Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




"Men will not always die quietly." Keynes

por beatriz j a, em 09.07.15

 

 

Keynes, como toda a gente sabe escreveu um livro, depois de ter assitido às Conferências de Paz da 1ª Grande Guerra em Versalhes [The Economic Consequences of the Peace (1919 Full text onlineonde critica a concentração das conversações em questões de imperialismo, vinganças e definição de fronteiras e a falta de cuidado com a recuperação económica da Europa, vaticinando com precisão intrigante, uma nova guerra na Europa dali a vinte anos.

Muito do que ele diz poder-se-ia aplicar ao momento em que estamos. Infelizmente...

São desse livro estas citações:

 

  • The future life of Europe was not their concern; its means of livelihood was not their anxiety. Their preoccupations, good and bad alike, related to frontiers and nationalities, to the balance of power, to imperial aggrandizements, to the future enfeeblement of a strong and dangerous enemy, to revenge, and to the shifting by the victors of their unbearable financial burdens on to the shoulders of the defeated.
    • Chapter IV, p. 56

 

  • If we aim deliberately at the impoverishment of Central Europe, vengeance, I dare predict, will not limp.
    • Chapter VII, Section 1, p. 268

 

Keynes termina com este aviso sinistro:

"Mas quem pode dizer até que ponto será suportável, ou que direção os homens tomarão finalmente para escapar às suas desgraças?"

 

(Certos tratamentos dão origem a melhorias aparentes, de curto prazo, que por vezes escondem vírus encapsulados com períodos de incubação longos mas fatais - isto digo eu.)

 

 

 

publicado às 22:14


Teo-cracias, demo-cracias, tecno-cracias

por beatriz j a, em 28.02.12

 

 

 

 

Krugman: Portugal tem '75% de possibilidade de ficar no euro'

 

 

A Grécia deve sair.

 

Nesse âmbito, o economista revelou ter «um grau de certeza bastante elevado de que a Grécia vai sair do euro», mantendo dúvidas em relação a Portugal, ao explicar que «tudo dependerá do que vai acontecer nos próximos 2 a 3 anos». «Está tudo no domínio das probabilidades, ninguém sabe ao certo», acautelou.

 

Em consonância com o que já tinha defendido anteriormente, Paul Krugman sugeriu ainda que Portugal «resistisse a mais medidas de austeridade, pois tem feito tudo o que lhe é pedido». Porém, argumentou que «os salários deviam baixar relativamente à Alemanha», de modo a que o país «ganhasse alguma competitividade». Ou, como brincou depois, «era mais simpático que os salários descessem na Alemanha».

 

Economistas e tecnocratas, esses gurús que os políticos ouvem e seguem religiosamente tornaram as democracias não-democráticas e inhumanas. Falam como se as suas opiniões fossem inevitáveis por se apoiarem em princípios matemáticos, em probabilidades matemáticas. Como se as medidas que se tomam a partir de princípios objetivos não afetassem objetivamente os sujeitos, pessoas humanas.

Um corte de x% aqui ou ali são x% de famílias, pessoas concentras com vidas subjectivas atiradas para a pobreza concreta e objectiva.

A marginalização e ostracização de certas disciplinas/cursos das Humanidades teve como consequência a submissão da política à técnica.

Não é muito diferente da Idade Média, excepto que estes técnicos vestem-se de fato e gravata e os outros vestiam sotaina mas, ambos vêm com o livro da verdade ditar as regras, doa a quem doer. Só se safa quem tiver dinheiro ou bens para comprar indulgências...

 

publicado às 08:37


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D



Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Edicoespqp.blogs.sapo.pt statistics