Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



 

 

 

 

1. O culto da tradição.

2. A rejeição do modernismo. (O iluminismo com a sua racionalidade crítica é o início da depravação)

3. O culto da acção pela acção. (Pensar é uma forma de emasculação)

4. Discordância é traição.

5. Medo da diferença. (apelo contra os intrusos que destroem a pureza e a ordem internas)

6. Apelo às frustrações da classe média. (desemprego, pobreza, humilhação, inveja social)

7. A obsessão com conspirações. (O apelo à xenofobia como solução)

8. O inimigo é, ao mesmo tempo, demasiado forte e demasiado fraco.

9. O pacifismo é traficância com o inimigo.

10. Desprezo pelos fracos. 

11. Todos são educados para serem heróis.

12. Machismo através das armas. (desdém por todos que não escolhem a afirmação pelas armas)

13. Populismo selectivo. (escolhem-se uns para serem os porta-vozes do povo)

14. Uso de um vocabulário pobre. (quanto mais pobre o vocabulário mais pobres as ideias, menos complexas, mais simplistas)

 

daqui: anti-authoritarian-immune-system

 

 

publicado às 20:11


Morreu Umberto Eco

por beatriz j a, em 20.02.16

 

 

 

Morreu Umberto Eco

 

Autor de muitas obras importantes no âmbito da cultura ocidental, nomeadamente na área da semiótica e, também de romances. Quem não se lembra do Nome da Rosa, esse romance genial que nos atira para o fascinante mundo da cristandade medieval, do aristotelismo teosófico, das querelas filosóficas intermináveis, das crenças mitológicas fantásticas e dos monges bibliotecários. Enfim, uma pena.

 

 

 

 

publicado às 07:33


Espírito natalício 8

por beatriz j a, em 21.12.13

 

 

 

Isto era mesmo o que queria que alguém me desse de presente de Natal ou whatever... Umberto Eco - História das terras e lugares lendários

 

 

 

 

publicado às 23:04


Que europa, que educação?

por beatriz j a, em 30.01.12

 

 

 

 

Estive a ler um artigo do Umberto Eco sobre o que poderá ser a Europa, ou melhor, o que poderá ser o motor da verdadeira união dos europeus. Então diz ele que ser Europeu, não superficial mas profundamente é ter um certo ideário que está ligado à cultura. Diz ele que as notas de euro em circulação deveriam ter, não os políticos ou guerreiros dos países da União, mas os poetas, os escritores, os filósofos, os artistas e os cientistas. Nomes como Shakespeare e Dante e outros vultos similares.

Na verdade, vendo bem, quando pensamos em Europa num sentido positivo, pensamos na cultura clássica greco-romana, no Renascimento e no Iluminismo, ou seja, épocas de efervescência de ideias filosóficas, científicas, literárias, artísticas.

A ironia está em que, os que exaltam esses nomes e esse ideário europeu pela Europa fora, são os mesmos que, cegamente, desenham políticas educativas que desprezam e menorizam esse legado. Nas escolas acabam aos poucos com o ensino das Humanidades e das Artes e nas faculdades impera a visão economicista que é: tudo quanto é curso que não dê lucro imediato, fecha-se.

Ora, o lucro dos cursos de Humanidades só pode ver-se a muito longo prazo. Muito milhares tiram um curso de Literatura sem nunca se tornarem escritores ou poetas mas de vez em quando aparece um Shakespeare, um Platão, um Galileu, um Miguel Ângelo, um Pessoa ou um Picasso e a sua influência positiva faz-se sentir por centenas ou mesmo milhares de anos no conjunto dos países da europa, nas pessoas que o constituem, e no mundo para o qual a Europa projeta (ainda, mas já pouco) uma imagem de um certo paraíso de liberdade com respeito pelas diferenças, com busca de progresso e solidariedade sociais. É este ideário que está em risco, é este ideário que nos define europeus e era esse ideário que importava preservar e desenvolver.

Estes 'vultos' surgem sempre em épocas em que se apoia claramente e com entusiasmo a educação em todas as suas vertentes. Nas outras épocas em que se descurou o investimento na educação, pouquíssimos são os nomes que a história produziu.

A pasta da educação não pode ser ocupada por quem está completamente ausente deste ideário europeu, por quem a vê como um negócio com princípios de gestão empresarial e objetivos de lucro de curto prazo.

 

publicado às 19:11


o devir

por beatriz j a, em 22.11.09

 

 

 

Umberto Eco (que tem uma biblioteca com 30.000 volumes), em entrevista ao ao Der Spiegel a propósito duma exposição com eventos associados que organizou como curador para o Louvre e a que chamou O Vertígio da Lista por girar à volta da importância das listas na história da humanidade finaliza a conversa com estas palavras:

 

Aos 13 anos estava fascinado com Stendhal, aos 15 com Thomas Mann e aos 16 amava o Chopin. Depois  passei o resto da minha vida a tentar conhecer o resto. Neste momento o Chopin voltou outra vez ao topo. Na vida, quando se interage com as coisas, tudo está em constante mudança. E se nada muda, é porque se é um idiota.

 

 

 

publicado às 18:11


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D



Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Edicoespqp.blogs.sapo.pt statistics