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Uma conversa notável e extremamente atual

por beatriz j a, em 01.02.18

 

 

Lembrei-me de rever esta conversa entre estes sete homens, brancos e negros, que teve lugar no dia 28 Agosto de 1963, o da grande marcha pelos direitos civis em Washington D.C, o dia do discurso de M. L. King. E lembrei-me desta conversa depois de ter lido uma notícia que dá conta de uma lei polaca desta semana segundo a qual, quem usar o termo, 'campos de morte polacos' com referência ao Holocausto, pode ir preso até três anos. É que esta conversa é notável pela razão de que estes homens falam de si próprios e do seu país com honestidade.

Acho que é a conversa mais honesta que já vi pessoas terem sobre o seu próprio país. Fazem-no com consciência dos erros e com vontade de fazer melhor mas reconhecendo os seus erros e integrando os erros na própria narrativa de busca de soluções. Quase sempre os países, até os pequenos como o nosso, têm excesso de vaidade e de necessidade de vestir uma máscara para controlarem a imagem que dão. Resulta quase sempre no oposto. Que benefício tiraram os soviéticos de apagarem Trotsky das imagens com Lenine? Mas enganou alguém porventura...?

Quando fui a Berlim, uma das coisas que me impressionou foi ver por todo o lado, muito pedagogicamente, exposições, fechadas e ao ar livre, monumentos, chamadas de atenção por todo o lado, do que foi o passado nazi. Achei admirável e lembro-me de pensar, 'se fossemos nós, portugueses, tínhamos tudo pintado com uma camada espessa de tinta opaca e mentíamos com os dentes todos, como aliás fazemos com os treze anos de guerra e os 500 de colonialismo em África, sendo que continuamos a dizer que somos diferentes dos outros, que somos um povo de bons costumes...'

Um deles diz, 'esta marcha não se poderia fazer em mais nenhum país senão aqui (estamos em 1963) mas também nenhum país precisa dela como nós.' Esta frase mostra a consciência da urgência de mudança sem renegar o país e os seus valores.

Esta conversa é inspiradora, nesse sentido em que vemos isso mesmo, que é possível pessoas de boa vontade juntarem-se e falarem a uma só voz, sem negarem os valores do seu país mas sem esconderem os erros. Ora, o que umas pessoas fazem, outras também podem fazer e, isso é que é inspirador.

Como diz um deles, a liberdade, não são os governos que a dão, é o povo que a dá.

[uma coisa que se nota é que as mulheres estão sempre ausentes, como coisas invisíveis, dos discursos dos direitos humanos feitos pelos homens... é uma tristeza... talvez 2017 tenha sido 1963 para os direitos das mulheres, para que se comece a reconhecer que somos seres humanos com direitos iguais aos dos outros tal como vem escrito na Carta dos Direitos Humanos Universais]

 

 

publicado às 20:43


Um problema importante

por beatriz j a, em 11.08.13

 

 

 

 

If criminality is rooted in biology, and not volition, is virtue any more meanningful than depravity?

 

publicado às 21:48


Líderes são pessoas que inspiram outros...

por beatriz j a, em 25.02.10

 

...que os galvanizam, que fazem vir ao cima o que de melhor eles têm, as qualidades e as virtudes e o sentimento de pertença e de coesão e de urgência que convoca a vontade para a acção. Não mentirosos desleais que promovem a fraude e o vício e transformam a incompetência em leis.

 

 

We few, we happy few, we band of brothers...

 

 

 

publicado às 17:29


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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