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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Deixada por um comentador do blog:
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'... o monorail suspenso (250km/h) custa 16 milhões por km, o TGV 30 milhões. Acabado de ouvir na TV5 francesa. Que se passa, o governo português não tem esta informação?
P.S. Com a vantagem de poder ser construído ao longo das autoestradas, ou seja, sem necessitar de expropriações nem remoção de terrenos.'
Governo Sócrates mandou pagar 38 milhões pelo TGV no último dia
Nem o facto de o actual Governo ter anunciado que pretendia «renegociar o projecto à luz dos novos condicionalismos, incluindo o seu conteúdo e calendário», tal como se lê no programa eleitoral do PSD de 2011, impediu Emanuel dos Santos de autorizar o pagamento. O actual funcionário do Banco de Portugal refere que «teve presente» uma posição de Passos Coelho «no dia 20 de Janeiro de 2009», quando ainda não era líder do PSD. O primeiro-ministro disse «sem qualquer hesitação ser a favor da construção da linha de TGV Lisboa -Madrid», refere.
O ministro das Obras Públicas de então, António Mendonça, disse ao SOL não se lembrar do processo. «Não tenho isso presente, já foi há bastante tempo, mas o processo teve uma sequência normal», refere o ministro que assinou o contrato de adjudicação da obra de 1,7 mil milhões de euros.
Por seu lado, Paulo Campos, ex-secretário das Obras Públicas, garantiu «não ter tido a responsabilidade do dossier do TGV».
... quem paga somos nós.
Governo não pára TGV
Embora os juízes do TC não tenham chegado a chumbar formalmente o contrato, o Ministério das Obras Públicas (MOP) percebeu, através dos sucessivos esclarecimentos que foram pedidos pelos magistrados, que o visto não iria ser concedido. Por isso, no dia 1 de Outubro, o ministério liderado por António Mendonça retirou o contrato e o pedido de visto.
O TC preparava-se para chumbar o contrato por considerar que este é lesivo do interesse público, já que o risco da operação de exploração é assumido integralmente pelo Estado.
Assim, a Rave foi obrigada a reabrir o concurso, pois está obrigada a apresentar um contrato com novas condições que satisfaçam os requisitos do TC.
Então andam a despedir pessoas, a cortar salários, a subir o IVA e tudo quanto é coisa para construirem um pedaço de TGV cujo risco é todo suportado por nós para benificiar a Mota-Engil e a Brisa? Estão doidos?
DN de ontem
Alguém pode dizer-me como é que se fala em abrir concursos, e mesmo em assinar contratos para as obras do TGV e em executar expropriações para implantação das respectivas infra-estruturas, quando a legislatura termina daqui a seis meses (e já deveria terminar este mês, mas a norma constitucional que permite ou obriga o prolongamento dela não obriga a que ele seja apenas para gestão administrativa)?
Estas actividades que vão ser decididas agora, não obstante as fundamentadas contestações, até por técnicos altamente qualificados, vão essencialmente começar e continuar, e vão ser pagas, apenas a partir da legislatura seguinte, esta possivelmente com uma maioria contrária às soluções decididas por este Governo. (J. Vasconcelos)
Mais do mesmo: aprovar obras polémicas à pressa, em vésperas de acabar a legislatura.
A obra do aeroporto também vai de vento em popa.
A quem interessa esta aprovação, depois da polémica sobre a (duvidosa) necessidade das obras versus o endividamento a que nos obriga, depois da polémica ácerca do local escolhido (para o aeroporto), as dúvidas sobre a aquisição e expropriação de terrenos no local, etc. etc. ? À Mota-Engil do amigalhaço Coelhone? À sociedade daquele conselheiro de estado que já comprou terrenos e quer ver dividendos?
Porque é que alguma coisa haveria de mudar se as pessoas são as mesmas? Por milagre as pessoas, de repente, deixariam de ser como são e transformar-se-iam em modelos de sabedoria e virtude políticas, que põem os interesses do País acima dos seus e das suas vidinhas 'damásicas'? É assim como esperar que a macieira do quintal comece a dar pêras.
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