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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
... doméstica em 2015, contra as mulheres. Ainda vamos a meio do ano...
- Maria Cremilde Pinheiro: assassinada pelo marido a 22 de janeiro, em Setúbal
- Judite Fernandes: morta pelo marido a 19 de janeiro em Sintra
- Isabel Figueiredo: morta pelo ex-marido a 24 de janeiro em Lamego
- Maria Leonor Sousa: esfaqueada pelo marido a 29 de janeiro em Amarante
- Esmeralda de Jesus: morta pelo vizinho a 20 de fevereiro em Moimenta da Beira
- Conceição Tavares: espancada pelo amante a 25 de fevereiro no Seixal
- Maria Alice Corgas: morta pelo marido a tiro a 2 de março em Sever do Vouga
- Vânia Braz: esfaqueada pelo marido a 3 de março no Seixal
- Maria Luísa Louro: morta a tiro pelo marido a 8 de março em Coimbra
- Maria Cândida Rodrigues: morta pelo genro a tiro a 10 de março em Faro
- Joana Nogueira: morta com arma de fogo a 15 de abril em Alijó
- Deolinda Maranhão: morta pelo marido a tiro a 17 de abril em Matosinhos
- Sílvia Lima: morta a tiro pelo marido a 28 de abril na Póvoa de Varzim
- Fátima Lima: morta a tiro pelo ex-genro a 28 de abril na Póvoa de Varzim
- Ângela Faria: morta pelo ex-marido a tiro a 28 de maio em Faro
- Maria de Lurdes Silva: estrangulada pelo marido a 3 de junho em Algés, Lisboa
- Maria Beatriz Costa: afogada pelo namorado a 22 de junho em Lisboa
- Isabel Soares: morta pelo filho a 10 de julho em Paderne (na foto está o filho, Jorge Mendes)
- Marinha Gonçalves: morta a tiro pelo ex-marido a 23 de julho em Ermesinde
- Ana Alves: morta a tiro pelo ex-namorado a 29 de julho em Rólia, Mafra
- Anabela Pereira: estrangulada pelo ex-marido a 6 de agosto na Charneca da Caparica
- Aidê Santos Costa: esfaqueada pelo ex-marido a 20 de agosto em Sangalhos, Anadia
- Mulher de 47 anos morta à facada em Benfica. Hoje de madrugada.
(fonte: Correio da Manhã)
... glorifica-se a violência contra as mulheres.
O novo líder dos talibãs foi escolhido por ter mandado matar uma rapariga que não aceita estatuto de serva:
Mullah Fazlullah, principal suspeito de ter ordenado o ataque contra Malala Yousafzai, a menina ativista de 16 anos, é o novo líder dos talibãs no Paquistão.

No egipto, uma estação de televisão fez um programa sobre assédio de mulheres. Em vez de falar sobre o assunto, pôs homens vestidos de mulheres a andar pelas ruas do Cairo, com uma câmara escondida que tudo filma, para que os homens experimentem na pele o que é o assédio que as mulheres sofrem todos os dias das suas vidas.
Waleed Hamma, um jovem actor, vestiu-se de mulher e andou pela baixa do Cairo, umas vezes com o véu islâmico, outras sem o véu. Em ambos os casos, experimentou o que é ter homens a segui-lo, a pé e de carro, a fazerem-lhe propostas ordinárias, a chamar nomes, a tentarem enfiá-lo dentro de carros, incessantemente... um tipo seguiu-o durante bastante tempo sempre a insistir que fosse sair com ele e lhe desse o número de telefone, etc.
No fim disse no programa, que a experiência foi horrível, que tinha tido medo de alguns homens porque se sentiu em perigo real e que não imagina o que é ser-se mulher e ter que se viver nesta realidade todos oss dias da suas vidas.
“I realized that simply walking on the street, for a woman, is such a huge effort, a psychological effort and a bodily effort. It’s like women are besieged,” Hammad said.
“As a man [Hammad] takes to the streets to go about his daily business without much thought for what he is wearing, who is looking at him, and without the fear of being physically or verbally harassed,” Ramy Aly, the editorial consultant for the program told Thomson Reuters Foundation.
“So dressing up as a woman was a real eye opener, an exercise in empathy.” Finding an actor willing to put on women’s clothing and walk the streets of Cairo wasn’t easy, Aly said.
Producers went to a number of casting agencies, but most actors refused. It took them two months to find Hammad.
We found that] many perpetrators are married, they are both wealthy and poor men, and that women who are veiled in various degrees from niqab [full veil] to hijab [headscarf] are harassed in equal measure.”
They even came across a case in which a brother accidentally harassed his own sister.
Uma rapariga vai a andar, desarmada e incauta, quando um cobarde que veste a farda da polícia a atira, pelas costas, ao chão, com uma violência que a faz bater com a cabeça no cimento e a deixa estendida no chão. Leva cinco dias de suspensão... contesta com o argumento de que é uma punição demasiado pesada. Tem três polícias testemunhas prontas a dizer que ele agiu razoavelmente dentro do que são as políticas da polícia...
Isto foi nos EUA. A violência contra as mulheres é aceite como uma coisa normal, em todo o mundo.

A violência contra as mulheres não é um problema de mulheres, é um problema global.
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