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A preservação da espécie

por beatriz j a, em 17.09.17

 

 

Função Pública com aumentos faseados

...o que o Governo deixa claro é que, a partir de 2018, será feito o "descongelamento gradual das progressões na Administração Pública, dando aos funcionários públicos perspetivas de valorização na carreira de acordo com regras justas e baseadas no mérito."

 

Portanto, os parasitas do sistema, os amiguinhos do chefe que levam excelentes por serem 'os idiotas do serviço', para utilizar a expressão de um articulista que há dias falava sobre a história de como se contornaram as lutas sindicais na Autoeuropa, vão todos progredir, sendo que os que trabalham mas não se prestam a 'os ser idiotas do serviço' ficam parados mais uma década. Como diz um amigo, quem decide acerca destes descongelamentos são pessoas, elas mesmas, parasitas do sistema, de modo que estão apenas a trabalhar para a preservação da [sua] espécie. 

E tem piada ver que ao fim de uma década de congelamento, o descongelamento para a maior parte das pessoas são 50 euros a mais no salário... alguém tem que pagar as alcavalas dos políticos e amigalhaços da banca, das sociedades de advogados, de consultores, das empresas, etc.

Lá está, este país ultimamente é bestial em tudo e mais alguma coisa... eu é que não vejo em quê porque a bestialidade não me toca... mas, lá está, devo ser eu que sou muito estúpida... parece que a secretária de Estado da Educação é que é muito esperta. Ouvi dizer que o problema que arranjou este ano em que milhares de professores efectivos foram parar a cascos de rolha porque os mais novos lhes passaram todos à frente, está bestialmente resolvido pois já veio dizer que para o ano fazem bestialmente melhor e abrem um concurso bestial. LOL, os deste ano é que estão lixados mas isso que interessa? O país é bestial, tudo está bestial...

 

publicado às 14:11


Este MEC? Muito ruído para nada

por beatriz j a, em 21.03.16

 

 

 

Nove mil professores com mais de dez anos de serviço sem vaga no quadro

Numa resposta enviada ao DN, o Ministério confirmou que a abertura das 100 vagas "decorre da estrita aplicação dos critérios legais", relativos à norma travão. Quanto a uma solução definitiva para o problema dos professores com muitos anos de serviço, disse, esta "só será possível com uma alteração da lei com vista a encontrar soluções e critérios mais justos - que estamos a estudar - e após análise do impacto orçamental dessa medida".

 

A lei aplica-se? Consoante o impacto orçamental. A justiça faz-se? Consoante o impacto orçamental. A honestidade pratica-se? Consoante o impacto orçamental. A Constituição respeita-se? Consoante o impacto orçamental. Os políticos trabalham para melhorar a vida dos cidadãos? Consoante o impacto orçamental. A política serve para melhorar a vidinha dos políticos e a dos amigos? Sempre e apesar do impacto orçamental!

 

 

publicado às 04:28

 

 

 

Assim, o PS quer "avaliar o processo de transferência de competências para as autarquias ao nível do ensino básico e secundário, garantindo que não diminui a autonomia pedagógica das escolas". Falta esclarecer que tipo de competências pretendem os socialistas descentralizar.

 

Os professores pelo menos ficam a saber que o processo de recrutamento será revisto, com a certeza de que a Prova de Avaliação de Capacidades e Conhecimentos será suspensa, até que sejam reavaliados os seus fundamentos, objetivos e termos de referência.

 

Quem pensa que alguma coisa vai melhorar na educação está muito enganado. Vamos ter um biscoito qualquer para desviar atenções e depois continua-se o trabalho da Rodrigues e do Crato. Se me enganar venho aqui pedir desculpa 10 vezes.

 

 

publicado às 15:08


Por uma vez estou de acordo com ele

por beatriz j a, em 22.10.15

 

 

António Barreto. "Governo de esquerda não vai funcionar"

 

Até mais: o PS vai dar-nos um rebuçado no início da legislatura que poderá ser a reposição dos salários da função pública (olha, ao menos que o rebuçado me descongele a carreira há tanto tempo congelada...) para poder dizer, 'estão a ver como nós somos contra a austeridade e tal' mas, logo a seguir, vai dizer, 'vocês desculpem mas é que não estávamos à espera que as contas do País estivessem neste estado, descobrimos coisas horríveis e, sendo assim, já não podemos cumprir o prometido e temos que congelar tudo outra vez e voltar a subir os impostos' [tal como o governo psd/cds fez quando chegou ao poder...] Aliás, já começaram a trabalhar esse argumento para depois o poderem usar. É claro que quando isto acontecer, se o BE não é um partido de mentirosos profissonais acaba-se logo ali o namoro. Se forem um partido igual aos outros vão dar uma de Tsipras e dizer, 'opá, nós queríamos acabar com a ditadura da austeridade porque nós amamos o povo; estamos aqui a aplicar um programa em que não acreditamos mas não podemos fazer nada por causa de Bruxelas. De qualquer maneira é melhor estarmos nós aqui do que a direita'. '-Então porquê, se fazem o mesmo?'... 'Fazemos o mesmo mas com a bandeira da esquerda' [SSDG]

Não o PC que é um partido que, como se sabe, defende a ditadura (do proletariado).

 

 

publicado às 06:55


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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