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Um poema por dia - Walt Whitman

por beatriz j a, em 29.05.19

 

O Me! O Life!

 

Oh me! Oh life! of the questions of these recurring,
Of the endless trains of the faithless, of cities fill’d with the foolish,
Of myself forever reproaching myself, (for who more foolish than I, and who more faithless?)
Of eyes that vainly crave the light, of the objects mean, of the struggle ever renew’d,
Of the poor results of all, of the plodding and sordid crowds I see around me,
Of the empty and useless years of the rest, with the rest me intertwined,
The question, O me! so sad, recurring—What good amid these, O me, O life?
 
                                       Answer.
That you are here—that life exists and identity,
That the powerful play goes on, and you may contribute a verse.

 

publicado às 22:26


'This is thy hour O Soul'

por beatriz j a, em 12.02.18

 

A Clear Midnight

 

This is thy hour O Soul, thy free flight into the wordless,
Away from books, away from art, the day erased, the lesson
	done,
Thee fully forth emerging, silent, gazing, pondering the
	themes thou lovest best,
Night, sleep, death and the stars.

Walt Whitman
 

publicado às 21:56


Porque escrevemos e lemos poesia?

por beatriz j a, em 21.03.15

 

 

 

(no dia da poesia, Robin Williams no filme, Dead Poets Society, a citar Walt Whitman)

 

 

 

O Me! O Life!

 

BY WALT WHITMAN 1819–1892

 

Oh me! Oh life! of the questions of these recurring,
Of the endless trains of the faithless, of cities fill’d with the foolish,
Of myself forever reproaching myself, (for who more foolish than I, and who more faithless?)
Of eyes that vainly crave the light, of the objects mean, of the struggle ever renew’d,
Of the poor results of all, of the plodding and sordid crowds I see around me,
Of the empty and useless years of the rest, with the rest me intertwined,
The question, O me! so sad, recurring—What good amid these, O me, O life?

                                       Answer.
That you are here—that life exists and identity,
That the powerful play goes on, and you may contribute a verse.
 
 

 

"OH eu, oh vida

das perguntas sempre iguais

Dos intermináveis comboios dos descrentes

das cidades a abarrotar de idiotas.

O que há de bom no meio disto, oh eu, oh vida?

 

Resposta:

Estás aqui

A vida existe e a identidade,

A poderosa peça continua

e podes contribuir com um verso.

 

(tradução do excerto recitado no filme)

 

 

publicado às 19:58


Walt Whitman, in "Leaves of Grass"

por beatriz j a, em 25.01.12

 

 

 

Vida

 

 

Sempre a indesencorajada alma do homem
resoluta indo à luta.
(Os contingentes anteriores falharam?
Pois mandaremos novos contingentes
e outros mais novos.)
Sempre o cerrado mistério
de todas as idades deste mundo
antigas ou recentes;
sempre os ávidos olhos, hurras, palmas
de boas-vindas, o ruidoso aplauso;
sempre a alma insatisfeita,
curiosa e por fim não convencida,
lutando hoje como sempre,
batalhando como sempre.

Walt Whitman, in "Leaves of Grass"

 

publicado às 05:29


hoje obcecada com a poesia de Walt Whitman 1

por beatriz j a, em 25.03.10

 

 

A TERRÍVEL DÚVIDA DAS APARÊNCIAS

 

Da terrível dúvida das aparências,

da incerteza afinal de que possamos estar iludidos,

de que talvez a confiança e a esperança não sejam afinal senão especulações,

de que talvez a identidade para além do túmulo seja apenas uma linda fábula,

de que talvez as coisas que observo, os animais, plantas, homens, colinas, águas brilhantes a fluir,

o céu do dia e da noite, cores, densidades, formas, talvez tudo seja (como sem dúvida é) apenas aparições, e a coisa real ainda esteja por conhecer

(quão frequentemente se desligam de si mesmas como se para me confundir e zombar de mim!

quão frequentemente penso que não sei nem homem nenhum sabe nada a respeito delas),

talvez me parecendo aquilo que são (como sem dúvida parecem) no meu presente ponto de vista e podendo revelar-se depois (como naturalmente poderiam) como não sendo nada daquilo que parecem, ou nada enfim, a partir de pontos de vista totalmente diferentes;

para mim essas e outras questões semelhantes são de algum modo respondidas pelos meus amantes, meus queridos amigos,

quando aquele que eu amo viaja comigo ou se senta segurando longamente minha mão,

quando o ar sutil, o impalpável, o sentido que as palavras e a razão não detêm, nos cercam e nos perpassam,

então me sinto invadir por uma sabedoria indizível, inaudita, e fico em silêncio, e não me falta mais nada,

não posso resolver a questão das aparências ou a da identidade para além do túmulo,

mas caminho ou me sento, indiferente, e estou satisfeito;

ele, a segurar minha mão, satisfez-me completamente.

 

 

publicado às 15:53


hoje obcecada com a poesia de Walt Whitman

por beatriz j a, em 25.03.10

 

 

Filhos de Adão

"já percebi
que estar com aqueles de quem eu gosto
é quanto basta,
parar em companhia
de quem se deixa ficar ao cair da tarde
é quanto basta,
passar pelo meio deles
ou tocar em algum deles,
pousar meu braço tão de leve sempre
em torno do pescoço dele ou dela
por um momento - então
que será isso?
eu não peço nenhuma outra delícia,
nisso eu me banho como nas águas de um mar.
existe no estar perto
de homens e de mulheres,
e no olhar para eles
e em sentir o contato e o cheiro deles,
alguma coisa que faz bem à alma:
à alma todas as coisas fazem bem,
mas isso faz à alma um grande bem"

publicado às 15:47


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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