Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Totally missing de point

por beatriz j a, em 02.03.19

 

Só estou bem com a cidade que não tenho

Vejo cada vez mais pessoas preocupadas com algumas consequências do turismo. Consequências que antes de existirem eram referidas nas mesmas conversas de café como situações desejáveis: centro das principais cidades cheio, uma remodelação do parque imobiliário e novas formas de circular – transportes individuais baratos e amigos do ambiente.

 

Ninguém está contra o turismo. As pessoas estão contra a edilidade e o governo que na pressa de contar as notas esquecem-se que há portugueses que precisam de viver agora já, e depois, quando os turistas se cansarem do país.

 

É que de cada vez que entra dinheiro no país, em vez de se aproveitar para melhorar as condições de vida das pessoas, estou a falar de habitação, saúde, educação e emprego, gasta-se todo o dinheiro a embelezar(em-se) e a especular e quando o dinheiro se acaba voltamos à estaca zero como se não tivesse havido esse período de relativa abundância.

 

Fazemos sempre isto: aconteceu com a riqueza que veio das Índias, a seguir com o ouro do Brasil, depois com a entrada na UE e agora Lisboa está a fazer o mesmo com os milhões que entram do turismo. Eles servem a quem? Sim, é verdade que a cidade está mais bonita, mais vivaz e interessante. Come-se muito melhor, por exemplo. No entanto, as pessoas foram expulsas da cidade e agora viajam de carro duas horas para chegar ao emprego e outro tanto para chegar a casa. Está tudo mais caro e os ordenados não chegam. Não há, nem parece haver, vontade de regular e de pensar nos portugueses não políticos. É o descontrolo total e a cidade está nas mãos de especuladores e amigos do poder. 

 

publicado às 19:45

 

Photo Essay on Lisbon, Portugal. And why we were happy to leave…

 

Era bom que alguém começasse a reparar nestes pontos negativos senão qualquer dia nem turismo, nem Lisboa... 

 

 

publicado às 20:42


Espero que alguém a ouça

por beatriz j a, em 26.04.16

 

 

 

... já que não ouvem outros que falam em vão. As cidades, como diz um comentador da notícia, tornam-se todas iguais: os mesmos pavimentos seguros para turistas, as mesmas cadeias de fast-food, as mesmas lojas de marcas de roupas, os mesmos tuc-tucs, os mesmos preços inflacionados... seria uma pena Lisboa ficar deserta, sem moradores, por causa dos preços inflacionados das casas e da invasão de hotéis e hostéis, as pessoas só para inglês ver, durante o dia, como vendedores de lojas. Sacrificar a personalidade e qualidade de vida da cidade ao lucro do turista é o primeiro passo para o afugentar. A calçada portuguesa é a primeira concessão que se faz ao turista. O que virá a seguir...?

Vale a pena ler este artigo sobre o que aconteceu a Kyoto Give my love to Kyoto — if you get to see her. Os japoneses já não têm dinheiro para ir a Kyoto a um restaurante ou ficar num hotel e nem sequer têm lugar num café de tal modo tudo está ocupado por turistas. Todos sabemos o que aconteceu ao Algarve com a ganância do lucro fácil... quem quer que Lisboa se torne num novo Algarve?

 

 

Ilustradora alemã retrata Lisboa em livro e alerta para riscos do turismo

A ilustradora alemã Alexandra Klobouk, que lança na quinta-feira um roteiro de Lisboa, considera que o turismo está a afetar a cidade e teme que os moradores abandonem bairros históricos como Alfama, transformando-os em locais de atração como “jardins zoológicos“.

Falando à agência Lusa a propósito do lançamento do livro ilustrado bilingue (português e alemão) ‘Lissabon im Land am Rand/Lisboa num país sempre à beira‘, Alexandra Klobouk diz temer que a capital portuguesa se transforme numa “cidade limpa e perfeita“, sem traços históricos e sem moradores.

 

 

Quando há crises [financeiras], as pessoas com dinheiro são os turistas, pelo que é totalmente compreensível” que haja casas e lojas dedicadas ao setor, mas “tenho a sensação de que a renovação de Alfama a torna num jardim zoológico“, só com atrações, defende a autora.

 

 
 
 

lissabon-im-land-am-rand-panorama-100-_v-gseagaleriexl

 

 

Eu quero vir cá para ver as barbearias e as livrarias antigas, quero ir a Alfama e poder encontrar o Zé e a Maria“, insiste, pedindo equilíbrio.

 

Lissabon2

Apontando o caso da barbearia Campos, que fechou temporariamente no Chiado para o edifício onde se encontra ser reabilitado e acolher um restaurante de ‘fast food‘, a artista vinca que os turistas procuram a cidade “porque Lisboa é especial e não para frequentar cadeias de hotéis e de restaurantes“.

No livro, Alexandra Klobouk escreve que a cidade “está a transformar-se” devido ao turismo.

 

 

publicado às 06:12


O 'impostador'

por beatriz j a, em 12.11.14

 

 

 

 

 

publicado às 15:12


O que (não) comprar quando se vai de viagem

por beatriz j a, em 25.05.14

 

 

 

Um site para quem vai viajar e quer trazer souvenirs mas não quer contribuir para a devastação da herança cultural dos outros povos: Bearesponsibletraveller.org ou, comprar com responsabilidade. Já lá vai o tempo em que se trazia marfim, coral e madeiras exóticas e se alimentava o tráfico ilegal sem se dar conta disso.

 

 

publicado às 15:40


Lisboa nos roteiros turísticos brasileiros...

por beatriz j a, em 06.10.12

 

 

 

 
GENTE " BEM INFORMADA "
.
.

publicado às 22:59


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D


subscrever feeds


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Edicoespqp.blogs.sapo.pt statistics