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Adults in The Room - Isto é lindo :))

por beatriz j a, em 13.06.17

 

 

Só hoje tive um bocadinho de tempo para retomar o livro do Varoufakis. Vou na parte em que estão em vésperas das eleições, já toda a gente sabe que o Tsipras vai ganhar e que ele vai ser o ministro das finanças (ele fez questão de se submeter ao voto explicitando o programa de negociações que defendia). Tendo isso em conta, é chamado à embaixada alemã onde o embaixador lhe explica, tim-tim por tim-tim, como deve exercer o cargo quando tomar posse e o que fazer. É lindo! Mesmo :)

 

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publicado às 21:57

 

 

(link nas imagens para aumentar)

 

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daqui:

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publicado às 20:38


Acontecimentos que marcam o início de 2016

por beatriz j a, em 04.01.16

 

 

 

Varufakis vai lançar novo partido

 
O ex-ministro das Finanças grego Yanis Varufakis vai lançar em fevereiro, a partir de Berlim, um novo partido de esquerda pan-europeu.
 
Tendo em conta que Varoufakis foi, indiscutivelmente, a figura do ano que passou, na Europa, este poderá ser um dos grandes acontecimenos deste que agora começa.
 
 

publicado às 04:52


Varoufakis na despedida de 2015

por beatriz j a, em 26.12.15

 

 

Na despedida de 2015, Varoufakis não poupa nada nem ninguém

 

 

Dijsselbloem é uma “marioneta” do “ventríloquo” Schäuble. 

 

Eurogrupo é um sítio ótimo – se fores um psicopata.

 

Draghi é um economista brilhante, mas frustrado.

 

Gravações secretas? Eu era o único com sentido de ética no Eurogrupo.

 

Confiei cegamente em Tsipras. Fiz mal.

 

 

publicado às 21:33


Outra coisa que também não percebo

por beatriz j a, em 28.10.15

 

 

Varoufakis garante que só cobra uma em cada 12 conferências em que participa

 

Ex-ministro das Finanças grego respondeu às acusações de que está a enriquecer à custa das conferências onde tem participado e publicou uma lista dos seus compromissos e dos honorários.

 

Então o homem não pode ser empreendedor e ganhar a vida? É obrigado a fazer voto de pobreza? Mas ele está a enganar alguém? Está a explorar os que menos têm? Criticam-no mais a ele que aos que vivem em Roma no meio de grande opulência, sendo que esses sim, fizeram voto de humildade, de pobreza...

 

 

publicado às 19:17


Varoufakis confunde a cabeça dos eurocratas

por beatriz j a, em 19.10.15

 

 

 

O Varoufakis deve confundir a cabeça dos eurocratas: o homem diz que é marxista mas critica toda a História e terror dos marxistas, dos comunistas soviéticos e dos que ainda vivem nessa realidade (não é por acaso que não o topam); é contra a ruptura dos sistemas e a favor da mudança gradual; é a favor do capitalismo e do empreendorismo mas contra o imperialismo financeiro e ganancioso dos bancos; prefere os americanos e a mentalidade americana aos europeus porque, como ele diz, com os americanos pode-se ter uma conversa ao contrário do que se passa com o eurogrupo que é um sistema fechado que ele compara em termos de dogmatismo, cegueira e poder à estrutura medieval que tentou travar o impulso da ciência; gosta de discutir e criticar ideias, inclusive as suas e rejeita a razão da autoridade em favor da autoridade da razão.

De facto, percebe-se a dificuldade que têm em lidar com ele... nem o conseguem encaixotar numa categoria, nem o conseguem subornar com o poder. Precisávamos de mais pessoas assim para fazer uma aliança que ultrapassasse as fronteiras nacionais e fosse uma força de mudança.

 

(e não, o PS em Portugal não é uma força de mudança, é a continuidade deste sistema)

 

 

publicado às 19:44

 

 

 

Former finance minister Yanis Varoufakis on Greece’s economic crisis 

 

Entrevista de Varoufakis à revista australiana, The Monthly, logo após o referendo mas só agora publicada.

 

(...)

"Para alguns, estes programas de austeridade são o trabalho de uma vida, o seu pequeno bebé. É como o Frankenstein: é um monstro mas é o teu monstro"

“É a forma de Schäuble conseguir extrair concessões da França e da Itália, é esse o jogo desde o início. O jogo é entre a Alemanha, França e a Itália”, avalia. “É uma estratégia para influenciar Paris e Roma, especialmente Paris, para aceitarem a criação de um modelo disciplinador e teutónico para a zona euro.”

Sobre os restantes peões neste jogo político, Varoufakis não tem grandes dúvidas: “É uma mistura de indiferença e interesses próprios. Para alguns destes, os programas de austeridade são o trabalho de uma vida, o seu pequeno bebé. É como o Frankenstein: é um monstro mas é o teu monstro. Têm as carreiras dependentes disto. Veja que o Poul Thomsen, que liderou o programa grego do lado do FMI entre 2010 e 2014, foi promovido a líder do departamento europeu do FMI por causa deste trabalho. Quando esta gente olha para os efeitos do que fizeram – como haver pessoas a procurar comida em caixotes do lixo e o desemprego explosivo – entram em funcionamento todos os seus mecanismos de auto-racionalização: ou dizem que não havia alternativa ou que a culpa é de quem não fez suficientes reformas.”

De salientar que Poul Thomsen, o premiado pelos programas de resgate na Grécia, foi também o líder da missão do FMI a Portugal, Fundo que também recebeu Vítor Gaspar, ex-ministro português, oferecendo-lhe um ordenado de 23 mil euros mensais livres de impostos.

Salários milionários dos técnicos. Além de Vítor Gaspar, a existência das troikas assegura também ordenados chorudos a centenas de “técnicos”, “consultores” e “especialistas” que orbitam à volta destas instituições. Disso mesmo deu conta Yannis Varoufakis na conversa com a “Monthly” agora publicada.

“Temos uma coisa chamada ‘Hellenic Financial Stability Facility’, uma ramificação do ‘European Financial Stability Facility’, fundo que recebeu 50 mil milhões para recapitalizar a banca grega. Este é dinheiro que os contribuintes gregos pediram emprestado para impulsionar a banca mas, enquanto ministro das Finanças, não me deixaram escolher o CEO e nem sequer podia participar nas relações do fundo com os bancos. O povo grego, que nos elegeu, não tinha assim qualquer controlo sobre como é que este dinheiro foi e é usado”, começa por apontar Varoufakis.

Depois de estudar a lei que criou estes mecanismos, “descobri que só tinha um poder sobre estes, que era o de determinar o salário desta gente. Percebi que os salários destes funcionários eram monstruosos para os padrões gregos. Num país com tanta fome e onde o salário mínimo foi cortado para 520 euros, esta gente ganhava qualquer coisa como 18 mil euros por mês”, revela.

Assim, “decidi exercer o meu único poder e usei uma regra muito simples: se as pensões e os salários caíram em média 40% desde o início da crise então decretei um corte de 40% nos salários destes funcionários. Mesmo assim ficavam com um salário elevadíssimo. Sabe o que aconteceu? Recebi uma carta da troika a dizer que a minha decisão tinha sido anulada pois não estava devidamente justificada. Ou seja, num país onde a troika insiste que as pessoas que vivem com 300 euros por mês devem viver com 100 euros por mês, recusaram o meu exercício de corte de despesas e anularam os meus poderes enquanto ministro para cortar os salários desta gente.”

Os problemas gregos. Na longa conversa tida com a “Monthly”, Varoufakis aborda também os problemas que levaram a Grécia até ao ponto actual. “Cleptocracia” é como o antigo ministro define o Estado grego.(...)

 

via msn finanças

 

 

publicado às 13:11


Mais uma pérolazinha do Eurogrupo

por beatriz j a, em 06.07.15

 

 

 

'Só negociamos com pessoas de gravata que gostamos. Tirem-nos da frente essa pessoa que nos faz frente e nos critica porque não os suportamos e não estamos dispostos a ter que falar com eles [fazem-me lembrar uma ou duas pessoas que conheço que também usam prepotência para disfarçar a incompetência]. 

Naturalmente que herr Schlaube, depois de lhe ter dito na cara tantas vezes que havia de ter que engolir as palavras quando assinasse tudo como os outros [Irlanda, Portugal e Espanha] e queria ver como ia depois explicar ao povo que tinha assinado a austeridade, não quer agora perder a face diante dele e ter que encará-lo.

Que gente esta que manda em tantos países a partir das suas salinhas de chá...

 

 

publicado às 09:36

 

 

Atenas vai assinar acordo energético com a Rússia

 

Manobras defensivas são a alma do xadrez já que impedem catástrofes posicionais ou garantem a solidez de uma posição. Neste jogo do mundo a Alemanha joga com as brancas e há muito que convenceu os países da Europa a uma autofagia de peças cruciais. A Grécia joga com as pretas que como se sabe são a posição defensiva. Só que existem jogadores que são muito bons a jogar com as pretas: são inventivos, corajosos e tenazes. 

A Grécia acaba de atingir a Alemanha num dos seus orgãos vitais: o sector energético. A Alemanha que era o distribuidor único do gás que vinha da Rússia (a Merkele negociou com a Rússia ter o monopólio da distribuição de gás na UE para lucrar à custa dos seus 'parceiros'), teve o primeiro golpe com a resposta de Putin à crise da Ucrânia (obrigou a Merkele a ir de urgência a Espanha negociar o gás) e agora leva o maior golpe que é a Grécia tomar o seu lugar de distribuidor de energia para a maioria dos países, o que equivale a ter-lhe comido duma só vez, um cavalo e uma torre, sendo que Tsipras jogou a rainha para defender os peões, o que é de valor!!

Varoufakis foi ter com Obama garantir o apoio dos EUA. Quem obriga a Grécia a estas manobras defensivas é a Alemanha que não aceita desobediências à sua autoridade de grande líder duma Europa autofágica ajoelhada.

A Grécia já cedeu e cedeu mas a Alemanha quer mais e só aceita a rendição total autofágica: despedimentos em massa (o que nós fizémos e agora temos uma fuga de portugueses para o enriquecimento da Alemanha e outros países do Norte), redução de salários (o que fizémos ao ponto de um engenheiro ganhar 500 euros e termos a economia parada sem poder de compra e com os outros países poderem vir cá buscar quem querem ao preço da chuva ácida), desmantelamento dos serviços públicos e das empresas públicas (o que também fizemos obedientemente e que nos deixou com a saúde e a educação de rastos e com as empresas públicas a serem vendidas por dois tostões) e sustento público das incompetência e ganâncias da banca (o que também fizémos). Enfim, uma austeridade autofágica imposta.

Tsipras e Vroufakis estão a jogar com as pretas e a manobrar defensivamente, isto é, a diversificar as suas possibilidades de crédito e de alianças, que é como quem diz, de sobrevivência, porque ninguém sobrevive sozinho neste planeta e a UE dos canibais parece querer empurrar a Grécia para a situação de estrangeiro, à deriva no Mediterrâneo, dependente da caridade dos ricos que assistem impávidos ao seu naufragar.

É contra isso que Tsipras luta e a luta dele é também a nossa se não queremos ser os pigs amestrados da Alemanha. 

Três vivas para o Tsipras.

 

publicado às 11:54


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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