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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
"Os deputados eleitos e residentes nas Regiões Autónomas não infringiram nenhuma lei nem nenhum princípio ético, nem nesta nem em qualquer outra legislatura", sublinhou hoje, em comunicado, Ferro Rodrigues.
Algumas pessoas que mandam neste país enojam... felizmente nem todos os deputados são mastins, têm consciência ética, sabem que prevaricaram e assumiram.
Mas o ministro das Finanças, Mário Centeno, tem ganho forte peso no governo de António Costa...
É o ministro mais importante. Em alguns casos é capaz de condicionar as outras políticas. Não sei se Mário Centeno faz com Costa o que Vítor Gaspar fazia com Passos Coelho. Deve condicionar Costa como Gaspar fazia com Passos. E suspeito que o grau de condicionamento é grande e tem uma influência decisiva sobre o desempenho deste governo.
É oficial e já toda a gente o diz abertamente: DeBorla é o novo Vitor Gaspar e a sua missão é a austeridade - e a injustiça social, digo eu.
Hoje num almoço de família, gabaram tanto uma sobremesa de mousse de lima com menta que fui buscar uma colherzinha de café e tirei uma lágrima para experimentar. Soube-me a açúcar. Eu sei que se estivéssemos no ano passado, por esta altura, tinha sabido bem mas como ando sem comer coisas com açúcar há mais de um ano, tudo que tenha 1 graminha de açúcar só me sabe a açúcar. Se como uma banana mais madura, é como enfiar um pacote de açúcar pela boca abaixo.
O lado positivo é que estou desintoxicada de açúcar, o lado negativo é que devo ter perdido a mão para doces porque as coisas que aos outros sabem bem, para mim são pilhas de açúcar.
Depois, uma pessoa da família que está com enorme excesso de peso perguntou-me como é que eu tinha conseguido fazer esta dieta tão extrema. Se tinha ido a um nutricionista, se estava a tomar comprimidos... disse-lhe que tem sido só força de vontade e orientação inestimável do meu querido médico sem o qual não tinha chegado aqui. Disse-me que não era capaz só com isso. Não critico. Já fui meio-viciada em chocolates, completamente viciada em cigarros... mas chega uma altura em que temos que escolher entre o vício e a vida.
Quando deixei de fumar pedi ao meu filho (que sempre odiou tabaco) para me guardar os maços que sobraram (comprava os cigarros em volumes de 10 maços) no quarto dele porque sabia que para deixar de fumar tinha que ter cigarros em casa. Entretanto ele saiu de casa e guardou-mos numa gaveta onde tenho meias. Isto foi há 9 anos ou por aí. Desde então nunca mais vi esses maços de cigarros. Não abro essa gaveta até ao fundo para não os ver mas toco-lhes, de vez em quando. Acho que agora já os podia ver. Vou ali ver e já venho. Será que é hoje que me desfaço deles?
(melhor ouvir sem som que esqueço-me que isto está a gravar o som e fico a dizer parvoíces...)
O meu telemóvel morreu de morte súbita há pouco mais de uma semana. Um sábado à noite. Fiquei um bocado aborrecida porque só se salvou o que estava no cartão (felizmente hoje-em-dia a maioria das coisas está na nuvem) mas resolvi ver o lado positivo da coisa: pelo menos agora podia comprar um telemóvel que falasse com o Mac.
Fui à net, escolhi um modelo que me pareceu bom sem ter que vender os olhos para o comprar e no dia seguinte, domingo, fui à loja. Estava esgotado. Na verdade, daqueles que queria, só tinham um modelo, da mesma categoria mas com o ecrã reduzido a metade do tamanho do antigo. Precisava de telemóvel, comprei-o.
Então não é que de repente, ao fim de dois dias, já tinha deixado o hábito de ir constantemente à net ver coisas, só por causa do ecrã deste telemóvel ser pequeno e não ter a mesma piada ver as coisas em tamanho reduzido? Passei a usá-lo só para o que necessito. E o melhor de tudo é que não me tem custado nada esta mudança de hábitos, não programada, diga-se de passagem.
Mais, como ele fala, quando acordo a meio da noite, em vez de pegar no telemóvel como fazia antes para ver as horas, o que me deixava logo desperta por causa daquela luz azul brilhante, pergunto-lhe as horas e ele diz-me.
Hoje, acordei e disse-lhe, sem abrir os olhos, 'Hi Siri, what time is it?'. Respondeu-me, 'Its 4 am, Beatriz.Time to still be in bed, i'll say.' Olha, voltei-me para o outro lado e adormeci :) Será que o meu telemóvel é mais eficaz que toda a medicina do sono que tenho experimentado? Tinha piada.
The Cavern, the world is happy, the matrix? No: Central Park, thanks to Pokémon go.
via Sociedad De Filosofía Aplicada

One of the wealthiest villages in Switzerland will pay a fine to keep refugees out.
“We do not want them here, it is as simple as that. We have worked hard all our lives and have a lovely village that we do not want spoiled. We are not suited to take in refugees, they would not fit in here.”
Uma das vilas mais ricas da Suiça, com 300 milionários residentes, prefere pagar 290 mil dólares que receber 10 emigrantes sírios com o argumento de que têm uma cidade muito bonitinha e bem cuidada e não querem ninguém a destoar. 10 pessoas...
Três coisas se depreendem daqui: a primeira é que julgam que a situção dos sírios é culpa deles, de não terem trabalhado muito para terem 'lovely villages' - daí que não queiram que eles venham 'estragar' a vilazinha deles; a segunda é que acham os outros, os que são diferentes deles, sem mérito para beneficiarem da sua convivência o que se liga à primeira característica de se acharem superiores; em terceiro lugar não estão dispostos a fazer o mais pequeno esforço para melhorar a situação do planeta para além de limpar o seu quintalinho e enfeitá-lo com florinhas.
Quantas contas de sírios e outros milhares de milionários escondem os bancos suíços? Quantas contas de traficantes de armas e de droga?
Suiça e Noruega não quiseram fazer parte da UE pelas mesmas razões: cheios de dinheiro, não querem partilhar coisa alguma com os outros.
Pagam para não ter que ver os 10 pedintes. Não é possível descer muito mais baixo que isto.
Uns vão para lá a anunciar alto e bom som que vão implodir a casa, pôr ordem na casa, acabar com os vícios... no entanto, quando saem de lá há mais vícios, mais profundos, o sistema fica caótico, cheio de injustiças, abusos, opacidades e favorecimentos; outros não dizem nada e assim que chegam começam a depurar o sistema de vícios, de bandidagens, etc. Só espero que estes outros tenham tempo de corrigir, pelo menos, metade das asneiras e malfeitorias dos 'uns' daqui até cair o governo, o que calculo, será no próximo orçamento.
A diretora explicou que "nos últimos 12 anos, os orçamentos rondavam os 180 mil euros. No ano passado desceu para 162 mil. Mas, este ano, a verba atribuída foi de 90 mil, menos 43% em relação ao orçamento do ano anterior, ou seja, menos 70 mil euros".
Foi preciso dinheiro para dar carros aos ministros, secretários, administradores públicos e quejandos (andarem no seu próprio carro é uma enorme ofensa) e aparelhá-los com aqueles extras indispensáveis à sobreviência que ao todo custaram 340 milhões de euros. Calculo que às escolas artísticas privadas não falte nada. Prioridades são prioridades...
imagem da net

Dez anos sem fumar e mesmo assim, certos dias, a vontade de fumar é terrivelmente difícil de suportar. A vontade do cigarro, do aroma do fumo, do sabor do tabaco, da côr azulada das espiras de fumo. Fumar um cigarro com um cocktail, fumar um cigarro a olhar o rio, fumar um cigarro com os amigos que fumam, fumar um cigarro pela manhã, fumar um cigarro só por fumar... o vício é uma prisão que se quer...
...que sabem mesmo bem a esta hora. O vinho do Porto não devia, que não joga bem com os antibióticos, mas nestas coisas segue-se o conselho dos mestres, Ai que prazer não cumprir um dever

As pessoas interiorizarem os títulos e os cargos. Um indivíduo é nomeado ministro e imediatamente se convence que deve ser muito inteligente por ter o cargo. Isso vê-se nas escolas de modo aflitivo. Aflitivo, porque não podemos dizer nada (é o mesmo que chamar a atenção de alguém que está vestido com uns shorts de ganga, por baixo umas leggins de leopardo, e a rematar um casaco de pelúcia dizendo-lhe que aquilo é muito mau, quando vemos perfeitamente o orgulho da pessoa na vestimenta que escolheu...), não só porque não vale a pena -a pessoa está muito cheia de si para ver seja o que for-, como também porque nesses casos a tendência das pessoas é a pequena vingança.
Agora, que é francamente frustrante e desmotivante ver como certas pessoas se tornaram os melhores soldados da Lurdes Rodrigues...ah é, sim. Alguns que fizeram todas as marchas e manifestações... como diz a Cecília, é o mesmo que andar na catequese, fazer a primeira comunhão, a profissão de fé e o crisma, e depois pegar numa pistola e matar alguém.
Isto vem a propósito de uma pessoa levantar-se, abrir o mail e ficar logo desmotivado para o resto do dia, ou do mês...
Faz hoje seis anos que deixei de fumar. Ontem, a propósito dum assunto da aula do 11º ano, partilhei essa experiência com os alunos. Falámos do tabaco, da questão do vício como perda de liberdade, da dificuldade de largar os vícios uma vez instalados, das consequências de fumar, das más escolhas, das imprudências, da força da vontade, de como de repente as flores voltaram a ter cheiro, etc.
Fizeram mil e umas perguntas: quando começou a fumar, como, porquê, porque não deixou mais cedo, ainda tem vontade de fumar, fumava em casa, como conseguiu deixar...
Senti-me um bocadinho numa reunião de A.A.
Estive a ver a proposta da Fenprof para a avaliação num organograma no blog do ProfAvaliação.
Ele é portfolios, discussões com o grupo, partilha da auto-avaliação...epá! Que diabo! Aquilo parecem os trabalhinhos de grupo das escolas primárias! Uma cena infantil e cheia de papelada! Parece as propostas da outra de má memória.
Que Cena! E sempre com a coisa de serem colegas a avaliarem colegas! Mas quem é que encomendou a proposta àqueles tipos? Perguntaram a opinião de alguém?
Isto é revelador da mentalidade e da cultura das pessoas que andam pelos sindicatos.
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