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Um assalto premeditado aos nossos futuros recursos

Pedro Gadanho

Como é possível imaginar que, num pequeno país europeu, há recursos essenciais que ficarão nas mãos de apenas uma empresa?

 

Foi com choque que li a notícia do Expresso de que o agora reconduzido Governo do PS quer entregar, “em exclusivo” e sem concurso público, o negócio de recolha de resíduos orgânicos urbanos a uma empresa do grupo Mota-Engil. Parece um assunto menor e remoto, mas não é. Explico porquê.

 

Bastaram-me umas semanas na Universidade de Harvard a ouvir cientistas falar sobre alterações climáticas para confirmar que os maiores desafios que Portugal enfrenta no futuro próximo são muito específicos: não tanto a subida do nível dos mares, os fenómenos climatéricos extremos ou o aumento das temperaturas – de que tanto se fala –, mas antes as agruras, já sentidas com veemência, da desertificação e das secas prolongadas.

 

Agora, o escândalo da Mota-Engil e dos resíduos orgânicos, não passa tanto por contornar as leis da concorrência, ou de ir contra novas formas de economia partilhada e descentralizada. Esse não é o assunto que aqui está em questão. O que aqui está em questão é uma tentativa de assalto organizado e premeditado aos recursos do país por um pequeno grupo de malfeitores bem-informados e bem-engravatados. E, nesses momentos, é imperativo juntarmos o poder da nossa voz às denúncias da imprensa livre.

 

publicado às 18:58


2 comentários

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De Manuela a 15.10.2019 às 23:43

Mas qual poder da nossa voz?! Foram todos votar no PS?!
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De beatriz j a a 16.10.2019 às 04:34

metade do país não foi votar, abdicou do poder que tem...

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