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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Não é verdade que tenhamos perdido apenas 9 anos de trabalho uma vez que antes do descongelamento os escalões foram alterados (de oito passaram para dez, sendo que os salários, só no 10º são equivalentes aos de outros funcionários públicos equiparados) e em regra, os professores foram reposicionados 2 escalões abaixo de onde estavam. Por exemplo, alguém que estivesse no sexto escalão, a dois escalões do topo da carreira, foi posicionado no quarto, estando agora a seis escalões do topo, onde nunca chegará, mesmo que trabalhe até aos setenta anos. Ora, sendo cada escalão de 3 ou de 4 anos, baixar dois escalões, implica deitar fora, 6 ou 7 anos. Anos de descontos, de obrigações de formação, de acréscimo de turmas, de alunos, de trabalho burocrático que era feito pelas secretarias das escolas, etc. Juntar a estes 7 anos os outros 7 do congelamento, no meu caso significam 14 anos de trabalho deitados para o lixo, o que equivale a dizer que deixei de ter carreira... aquilo que o Costa e este ministro chamam descongelamento de carreiras é uma enorme mentira. Entretanto o BE e o PCP caladinhos. O que faz a proximidade do poder...
Educação sofre corte de 182 milhões de euros em 2018
Pela segunda vez consecutiva o governo volta a tentar esconder um corte nas verbas disponiveis para o básico e secundário.
Os consumidores que não peçam facturas podem ser multados entre 75 e 2.000 euros. O alerta é dado pela DECO, que considera que se trata de uma medida de repressão.
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Então agora quando for beber uma bica de manhã, à pressa, antes de entrar no trabalho, tenho que pedir factura? Se me apetecer um pastel de nata tenho que pedir factura?
Sou professora não sou fiscal! Se me querem a trabalhar como fiscal contratem-me e paguem-me! Mas que abuso!
Para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) não é claro que os alunos estejam no centro do ensino. Este continua a ser feito com o professor à frente da sala de aula e o aluno pouco envolvido no planeamento e organização das aulas; e a sua avaliação continua a ser sumativa.
... e depois tiram conclusões do ar: que a culpa é dos professores, que não se centram nos alunos, que avaliam mal.
Os professores são AS ÚNICAS pessoas, nos dias que correm, centradas nos alunos e que para eles trabalham. De resto, as escolas estão centradas em terem que ser unidades de gestão, os Diretores em terem que agradar à tutela, os chefezinhos estão centrados em mandar por mandar e avaliar colegas (abusar dos poderzinhos está em crescente desde que deixámos de ser todos colegas e passámos a ser chefes uns dos outros), os alunos, como vem esta semana nos jornais, cada vez mais passam noites inteiras a embebedarem-se, desde os 13 anos (depois vão ressacar para as aulas), os pais estão centrados em culpar professores, ou até em agredirem-nos, os alunos cada vez têm menos dinheiro para comprar material escolar e alimentarem-se devidamente, o ministro das Finanças está centrado em reduzir-nos ordenados, aumentar o tempo de trabalho e tirar-nos a autonomia (tudo tem que ser uniformizado, regulado...), o da Educação obcecado com exames, a escolaridade aumentada até ao 12º ano com desinvestimentos da ordem das centenas de milhões... e no fim disto tudo a culpa dos chumbos é dos professores que são os únicos que estão centrados nos alunos?
Vão-se encher de pulgas, se fizerem o favor.
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