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Fim de tarde de Inverno em Setúbal

por beatriz j a, em 25.11.11

 

 

 

 

Fortaleza de S. Filipe, recorte da serra da Arrábida

 

 

Tróia ao fundo - da minha janela

 

publicado às 17:49


de troia a setúbal

por beatriz j a, em 18.06.11

 

publicado às 23:14


Como se rouba a praia ao povo

por beatriz j a, em 29.06.09

 

 

  Tróia

 

 

 

DN

Setúbal

Preços dos 'ferries' para Tróia afastam "povo" da Península

por ROBERTO DORES, Setúbal - hoje<input ... >

Pai com três filhos paga 16 euros por uma viagem de ida e volta até às praias de Tróia. Este sadino vai desistir desta rotina de anos antigos e vai passar a ir para os areais da Arrábida. Tal como este utente, outros contestam o tarifário em vigor na travessia do Sado. Os autarcas prometem lutar.

 

Uma das coisas que amenizava os efeitos das crises e das dificuldades, ao longo do tempo, neste país 'à beira mar plantado' era o sol e as praias - onde não há dinheiro, aquele prazer de ir desanuviar e revigorar à praia tinha virtudes terapêuticas.

Em Setúbal, cidade que nos últimos 20 anos cresceu de um modo tão vergonhoso que a maior parte dos bairros acima da linha do comboio parecem guetos, devido ao amontoado caótico de prédios cúbicos, sem uma árvore, sem um sinal qualquer de personalidade, sem uma greta de onde se possa ver o mar e o rio (por incrível que pareça!), esse prazer terapêutico de ir até à Tróia, descansar nas praias, era por demais necessário à sanidade mental dos habitantes desta cidade tão maltratada pelo poder local e pelo poder central.

Pois até isso os nossos governantes roubaram, desde que venderam os serviços de transporte a quem por eles cobra um preço que poucas famílias na cidade podem pagar. O lema parece ser: 'tudo para mim que não quero saber dos outros'. E é assim que se arranja uma praia quase privativa sem o ser, à custa do sacrifício dos mesmos de sempre, e para benefício dalguns dos piores de entre nós.

Num filme alemão que vi há dias e que é passado no período imediatamente antes da queda do muro de Berlim, quase no fim do filme, um escritor encontra, no teatro, o antigo ministro do interior, um bronco idiota cheio de poder, e diz, com um misto de desolação e incredulidade, pensar que este país esteve tanto tempo governado por pessoas como você!. Essa cena ficou impressa na minha mente, e cada vez que vejo notícias destas ela aparece-me à frente.

De facto, 'Pensar que somos governados por esta gente, e já há tanto tempo!'

 

 

 

 

publicado às 09:03


Setúbal

por beatriz j a, em 24.02.08
Setúbal

 

Daqui da janela do meu escritório vejo os telhados de Setúbal espraiarem-se até ao rio; vejo a barra, a ponta de Tróia, a serra da Arrábida e o castelo. Hoje, na claridade do fim de dia há uma tonalidade de prata por todo o lado – são camadas de tonalidades de cinzento que começam nas nuvens grossas e densas  e acabam no tom de prata do rio e do mar. Que belo!

Há uma harmonia calma no modo como a natureza se conjugou aqui tão felizmente.

Vejo daqui os ferrys e os pequenos barcos e veleiros que cruzam o rio; vejo os grandes navios no horizonte e os petroleiros e cargueiros que entram em direcção ao porto.

Ponho-me aqui a olhar, só pelo prazer de olhar,  para esta paisagem deslumbrante.

E, quando fico aqui sentada à secretária a trabalhar muitas horas de seguida  vou acompanhando o evoluir da natureza: a mudança da maré, os movimentos na água, a formação e deslocação das nuvens, a alteração das cores deste rio e desta serra e deste céu que desde há  séculos acompanham, por sua vez, o evoluir das gentes que por aqui passam.

Também vejo daqui o cemitério, com os altos ciprestes que se vergam com o vento; parecem gigantes mal equilibrados que se debruçam para conversar com os habitantes que guardam no seu domínio.

Pergunto a mim mesma, quando eu jazer no campo que lhes pertence, quem estará aqui sentada no meu lugar a olhá-los como os olhei… e o que pensará?

 

 

(publicado originalmente no Libertismo)

publicado às 18:29


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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