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L’Europe est-elle trop honteuse d’elle-même, ou au contraire trop arrogante ? 

Ni l’un ni l’autre. L’Europe n’a aucune raison d’avoir honte, surtout si nous nous retournons sur les réalisations politiques de ce continent entre la seconde moitié du XXe siècle et notre époque. Mais l’Europe n’a aucune raison de se montrer arrogante non plus quand elle repense à son histoire criminelle faite de guerres, d’impérialisme et de colonialisme. Reste que l’Europe est le seul continent à pratiquer l’autocritique : aucun autre ne mène une réflexion aussi critique sur l’histoire, c’est une réflexion qui refait régulièrement surface, et, même quand elle est refoulée, elle refait surface, et la question des leçons que nous devons en tirer ne cesse de revenir en débat. Il y a une chose dont l’Union européenne peut réellement être fière : c’est le premier système politique de l’histoire à avoir fondé sa Constitution sur une charte des droits de l’homme. La Déclaration des droits de l’homme de l’ONU n’était qu’une recommandation que la moitié des États membres de l’ONU n’a pas signée, dont les États-Unis d’ailleurs. En Europe, elle est inscrite dans la Constitution, et son respect est une obligation. Quand on y réfléchit, on voit bien que ça, c’est une révolution politique. 

 

A Europa tem demasiada vergonha de si mesma ou, pelo contrário, é demasiado arrogante?

Nem uma coisa nem outra. A Europa não tem nenhuma razão de ter vergonha, sobretudo se pensarmos nas realizações políticas deste continente entre a segunda metade do século XX e a nossa época. Mas a Europa também não tem razão para se mostrar arrogante quando pensamos na sua história criminosa feita de guerras, imperialismo e colonialismo. Resta que a Europa é o único continente a praticar a auto-crítica: nenhum outro faz uma reflexão tão crítica sobre a sua história, é uma reflexão que emerge regularmente (...) e as lições que dela devemos tirar vêm constantemente ao debate. Há uma coisa da qual a União europeia pode sentir orgulho: é o primeiro sistema político da história a ter fundado a sua Constituição sobre uma Carta dos Direitos Humanos. A declaração dos Direitos Humanos da ONU era apenas uma recomendação que a metade dos seus Estados membros, nomeadamente os EUA, não assinou. Na Europa, ela está inscrita na Constituição e o seu respeito é uma obrigação. Quando reflectimos nisto vemos bem que é uma revolução política.(tradução minha)

...

A Carta dos Direitos Humanos devia, digo eu, ser o guia orientador da política e da economia da União e essa devia ser a prioridade da União. Parece-me uma ideia ou melhor dizendo, um ideal, capaz de agregar e mobilizar os europeus para a Europa. É claro que isso implica mudanças na mentalidade dos políticos que governam os países cujos ideais cada vez mais se afastam desde desígnio extraordinário.

 

publicado às 14:59


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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