Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

UNESCO aprova Dia Mundial da Língua Portuguesa 😎.
Não sejamos "espetadores e arquitetos" da destruição da nossa língua 😷
 

publicado às 20:04


Unesco: igualdade de género na educação

por beatriz j a, em 06.10.11

 

 

 

UNESCO diz que são precisos mais 6,1 milhões de professores até 2015

 

O Dia Mundial do Professor, que se celebra hoje, é dedicado ao lema 'Professores pela igualdade de género' numa profissão em que as mulheres compõem 62 por cento da força de trabalho mundial, chegando em alguns países aos 90 por cento no sector da educação básica.

No entanto, salienta a UNESCO, «as suas condições de trabalho, remuneração e estatuto estão a deteriorar-se».

 

Quando se pede igualdade género na educação passa-se ao lado do problema: é a desigualdade social de género que está na origem deste desequílibrio; ou seja, à medida que a profissão foi sendo atacada e degradada nas «suas condições de trabalho, remuneração e estatuto»(para satisfazer interesses economicistas) foi-se tornando, cada vez mais, uma profissão de mulheres...

 


publicado às 06:51


Dia mundial da Filosofia

por beatriz j a, em 19.11.09

 

 

 

Desde 2002 que se comemora o Dia Mundial da Filosofia. A UNESCO instituiu-o nas terceiras quinta-feiras do mês de Novembro. Este ano calha no dia de hoje, 19 de Novembro.

 

"Desde a sua fundação que a UNESCO recorre à Filosofia para concretizar os ideiais que inspiraram a sua constituição. Ideias esses tirados da tradição filosófica.

Em 1942, ainda o fim da segunda guerra mundial vinha longe, os ministros aliados da Educação reuniram-se para fundar uma organização que, por meios morais e intelectuais, pudesse ajudar à construção de um mundo livre do ódio, do fanatismo e do obscurantismo.

 

Logo na primeira conferência da Organização (Londres, 1945), Leon Blum, o seu vice-presidente, fez notar que a guerra era essencialmente «ideológica» e havia mostrado como a educação, a cultura e a ciência podiam voltar-se contra os interesses comuns da humanidade. Não era, portanto, suficiente, o seu desenvolvimento e o seu aperfeiçoamento: elas deviam seguir o caminho da 'ideologia' da democracia e do progresso, que é a condição lógica e o fundamento psicológico da paz e da solidariedade internacionais.

 

O preâmbulo da constituição da UNESCO, adoptado em 16 de Novembro de 1945, reafirmava que «a negação dos princípios da dignidade, da igualdade e do respeito mútuo dos homens, tinha tornado possivel a guerra», mas imputava a responsabilidade do conflito à ignorância e aos preconceitos, e não à deliquescência da educação, da cultura e da ciência.

 

Como, desde logo, o libélo da primeira cláusula do Preâmbulo «As guerras nascem no espírito dos homens e é nos espírito dos homens que devem ser erigidas as defesas da paz» deve ser conseguido? O meio de o conseguir é desenvolver os contactos entre eles de tal maneira que progridam no conhecimento e na compreensão mútuas, pois o conhecimento favorece a compreensão e abre o caminho à solidariedade moral e intelectual da espécie humana que é a única segurança duma paz duradora e autêntica.

 

O estado da Filosofia exige uma acção efectiva da UNESCO. A guerra tinha interrompido os contactos entre os filósofos dos diferentes países; as universidades e os seus estudantes encontravam-se num vazio; as publicações tinham parado de circular.

E, sobretudo, os conceitos filosóficos tinham sido desvirtuados e recuperados para fins de propaganda dos estados totalitários; mesmo no seio das nações democráticas os princípios da dignidade humana tinham sido relegados para um segundo plano sob os argumentos da necessidade de eficácia prática.

 

Por consequência, a UNESCO irá esforcar-se por propagar, pôr em prática e mesmo popularizar uma cultura filosófica internacional que reforce o respeito humano, o amor pela paz, a repulsa ao nacionalismo estreito e ao reino da força, a procura da solidariedade e o apego a um ideal de cultura.

 

A UNESCO tomou como fim tornar acessível a todos os valores da sua filosofia moral e política, mas também favorecer o progresso dos estudos filosóficos enquanto tais. Os seus objectivos são, portanto:

* criar instrumentos internacionais ao serviço do progresso dos estudos filosóficos;

* pôr a Filosofia ao serviço da educação internacional das nações.

 

Para os fundadores da UNESCO, a filosofia não se reduz ao domínio especulativo da pura metafísica, à ética normativa e teórica e à psicologia individual.: ela estende-se às fronteiras, não apenas do conhecimento humano, mas de toda a actividade humana.

 

A sua tarefa é, por isso, análoga à da UNESCO.

A acção da UNESCO consiste, portanto, em:

 

 - encorajar os estudos internacionais da Filosofia: apoiando, estimulando e coordenando actividades das associações filosóficas, as suas universidades e editores; provocando ou favorizando encontros entre filósofos de diferentes países; estabelecendo contactos directos entre filósofos; publicando ou encorajando as publicações internacionais (bibliografias, ficheiros, manuscritos, traduções, revistas, Index Translationum, léxicos de termos equivalentes; encorajando trocas internacionais de estudantes e de professores; enfim, internacionalizando, em parte, as universidades, e especializando-as no estudo de ramos específicos da Filosofia.

- Assegurar que a Filosofia tenha papel de relevo no despertar da opinião pública, aprofundando os conceitos que estão na fonte dos direitos humanos - particularmente os direitos do indivíduo no mundo moderno; estudando o estado presente da civilização e as incertezas da consciência moderna, bem como as soluções possíveis; difundindo as publicações sobre estas matérias e participando na formação dos professores.

 

(excerto do texto de Patrice Vermeren La philosophie saisie par l'UNESCO)

 

Aquando da instituição do dia mundial da Filosofia o Director Geral da UNESCO, Koïchiro Matsuura, frisou a relação estreita que a História mostra existir entre o florescer dos estudos da filosofia e a democracia, bem como o inverso: a decadência e censura da Filosofia em relação estreita com o galgar das ditaduras e totalitarismos.

Na altura elogiou Portugal como um dos países que favorecia a formação filosófica no plano de estudos obrigatório.

 

Em Portugal, devemos essa visão e a inclusão da filosofia no plano de estudos, é preciso dizê-lo, a Sottomayor Cardia, que foi ministro da educação, numa altura em que a pasta era ocupada por gente de outra classe intelectual e cultural. Numa altura em que o PS tinha políticos que não se notabilizavam por ser acusados de coisas hediondas e que não eram meros intrumentos de 'malhação'.

Sottomayor Cardia era um indivíduo com uma visão da cultura, do lugar da formação filosófica no progresso de Portugal e, num âmbito mais alargado, do progresso da humanidade.

Tive a sorte de o conhecer como professor de Flosofia Política.

Por coincidência, ele que era formado em Filosofia, veio a falecer na véspera do dia mundial da Filosofia em 2006.

 

Nestes últimos anos vários ministros(as) intentaram acabar com a filosofia nas escolas por ignorância. Por verem a escola como um sítio onde se aprende apenas os instrumentos necessários a uma profissão, de preferência ligada às tecnologias da informação. Este ataque às humanidades já deu os seus frutos na decadência da democracia em que vivemos.

Somos hoje um país com falta de gente nas áreas da cultura.

 

Dizia o director Geral da UNESCO em 2002, ao instituir o dia mundial da Filosofia: a hostilidade à filosofia é percursora da ascenção da ignorância ao poder e do florescimento das ditaduras.

 

 

publicado às 05:23


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D


subscrever feeds


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Edicoespqp.blogs.sapo.pt statistics