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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Nesta história do João Paulo Videira, membro da direcção do SPGL, que se passou para o governo, o mesmo que é alvo da critica e oposição dos sindicatos (a que pertenceu) a única coisa que me espanta, não é a defesa que alguns seus ex-colegas têm feito da sua 'passagem' -afinal também o Brutus tinha um quilómetro de justificações para a sua traição a César- mas o facto dos sócios, desse e outros sindicatos, continuarem a pagar as quotas, mesmo depois daqueles que os representam dizerem publicamente que vão agora sindicar a favor do governo e que, afinal, estar no governo ou no sindicato é a mesma coisa porque todos querem um ensino de qualidade!!!!! Tipo, a Lurdes Rodrigues fez o que fez para melhorar o ensino? O Sócrates e o Lemos? O Teixeira e esta Alçada? É tudo a mesma coisa?
Quem dizia que não valia a pena termos partidos e oposição porque afinal éramos todos portugueses e queríamos todos o melhor para o país era....o Salazar...pois era...macacos me mordam se algum dia pensei ouvir sindicalistas citarem o Salazar em auxílio das suas manobras traiçoeiras. Pelo menos no tempo do César Roma não pagava a traidores.

Estava aqui a folhear o Nouveau Dictionnaire des Sieges et Batailles de 1809 (não sei de onde me vem esta pancada por dicionários mas lá que a tenho, tenho...) quando fui dar com o relato da tomada de Alcântara, em 1706.
Estando Portugal em guerra com a Espanha, as tropas portuguesas, comandadas pelo Lord Galloway aproximaram-se de Alcântara, vila fortificada da Estremadura espanhola, no dia 16 de Abril. Sabendo Galloway que nas suas muralhas se encontravam quatro mil e quinhentos soldados bem treinados e valentes, capazes de uma longa resistência, e sabendo também da ganância do general espanhol que comandava a praça, pareceu-lhe mais fácil seduzir o general que lutar contra os bravos Castelhanos. Assim fez. O espanhol vendeu Alcântara e a sua guarnição. Para disfarçar a sua esperteza pediu apenas que abrissem uma brecha na muralha; satisfez-se o seu desejo e o pérfido saiu de lá ao fim de três dias em que fingiu combater, com honras de guerreiro.
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