang, quer dizer, vivemos numa economia global, logo num sistema político global e quanto mais se estraga a casa em que temos que viver, mais se estraga a nossa vida também. Em termos práticos, quando os EUA precisarem de aliados, a quem poderão recorrer fora dos europeus...? Mas as pessoas enquanto estão num lógica de aparente vitória, ficam cegas a tudo excepto ao poder.
Richard Grenell, embaixador dos Estados Unidos na Alemanha recentemente escolhido por Donald Trump (...) no dia em que Trump decidiu rasgar o acordo para a não-proliferação de armas nucleares do Irão (...) dizia que as empresas alemãs deveriam reduzir “imediatamente” os negócios com o Irão.
“Eu quero absolutamente tentar colocar mais conservadores pela Europa fora no poder, outros líderes” (...)
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