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Lista da violência mortal

por beatriz j a, em 21.08.15

 

 

... doméstica em 2015, contra as mulheres. Ainda vamos a meio do ano...

 

 

- Maria Cremilde Pinheiro: assassinada pelo marido a 22 de janeiro, em Setúbal

- Judite Fernandes: morta pelo marido a 19 de janeiro em Sintra

- Isabel Figueiredo: morta pelo ex-marido a 24 de janeiro em Lamego

- Maria Leonor Sousa: esfaqueada pelo marido a 29 de janeiro em Amarante

- Esmeralda de Jesus: morta pelo vizinho a 20 de fevereiro em Moimenta da Beira

- Conceição Tavares: espancada pelo amante a 25 de fevereiro no Seixal

- Maria Alice Corgas: morta pelo marido a tiro a 2 de março em Sever do Vouga

- Vânia Braz: esfaqueada pelo marido a 3 de março no Seixal

- Maria Luísa Louro: morta a tiro pelo marido a 8 de março em Coimbra

- Maria Cândida Rodrigues: morta pelo genro a tiro a 10 de março em Faro

- Joana Nogueira: morta com arma de fogo a 15 de abril em Alijó 

- Deolinda Maranhão: morta pelo marido a tiro a 17 de abril em Matosinhos

- Sílvia Lima: morta a tiro pelo marido a 28 de abril na Póvoa de Varzim

- Fátima Lima: morta a tiro pelo ex-genro a 28 de abril na Póvoa de Varzim

- Ângela Faria: morta pelo ex-marido a tiro a 28 de maio em Faro

- Maria de Lurdes Silva: estrangulada pelo marido a 3 de junho em Algés, Lisboa

- Maria Beatriz Costa: afogada pelo namorado a 22 de junho em Lisboa

- Isabel Soares: morta pelo filho a 10 de julho em Paderne (na foto está o filho, Jorge Mendes)

- Marinha Gonçalves: morta a tiro pelo ex-marido a 23 de julho em Ermesinde

- Ana Alves: morta a tiro pelo ex-namorado a 29 de julho em Rólia, Mafra

- Anabela Pereira: estrangulada pelo ex-marido a 6 de agosto na Charneca da Caparica

- Aidê Santos Costa: esfaqueada pelo ex-marido a 20 de agosto em Sangalhos, Anadia

- Mulher de 47 anos morta à facada em Benfica. Hoje de madrugada.

 

(fonte: Correio da Manhã)

 

 

publicado às 14:25


É sempre bom saber quem é quem

por beatriz j a, em 28.11.13

 

 

 

Uma comissão da assembleia-geral da ONU adotou, na quarta-feira à noite, uma resolução histórica em defesa dos direitos das mulheres, apesar de uma forte campanha contra o texto.

Para conseguir uma aprovação por consenso, os promotores da resolução,  liderados pela Noruega, foram obrigados a retirar um parágrafo que condenava  "todas as formas de violência contra as mulheres". 


Países africanos, Vaticano, Irão, Rússia, China e Estados muçulmanos  conservadores procuraram enfraquecer a resolução, adotada pela Comissão  dos Direitos Humanos da assembleia, disseram diplomatas e militantes, que  assistiram aos debates.  


A campanha para os defensores dos direitos das mulheres beneficiou,  nos últimos meses, do "efeito" Malala Yousafzai, a adolescente paquistanesa  ferida pelos talibãs por ter defendido o direito à educação para as mulheres,  e de Denis Mukwege, médico da República Popular do Congo obrigado a exilar-se  pelo trabalho de ajuda às vítimas de violação.  

Os dois foram candidatos ao prémio Nobel da Paz este ano.  


A resolução apela a todos os Estados para que condenem publicamente  a violência contra os defensores dos direitos das mulheres, para que modifiquem  a legislação que os impede de atuar e para que facilitem aos militantes  um acesso gratuito aos organismos das Nações Unidas.  

"A comunidade internacional enviou uma mensagem clara. É inaceitável  criminalizar, estigmatizar ou restringir os direitos dos defensores dos  direitos das mulheres", declarou Geir Sjoberg, líder dos negociadores do  Governo norueguês sobre a resolução.  


Sjoberg acrescentou que o objetivo principal atualmente era conseguir  que os governos respeitassem os compromissos assumidos neste texto.  

"Há uma grande distância entre as realidades das mulheres corajosas  no terreno e que o que foi acordado hoje  1/8quarta-feira 3/8. O verdadeiro trabalho  começa agora", sublinhou o norueguês.  


O texto deu origem a duras negociações.  

Os países africanos insistiram no respeito dos costumes e tradições,  enquanto a Rússia, o Irão e a China exigiram que os defensores dos direitos  respeitar as leis de cada país, disseram diplomatas e militantes.  


A Noruega decidiu eliminar um parágrafo a estipular que os Estados devem  "condenar firmemente todas as formas de violência contra as mulheres e contra  as defensoras dos direitos humanos e abster-se de invocar os costumes, tradições  ou religião para esquecer obrigações" assumidas.  


Mais de 30 países europeus, entre os quais o Reino Unido, a França e  a Alemanha, retiraram-se enquanto coautores da resolução, em protesto por  esta concessão.  


A Islândia manteve-se como coautor, mas a embaixadora junto das Nações  Unidas, Greta Gunnarsdottir, disse que a concessão era "um mau ponto" para  a comissão da ONU.  


O Vaticano liderou os opositores às referências, neste projeto, em defesa  dos militantes nos domínios da sexualidade, procriação e igualdade dos sexos,  disseram observadores. 


Os prémios Nobel e anciãos ("Elders"), um grupo de antigos chefes de  Estado como o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o ex-secretário-geral  da ONU Koffi Annan apoiaram a resolução.

 

É sempre bom saber quem são os que procuram manter a 'tradição' da menorização e violência contra as mulheres. Sobretudo para que se desmascarem os falsos 'bonzinhos'...

 

 

publicado às 13:24


De uma ponta à outra do planeta...

por beatriz j a, em 08.11.13

 

 

 

... glorifica-se a violência contra as mulheres.

 

O novo líder dos talibãs foi escolhido por ter mandado matar uma rapariga que não aceita estatuto de serva:

 

Mullah Fazlullah, principal suspeito de ter ordenado o ataque contra Malala Yousafzai, a menina ativista de 16 anos, é o novo líder dos talibãs no Paquistão.


Na outra ponta do planeta, no México, mais um vídeo de glorificação da violência contra as mulheres. Desta vez, 13 homens decapitam 4 mulheres, pelo facto de serem mulheres, o que nesta fotografia fica claro pelo modo como fizeram questão de as despir da cintura para cima:
Na Europa, uma das marcas mais luxuosas do país que se diz, por excelência, o mais culto e civilizado deste pedaço do planeta, glorifica e procura o lucro explorando a extrema violência contra as mulheres pondo à venda um perfume com o nome 'Dália Negra' acompanhado duma publicidade que não deixa dúvidas quanto à sua intenção:
Para quem não sabe, Dália Negra foi o nome que deram a Elizabeth Short, uma aspirante a actriz dos anos 50, muito bonita, decidida a viver a sua vida em liberdade e sem dar contas a ninguém. Brutalmente violada e assassinada, foi deixada num campo perto de Hollywood,  cortada pela cintura, o corpo nú e separado em dois, a boca rasgada até quase às orelhas e com sinais de outras barbaridades. A publicidade do perfume não engana. A modelo aparece com uma faixa a cortar a cintura, uma coleira e os véus negros da morte. Tudo com ar muito sedutor, como se a morte brutal da mulher fosse uma coisa fascinante.
Porque é que, por todo o mundo, se glorifica a violência contra as mulheres, sobretudo quando se trata de pessoas livres? E, quando é que se percebe que isto é um problema?

publicado às 07:03

 

 

 

 

No egipto, uma estação de televisão fez um programa sobre assédio de mulheres. Em vez de falar sobre o assunto, pôs homens vestidos de mulheres a andar pelas ruas do Cairo, com uma câmara escondida que tudo filma, para que os homens experimentem na pele o que é o assédio que as mulheres sofrem todos os dias das suas vidas.

Waleed Hamma, um jovem actor, vestiu-se de mulher e andou pela baixa do Cairo, umas vezes com o véu islâmico, outras sem o véu. Em ambos os casos, experimentou o que é ter homens a segui-lo, a pé e de carro, a fazerem-lhe propostas ordinárias, a chamar nomes, a tentarem enfiá-lo dentro de carros, incessantemente... um tipo seguiu-o durante bastante tempo sempre a insistir que fosse sair com ele e lhe desse o número de telefone, etc.

No fim disse no programa, que a experiência foi horrível, que tinha tido medo de alguns homens porque se sentiu em perigo real e que não imagina o que é ser-se mulher e ter que se viver nesta realidade todos oss dias da suas vidas.

 

“I realized that simply walking on the street, for a woman, is such a huge effort, a psychological effort and a bodily effort. It’s like women are besieged,” Hammad said.


“As a man [Hammad] takes to the streets to go about his daily business without much thought for what he is wearing, who is looking at him, and without the fear of being physically or verbally harassed,” Ramy Aly, the editorial consultant for the program told Thomson Reuters Foundation.


“So dressing up as a woman was a real eye opener, an exercise in empathy.” Finding an actor willing to put on women’s clothing and walk the streets of Cairo wasn’t easy, Aly said.


Producers went to a number of casting agencies, but most actors refused. It took them two months to find Hammad.


We found that] many perpetrators are married, they are both wealthy and poor men, and that women who are veiled in various degrees from niqab [full veil] to hijab [headscarf] are harassed in equal measure.”

They even came across a case in which a brother accidentally harassed his own sister.




publicado às 07:04


o rosto da cobardia

por beatriz j a, em 08.05.13

 

 

 

 

 

Uma rapariga vai a andar, desarmada e incauta, quando um cobarde que veste a farda da polícia a atira, pelas costas, ao chão, com uma violência que a faz bater com a cabeça no cimento e a deixa estendida no chão. Leva cinco dias de suspensão... contesta com o argumento de que é uma punição demasiado pesada. Tem três polícias testemunhas prontas a dizer que ele agiu razoavelmente dentro do que são as políticas da polícia...

Isto foi nos EUA. A violência contra as mulheres é aceite como uma coisa normal, em todo o mundo.

 

 


dickchunks:searchingforknowledge:thisdayandaige:dishabillic:maxlibertarios:beatyourselfup:Update: Phoenix officer calls 5-day suspension too harsh for running and slamming young girls head into concrete wall.This YouTube video sparked a yearlong investigation. A disciplinary review board recommended a 32-hour or 4-day suspension. But Chief Daniel Garcia thought the punishment should be more severe and gave Larrison a 40-hour or 5-day suspension. Typically that’s the maximum number of days you can suspend an officer.So a 4 day punishment is adequate? And the asshole fights a 5 day punishment? They’re both unreasonable! That asshole needs to be fired. What he did could’ve given that girl brain damage.Look, the cop assaulted her and he did it under the colors of his badge. He should be served with the same assault charges that the general public is charged with.Read MoreNews video mirrorACABShe is clearly walking. Why was that necessary? Fucking coward.Monday, that officer appealed, saying his punishment is too harsh, fighting the 5-day suspension at a hearing.…Larrison has since appealed the chief’s decision and today he went through his first city civil service hearing. Sources told us Larrison has at least three experts within the department who watched the video and agree he acted within policy.The results of Monday’s hearing won’t be made public for about a month. That’s when the city’s civil service board will make a decision.He reacted within policy. He. reacted. within. policy. Tell me again that bad cops are just bad apples.kfdsjflksjefkjckzcnweif no wordswhat the honest to god fucking fuck is this

publicado às 04:29


Contra a violência

por beatriz j a, em 27.09.12

 

 

 

 

A violência contra as mulheres não é um problema de mulheres, é um problema global.

 

 

 

publicado às 06:37


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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