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Lacrimosa

por beatriz j a, em 04.11.18

 

 

O som é mau... mas vale a pena, mesmo assim. Tem que ouvir-se alto.

 

 

publicado às 21:36


Qualquer dia proíbem o Otelo

por beatriz j a, em 13.02.18

 

 

Afinal, o homem matou a mulher depois de a tratar muito mal à conta de ciúmes loucos. Se calhar ainda não proibiram porque o Otelo é negro e ficam na dúvida se será pior ser acusado de racismo ou de contribuir para a violência doméstica. Se calhar mudam-lhe o fim, o que seria uma pena porque o tenor canta uma das árias mais bonitas depois de a matar.

Aqui nesta versão que eu adoro (isto tem que ouvir-se altíssimo), só mesmo para fanáticos de ópera, Plácido Domingo, Piero Cappuccilli e o maestro Carlos Kleiber, no Teatro alla Scala, em 1976. Otelo jura sangue e morte à coitada da Desdémona (mas jura-lhe morte com uma voz linda!) que era a Mirella Freni.

 

 

publicado às 15:56


O que eu fui descobrir :)

por beatriz j a, em 28.08.17

 

 

Assisti a este concerto. Lembro-me da voz da mulher como se fosse hoje (é muito melhor ao vivo) e no vídeo não dá para perceber a gritaria das pessoas aqui no fim do concerto - esta aria foi o último encore. Também devo ter gritado porque muito bem me lembro da impressão forte que a voz dela causa. Acho piada nas casas de ópera e concertos ver as pessoas de certa idade entrarem muito compostas, civilizadas, corteses e, no fim, quando gostam muito, aos gritos, completamente descompostas de excitação. Eu faço o mesmo :)

O som não está grande coisa, infelizmente.

 

Pavilhão Atlântico, Lisboa. 01.05.2002
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina, Nicoletta Conti

 

publicado às 19:19

 

 

Mais outro barítono preferido. Este no Verdi.

 

 

(Carlos V reflecte à entrada da capela onde está o túmulo de Carlos Magno, em Aix-la-Chapelle/Aachen, preparando-se para se encontrar com os conjurados, antes da coroação)

 

Deus todo poderoso!

Esta gente afias as espadas

no mármore dos túmulos para me matar.

Ceptros! Riqueza! Honras! Beleza!

Juventude! Onde estão?

Barcos agitados sobre os mares dos anos,

cujas vagas martelam de infortúnios sem fim

até que, chegando ao precipício da tumba,

o teu nome desapareça contigo no nada!

Oh! sonhos e falsas sombras

dos meus jovens anos,

se acreditei demasiado em vós

a ilusão já passou.

Se devo agora ser escolhido

para o mais sublime trono,

nas asas da virtude 

me elevarei como uma águia, ah!

e como vencedor dos séculos

meu nome se imporá.

 

(a honestidade com que a voz dele ele diz as palavras e as emoções deste momento de verdade do personagem consigo próprio...  [a tradução é minha] Esta ópera, nesta versão extraordinária, está inteirinha no youtube: Ernani. Acompanha a classificação de exames muito bem. Ela e um ice tea caseiro

 

publicado às 13:43


Aida

por beatriz j a, em 13.06.15

 

 

... de Verdi. Uma ópera de amor, ciúme e morte... como são quase todas. Aqui no acto IV, 1ª e 2ª partes. Na primeira parte Amnéris, a filha do Faraó, por ciúmes da Aida conseguiu que o Radamés, por quem está apaixonada, fosse acusado de traição à Pátria e antes dele ir perante o tribunal dos Sacerdotes diz-lhe que a Aida está viva (ele pensava que ela tinha morrido) e que se ele renunciar à Aida o salva. Ele nega-se e ela fica furiosa. Na 2ª parte, ele é condenado à morte e ela arrepende-se do que fez e tenta pedir piedade por ele aos Sacerdotes mas é tarde demais. Fica desvairada e lança uma maldição aos Sacerdotes.

Ela é a melhor Amnéris que já vi. É mesmo a filha do Faraó. E a música do Verdi na voz destes dois...

Esta é uma produção do MET (uma casa de ópera fantástica. Já lá estive 😃) de 1989.

 

1ª parte

 

 

2ª parte

 

 

publicado às 21:12


Hoje é o 200º aniversário do Verdi

por beatriz j a, em 10.10.13

 

 

 

.
.
.
Adoramos o Verdi :) Acho que gosto de todas as óperas do Verdi. O Verdi era um compositor operático, quer dizer, a música dele tem sempre o sentido do drama. Mesmo o Requiem dele tem um tom operático.
Este dueto e a cena que se segue da súplica da Amneris estão muito bem cantados e representados. São da Aida. A Dolora Zajick que aqui vemos cantar faz o papel de Amneris, a filha do faraó que está apaixonada pelo Radamés, grande herói do Egipto que vence a guerra contra a Etiópia. Mas, o Radamés apaixonou-se pela Aida, princesa etíope capturada e feita escrava. Como Amneris é extremamene ciumenta, engendra um plano para os separar. Só que, em vez de comprometer a Aida compromete o Radamés que é preso. Então nesta cena, a do 1º vídeo, a Amneris vai à prisão onde o Radamés está à espera do julgamento e diz-lhe que, se ele esquecer a Aida e  ficar com ela, ela intercede por ele. Ele diz que não, discutem e ele acaba por submeter-se ao julgamento e ser condenado à morte enquanto ela ouve a acusação desesperada. No segundo vídeo, ela tenta convencer os sacerdotes da inocência dele, mas é tarde. A cena acaba com ela, furiosa, a rogar-lhes uma praga. Ela é tão poderosa a cantar e tão realista a representar que cativa completamente.

publicado às 20:44


hoje não acerto com isto...

por beatriz j a, em 20.01.13

 

 

 

 

Queria pôr aqui um dueto de ópera porque hoje passei o dia a armazenar óperas completas para a minha colecção. Descobri coisas lindas, antigas, extraordinárias que andam aí na 'net' - algumas só para fãs, mesmo. Mas não este dueto que é para qualquer bom apreciador do Otelo de Verdi. Aqui numa produção famosa do Scala de Milão, sob a direcção do Carlos Kleiber uma interpretação histórica do Plácido Domingo e do Pietro Capuccilli no final do segundo acto depois da cena em que Iago instila todo o seu veneno nos ouvidos ciumentos do Otelo. Brutal! (para ouvir alto, claro)

 

 

 

publicado às 23:08


Hoje é o aniversário de Verdi - 199 anos

por beatriz j a, em 10.10.12

 

 

 

 
Acabo de ler na Wiki de língua inglesa que o Verdi era um compositor romântico! Romântico! Se o homem soubesse disto dava dez voltas no caixão...lol romântico? OMG!
É nestas coisas que se vê que temos que usar a Wikipédia com cuidado.

publicado às 18:57


Coisas boas :)

por beatriz j a, em 21.03.12

 

 

 

 

A Traviata com a Ileana Cotrubas e o Placido Domingo, de 1981 está inteirinha no youtube :))) estou feérica :)))))))))))))))))))

E o indivíduo que a pôs tem lá outras preciosidades, todas completas. Hoje já não 'me muevo daqui'.

 

publicado às 16:48


verdi, ernani - "Oh de'verd'anni miei"

por beatriz j a, em 08.12.10

 

 

 

Pena estar sem a imagem...enfim...ouça-se altíssimo esta interpretação belíssima e cheia de inteligência do Renato Bruson. Tem uma voz tão bonita, tão bonita...uma voz de barítono cheia e modulada. Quem vê o Renato Bruson fora dos palcos não adivinha do que ele é capaz, de como cresce dentro dos papéis e vemos nele a figura de reis -o rei Carlos V, neste caso- não apenas no porte, mas sobretudo no tom real de comando e força que imprime à voz. A voz dele é tão rica que exprime feições. Podemos estar de olhos fechados e não perceber o italiano que mesmo assim percebemos quando a personagem dele é sarcástica, quando é mesquinha, quando é violenta, quando é caprichosa, quando é real. Adoro-o a cantar Verdi.

 

 

 

 

publicado às 19:20


verdi, don carlo

por beatriz j a, em 25.06.10

 

 

Coisas belas fazem bem à alma.

 

 

 

 

publicado às 11:35


duetos ópera

por beatriz j a, em 29.05.10

 

Verdi, Un ballo In Maschera

 

publicado às 20:16

 

publicado às 13:05


Angela Gheorghiu "Pace, pace mio Dio"

por beatriz j a, em 01.03.10

 

 

Da ópera La Forza Del Destino de Verdi.

 

 

 

publicado às 15:10


in the mood for opera

por beatriz j a, em 17.02.10

 

 

"Misero appien mi festi" - dueto extraordinário, e poderosíssimo nas interpretações, da Aida de Verdi. A Amneris, a filha do faraó, é interpretada pela Dolora Zajick. No primeiro quadro tenta subornar Radamés para que fique com ela. No segundo pede pela vida dele aos sacerdotes a quem o entregou, por vingança e despeito.O final do segundo quadro é impressionante.

Para ouvir altíssimo.

 

 

 

 

 

publicado às 22:31


lacrimosa

por beatriz j a, em 04.11.09

 

ouvir alto.

 

 

 

publicado às 23:40


plácido domingo

por beatriz j a, em 14.10.09

 

 

Expresso

Plácido Domingo distinguido com o maior prémio de música clássica

O tenor espanhol Plácido Domingo recebeu hoje, emocionado, das mãos do rei sueco Carl Gustaf o maior prémio de música clássica, da Fundação Birgit Nilsson, que na sua primeira edição valia 673 mil euros.

Com este montante, a fundadora do galardão quis premiar a forma de cantar, a capacidade de dirigir e o humanismo do cantor de 68 anos.

A cerimónia de entrega do prémio, à qual assistiram os soberanos suecos, vários ministros do governo e outras tantas 800 personalidades, decorreu na Ópera Real Sueca, situada no centro de Estocolmo, onde há 63 anos debutou a soprano Birgit Nilsson, um ícone das intérpretes de ópera que abandonou os palcos em 1982 e morreu em 2005.

 

Algumas pessoas estão num patamar à parte.

Plácido Domingo, um indivíduo com uma voz extraordinária de bela, com uma inteligência musical excepcional, um sentido do gosto apurado que põe em tudo o que faz. Um indíviduo generoso, que fez mais pela música clássica e pela ópera que muitos outros juntos e que proporcionou a milhões de pessoas momentos de prazer e felicidade que muito contribuem para nos armar contra tudo o que na vida é negativo e triste.

Ouvi-o cantar ao vivo meia dúzia de vezes apenas, mas é experiência que não se esquece e guardo ainda na memória o som da sua voz cheia, redonda, excitante, quente e aveludada.

  

Para ouvir alto

  

 

 

UAU! What a voice! What a singer!

 

 

publicado às 20:01


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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