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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Sócrates acusa José Manuel Fernandes do Público DN
Em declarações à RTP, Sócrates revelou que leu com atenção a notícia do DN mas refere que, em tempo de campanha eleitoral, "a matéria pode esperar". Acusou ainda o director do Público de ter "imaginação delirante". O primeiro-ministro acusou ainda José Manuel Fernandes, director do jornal Público, de ter uma "imaginação delirante" por ter sugerigo que a divulgação de um e-mail entre jornalistas sobre escutas na Presidência da República são responsabilidade dos Serviços Secretos, sob a tutela do Governo, e que esse facto confirmaria as suspeitas do presidente Cavaco Silva. José Sócrates sublinhou que o SIS existe "para servir a democracia" e que José Manuel Fernandes coloca as culpas nos serviços de informação para "se safar de assuntos incómodos", o que qualificou de "comportamento indigno", por não existirem provas de tal envolvimento. Parece que à semelhança da ministra da educação também o primeiro ministro tem um objecto de ódio preferido: os jornalistas. Enfim, os que escapam à sua esfera de controlo. O nosso primeiro ministro, se pudesse, punha um 'chip' de GPS em cada um de nós para saber sempre onde estamos, com quem estamos, o que fazemos e o que dizemos. O SIS existe para servir a democracia? Ai sim? Do mesmo modo que destruir os professores foi para servir os interesses do país? Entretanto, parece que o José Manuel Fernandes vai ser dispensado...
Júlio Magalhães apela à administração para que "tome uma decisão rápida" sobre a direcção de informação da TVI. Está em risco um trabalho de 11 anos.
Uma redacção em estado de sítio. O fim do "Jornal Nacional" apresentado por Manuela Moura Guedes e a subsequente demissão da direcção de informação da TVI abriram uma guerra sem quartel: as trocas de acusações entre jornalistas sucedem-se na imprensa e na blogosfera, gerando um clima de grande mal-estar nas instalações do canal.
Isto explica tudo. Qual é a empresa que estando na posição de líder no seu campo toma uma decisão impulsiva e sem medir consequências perdendo a posição que tinha e arriscando-se a não a recuperar? Nenhuma, claro, pois nenhuma empresa existe e se esforça para perder lucros e dar vantagens à concorrência.
É preciso que a contrapartida seja, TÃO GRANDE, para estarem dispostos a correr estes riscos....
Que contrapartida foi essa....isso é que gostávamos de saber.
Quem a deu? Não sei, mas sei que todos apostamos no Zé dos Barracões.
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