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Um emplastro chamado Pardal

Com as devidas distâncias, ontem lembrei-me desse filme quando Pardal Henriques, o porta-voz e assessor do sindicato dos motoristas de matérias perigosas, anunciou o fim da greve. Depois, o comunicado oficial foi lido pelo presidente do sindicato, não sem que Pardal Henriques lhe fosse dando dicas ao ouvido. Uma situação patética, diga-se.

Calculo que muitos camionistas que perderam dinheiro nestes sete dias de greve tenham ficado desiludidos, pois quem estica a corda tanto como o sindicato o fez é para levar a sua luta até ao fim.

(...)

Por fim, Pardal Henriques. O homem foi um dos grandes derrotados desta telenovela e o seu futuro político pode ter ficado em causa, apesar de ter sido um dos principais responsáveis pelos aumentos já garantidos para todos os camionistas.

 

Não há ninguém que não crucifique Pardal Henriques que foi o rosto da greve dos motoristas. Li uma notícia que começava assim, 'Pardal, advogado dos motoristas que nunca foi motorista...' ... mas desde quando os advogados têm que ter a profissão daqueles que defendem?

O homem foi crucificado por toda a gente: pelo governo, pela ANTRAM, pelos jornais e comentadores sicofantas do governo e patrões. No entanto, o que importava aqui perceber é: porque é que Pardal Henriques surge a dar a cara numa greve radical? A resposta está em que, neste momento da história política em que vivemos, ninguém do lado do governo ou das entidades patronais se dá sequer ao trabalho de ouvir os trabalhadores, de modo que as pessoas vêem-se na situação de radicalizar os protestos apenas para que as ouçam.

 

Se não fosse Pardal Henriques e esta greve radical ninguém saberia das condições de trabalho dos camionistas, constantemente ignorados, desprezados até, nas suas questões, por patrões e governos. Temos um país minado pela corrupção e clientelismo onde se aproveitou o pretexto da troika para retirar direitos aos trabalhadores, ao mesmo tempo que se aumentavam as regalias aos responsáveis -da banca às empresas públicas passando pelos políticos- da crise que nos fez pagar 20 mil milhões numa dezena de anos.

 

Este governo, que atingiu o cúmulo da concentração de poder em família e amigos, aproveitou o abismo em que a oposição se enfiou à conta do governo de PPC e o vazio de contestação política eficiente e consequente para mostrar que é duro com quem trabalha e serve quem de nós se serve. Tem sido indiferente à situação dos serviços públicos, dos professores, dos enfermeiros, dos médicos, etc., etc. Está sempre pronto, com  a conivência cobarde do Presidente, a enfiar dinheiro na banca e nos projectos de primos e amigos, no vampirismo do fisco aos pequenos trabalhadores (Nos últimos três anos saíram de Portugal 30 mil milhões de euros para offshores) mas recusa-se terminantemente e com tiques de autoritarismo que já nem os do próprio partido conseguem negar, a atender as condições decadentes dos trabalhadores, chegando ao ponto de nem sequer os ouvir e defender que sendo governo não se tem que cumprir a lei à letra.

 

É por isso que surgem Pardais Henriques, quer dizer, eles são sintoma do desespero em que as pessoas se encontram. E isso é que importa perceber e reparar antes que tudo piore. Neste momento, como se lê na notícia abaixo, há já vários sindicatos desalinhados com as CGTPs.

Estes sindicatos só surgiram, tal como o Pardal Henriques, porque a regressão em direitos laborais que custaram muito a conquistar são constantemente destruídos com o beneplácito das centrais sindicais que assinam de cruz tudo o que os governos querem (ainda hoje li no jornal que o Presidente promulgou a proposta do PS de precarizar ainda mais os trabalhadores duplicando o período de trabalho à experiência com o argumento de que é bom para a economia...) e duplicam a retórica demagoga do governo.

 

O que quero dizer é: o governo de PPC e agora o do Costacenteno, que aproveita o lastro deixado pelo anterior para andar à vontade, foram e são radicais na sua recusa em melhorar a vida e condições de trabalho das pessoas e, até, em ouvi-las.

Com o argumento de terem acabado com a austeridade mantiveram cortes com outros nomes, desinvestimento superior ao do tempo da troika, cobranças incríveis de impostos, deterioração do rendimento da classe média, comportamento agressivo e ofensivo contra os trabalhadores, etc., ao mesmo tempo que deixam os mais ricos enriquecerem. E estão cada vez mais autoritários, em grande parte porque não têm oposição séria - os partidos da geringonça não fazem oposição, fazem fretes. Ora, isso está a fazer surgir movimentos sindicais também mais agressivos e radicais.

 

É a terceira lei de Newton, A toda acção há sempre uma reação oposta e de igual intensidade. Isto, penso, é que importava perceber. Quando encostam as pessoas à parede e elas não vêm modo de poder viver em condições dignas e acham que já não têm nada a perder, avançam com toda a força. Como este governo deve ganhar as eleições, ao que dizem, as coisas vão piorar ainda mais, porque a ganância do poder absoluto faz parte do ADN do PS desde o Socas. É preciso ver que este governo é, em grande parte, o conselho de ministros do governo do Socas.

 

Estão sempre a dizer que Portugal é diferente porque nos outros países o autoritarismo e a extrema -direita estão em ascensão mas aqui temos um governo socialista... a verdade é que o socialismo deste governo é uma fachada para o autoritarismo. A ambição de Centeno é o FMI, os argumentos dele são os do Gaspar (que está no FMI) a ambição do governo é o controlo total dos parceiros sociais e da comunicação social, os argumentos do governo e do Presidente são os da troika, os cortes são ainda piores que os da troika... uma fachada para o mesmo autoritarismo que se vê crescer nos outros países. Isso não vem sem consequências.

 

Direito à resistência. Dos estivadores à aviação, sindicalistas desalinhados criticam Governo

... "exigem apenas melhores condições de trabalho, para que sejam cumpridos os desígnios da Assembleia Constituinte,...

Os sindicalistas defendem que "todos estes direitos foram colocados em causa pelo Governo" que demonstra "querer impor à força a manutenção dos lucros exorbitantes das entidades privadas em detrimento de melhores condições de trabalho". Nenhum trabalhador "pode aceitar continuar a receber salários que não garantam uma existência condigna e o trabalho tem que ser prestado em condições socialmente dignificantes, por forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da atividade profissional com a vida familiar", refere o artigo.

A finalizar, os autores acrescentam: "Queremos continuar a defender a garantia de liberdade dos trabalhadores e lutaremos contra quem queira restringir o direito à greve e consequentemente o direito de quem quer lutar por melhores condições de trabalho, sociais e familiares".

 

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publicado às 08:08

 

Nogueira afasta qualquer possibilidade de numa eventual greve vir a recorrer a uma plataforma de financiamento (‘crowdfunding’) para cobrir os custos, como fizeram os enfermeiros. "Os professores não são mercenários, lutam pelos seus meios e nesta matéria acho que posso falar pelas 10 organizações sindicais de docentes", afirmou o sindicalista.

Não me parece correcto que ele chame mercenários aos enfermeiros nem me parece que ele fale em nome dos professores nesta matéria. Fala em nome dos outros sindicalistas o que é uma coisa muito diferente.

 

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publicado às 21:21

 

Sindicato Para Todos os Professores acusa Governo de "discriminação politica"

A nossa única interpretação é que este Governo mantém uma atitude de fachada. O ministro de Educação disse, a 04 de junho, que tinham uma grande cultura democrática porque convidou todos os sindicatos. Quando eles [o ministério da Educação] viram que no passado o mês de junho continuávamos [com a greve], deixaram de convidar. Só pode ser discriminação política no sentido que há filhos e enteados", acusou em declarações à Lusa, o dirigente do S.T.O.P André Pestana.

 

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publicado às 12:04


"Nada será como dantes"

por beatriz j a, em 22.07.18

 

Nada será como dantes

 

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publicado às 06:10

 

 

... e depois vêm em Setembro cantar pseudo-vitórias à custa de 10 anos de tempo de serviço que já prestámos?

 

 

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publicado às 13:45

 

 

Com Mário Nogueira, líder da Fenprof, a assistir à audição do ministro, Tiago Brandão Rodrigues recusou-se por diversas fazer a “classificar” as ações dos sindicatos que representam os professores. Em sentido contrário, o governante fez várias referências a “outras formas de vida, nem todas elas alienígenas”, e a “movimentos muito menos orgânico e entendíveis”, que podem ameaçar a democracia. Com o recém-formado Stop (Sindicato de Todos os Professores) a ser o único a manter a greve às reuniões de avaliação não é difícil adivinhar a quem se referia Brandão Rodrigues.

 

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publicado às 20:08

 

Decretados serviços mínimos na greve dos professores às avaliações

Decisão do colégio arbitral foi unânime: reuniões de avaliação dos alunos do 9º, 11º e 12º anos têm de se realizar no máximo até 5 de julho

 

Se a decisão foi unânime isso significa que o representante dos sindicatos votou a favor, não? Quem foi a peça?

 

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publicado às 19:11

 

 

Pois, claro, onde é que já se viu os professores falarem por si e os comunistas não poderem manipular os sindicatos à sua maneira? Obediência ao querido líder é a palavra de ordem.

 

PCP dificulta sucesso de iniciativa de professores no Parlamento

Os comunistas defendem que já existem instrumentos legislativos para a contagem do tempo de serviço e que tudo deve ser tratado em negociações com os sindicatos.

 

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publicado às 12:38


Esperteza saloia

por beatriz j a, em 18.05.18

 

 

Marca uma reunião de tanga para o fim das aulas para arrastar o assunto até as avaliações estarem feitas e esvaziar de sentido qualquer manifestação ou greve. Se os sindicatos vão nisto são ainda mais estúpidos [ou vendidos?] do que julgávamos.

 

Ministro vai reunir-se com sindicatos de professores a 4 de Junho

Convocatória foi feita na véspera da manifestação nacional de professores, que vai decorrer neste sábado em Lisboa.

 

 

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publicado às 17:18

 

 

Não costumo fazer greves, raramente as faço, porque nunca vi, nos professores, uma greve ser levada até ao fim e resultar em algo positivo para nós mas, acho que a partir de agora vou passar a fazê-las todas.

Esta faço-a, em primeiro lugar porque é preciso que os professores mostrem que não aceitam, mesmo que haja sindicatos a aceitar, sermos tratados com discriminação e grande injustiça relativamente aos outros trabalhadores da função pública; em segundo lugar porque me irrita isto dos sindicatos, que por serem da família do governo, de repente não têm nada a dizer sobre este apagão de mais de dez anos de serviço e, alguns até serem contra as greves.

Se este apagão tivesse sido proposto pelo governo do PPC com o Crato, estavam na rua aos gritos todos os dias a apelar a greves mas como é proposto por um governo e um ministro da sua família já não é grave nem motivo para greves. As 'esquerdas', como gostam de chamar-se. São mais um zero à esquerda, digo eu...

Os sindicatos em Portugal são, regra geral, uma vergonha. Veja-se como na luta dos enfermeiros tentaram desmobilizá-los e quem levou a coisa para a frente foi a bastonária da Ordem. Infelizmente nós não temos uma Ordem... é mais uma desordem promovida por esta gente que nunca põe a nossa defesa à frente dos seus interesses políticos e pessoais.

Esta discriminação é demais e tem que haver uma maneira de lutarmos pelos nossos direitos apesar dos sindicados não o fazerem. O mínimo dos mínimos é dar um sinal de que não aceitamos isto e, para já, só o podemos fazer assim. Então vou fazer greve.

 

Professores aderem à greve mas com "objectivos próprios"

Tanto a Fenprof, que se escusou a fazer prognósticos sobre a adesão à greve, como a Federação Nacional de Educação (FNE), afecta à UGT, já pediram reuniões ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. À estrutura liderada por Mário Nogueira o Ministério respondeu pela negativa. A FNE, que à semelhança dos outros sindicatos afectos à UGT não aderiu à greve desta sexta-feira, anunciou que irá divulgar um calendário de acções de luta no final do mês se entretanto o ministério não aceder em negociar o descongelamento das carreiras.

 

 

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publicado às 07:43

 

 

O modelo de organização das escolas criado pela Rodrigues, as traições dos sindicatos, a sua promiscuidade com o ME para onde se passam sempre que podem e a promiscuidade entre o ME, a Inspeção e os directores que ocupam, à vez, os lugares entre estes três organismos, como numa dança de cadeiras, proletarizaram os professores, deixaram-nos sozinhos à sua mercê e mataram a educação pública. Hoje em dia, todo o professor que queira manter a sua independência pedagógia e intelectual (protegida na lei) tem que estar disposto a sofrer bullying e a recorrer aos tribunais. Se uma pessoa dissesse as coisas que se passam e fazem nas escolas ninguém acreditava. Eu culpo a Rodrigues que foi quem destruiu o sistema mas, também todos os outros que se aproveitaram dessa porta estar aberta e pioraram aos poucos o sistema. Também me desgosta o medo das pessoas que as torna cúmplices da sua própria miséria.

Alexandra Leitão e a manipulação da opinião pública (Santana Castilho)

A principal função da escola pública, qual seja a de garantir oportunidades idênticas a todas as crianças e jovens, vem de há muito, seja o Governo da responsabilidade do PS ou do PSD, a desconsiderar os seus professores e a usar os mais variados mecanismos de desonestidade política para os proletarizar e escravizar. E a classe tem-se tornado numa classe de dependências, cada vez com maior dificuldade em compreender o valor da independência e pagar o seu custo. Dir-se-ia que a defesa da dignidade profissional e da independência intelectual dos professores virou masoquismo. Dir-se-ia que os professores, teoricamente livres, têm usado essa liberdade para permitirem que os condicionem a todo o tempo.

 

Com efeito, os professores constituem hoje uma espécie social cuja identidade e características dependem, cada vez mais, das atitudes que os governantes tomam em relação a eles. A deontologia profissional (por definir em sede de ECD), a dignidade profissional e a independência intelectual da classe cedem ante qualquer norma legal, por mais iníquo que seja o conteúdo e boçal a autoria. Inevitavelmente, quando se reflecte sobre esta circunstância, o desabafo de Harriet Tubman aplica-se-lhe como dilacerante ferrete: “Libertei mil escravos. Podia ter libertado outros mil se eles soubessem que eram escravos.”

 

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publicado às 18:52

 

Ferreira Leite: marcar uma greve de professores para um dia de exames é “absolutamente inaceitável”

No habitual espaço de comentário na TVI-24, a antiga ministra da Educação até começou por admitir que os professores "tenham algumas reivindicações", mas logo acrescentou que "sabem muito bem que não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas".

 

É quase impossível apanhar alguém que fale com honestidade ou dois dedos de testa sobre os assuntos, seja da parte dos comentadores, da oposição, dos membros do governo ou dos sindicalistas.

 

As reivindicações dos professores "não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas"? É que há 10 anos que "não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas". Já as reivindicações dos políticos, dos banqueiros, dos administradores públicos, dos assessores políticos, dos consultores jurídicos, dos amigos e familiares de políticos, dos autarcas e amigos de autarcas, dos donos do futebol, dos donos da electricidade, dos apresentadores de TV e outros afins, são sempre adequadas a qualquer momento e sempre passíveis de ser satisfeitas.

 

Aliás, as únicas profissões que compensam neste país, são: político, banqueiro ou sindicalista - três profissões onde pode fazer-se nada ou ser completamente incompetente e continuar no posto, a viver e a gastar o dinheiro dos outros.

Os políticos, no geral, estão ao nível do Nogueira, nos discursos, nas ideias e nos actos. Daí o estado do país.

 

 

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publicado às 06:56

 

Professores marcam greve para o dia de exames nacionais

Fenprof e FNE unidas para paralisação marcada para o dia 21 de junho

 

Então mas uma greve aos exames que é uma medida radical com consequências drásticas é marcada assim, de cima para baixo? Sem se perguntar aos professores, sem que as pessoas estejam mobilizadas, sem sequer tocarem em pontos importantes, decisivos, da educação? 

Isto é para fazer da greve um fiasco? É que nenhum professor faz uma greve a exames, iniciativa que implica um sacrifício para os alunos e um sacrifício pessoal, assim sem mais nem menos... Há aqui algum propósito subterrâneo que eu não esteja a ver?

 

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publicado às 18:37


Imposto sindical ou mera pouca-vergonha?

por beatriz j a, em 16.06.16

 

 

Trabalhadores terão de pagar à UGT por contratos coletivos de trabalho

A proposta reuniu “um enorme consenso” dentro da UGT, sublinhou Carlos Silva, recordando que neste momento os acordos assinados e negociados entre um sindicato e uma empresa ou associação empresarial traduzem-se “numa aplicação a todos os trabalhadores”, sindicalizados ou não.

Visto que os sindicatos “vivem das suas quotizações” e passam por “algumas dificuldades”, o secretário-geral da central sindical considerou que seria “generoso” se os trabalhadores pagassem um valor para verem aplicado o contrato coletivo negociado.

 

Mais uma pouca-vergonha... por esta ordem de ideias vamos ter que passar a pagar uma quota ao partido que ganhar as eleições mesmo não pertencendo a qualquer partido político já que as decisões que tomam no Parlamento afectam todos os portugueses... portanto, quem quiser beneficiar da subida do ordenado mínimo ou ver a sua carreira descongelada tem que pagar ao partido vencedor mais ao sindicato que defendeu a causa? E a quem mais, já agora? Pouca-vergonha... e é esta gente que diz defender os trabalhadores...

 

 

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publicado às 15:22


A propósito de Idade Média...

por beatriz j a, em 23.11.15

 

 

“Nestes quatro anos perdemos 80 mil filiados”

Carlos Silva, secretário-geral da UGT, diz que é preciso mudar o actual paradigma e perceber como é que os sindicatos podem acolher os trabalhadores com contratos precários.

 

Isto deve ser uma anedota... então este Carlos Silva anda em almoços a prestar vassalagem ao Sócrates, esse fulano que recebe milhões em malas, com mais processos que o Silva dos Plásticos e mais mal cheirosos que a Portucel e depois não percebe porque é que não confiam neles e fogem aos milhares...? 

 

 

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publicado às 17:03

 

 

Negociações falhadas deixam milhares de professores com carreira congelada

 

 

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publicado às 07:00

 

 

Sindicato dos pilotos: "Conseguimos infligir um dano de 30 milhões na companhia"

 

Okay... todos sabemos que uma greve que não causa algum prejuízo não tem eficácia. É por isso que as greves são o último recurso, utilizado quando todos os meios de gerir e ultrapassar os conflitos já se esgotaram. E é sabido que os governos pressionam os grevistas pondo a opinião pública contra eles, fazendo propaganda sobre os prejuízos que da greve advêm. Mas, também é verdade que os grevistas não têm prazer nenhum em causar prejuízos a terceiros e é com a convicção da necessidade da greve que a fazem, apesar desses prejuízos. O que não é normal, nem contribui para a credibilização dos sindicatos é ouvirmos os seus chefes regozijarem-se com os prejuízos que causaram, porque o objectivo da greve nunca é causar prejuízos, a greve não é uma vingança mas sim, conseguir o respeito por determinados direitos que em certas situações estão em falha e causam prejuízos graves aos trabalhadores.

 

 

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publicado às 12:56


Isto e só rir...

por beatriz j a, em 29.01.15

 

 

 

Hoje estavam umas folhas espalhadas pela sala de professores com uma lista de acções de formação creditadas dos sindicatos. Havia acções de formação a custar 30 euros para sócios e 100 euros para não-sócios!

A piada disto está em que, os sindicatos, à segunda feira, por assim dizer, defendem que os professores devem fazer o ministro cumprir a lei (a lei diz que a formação creditada obrigatória dos professores é gratuita) e recusar-se a pagar por aquilo que têm direito gratuitamente e à terça feira deixam lá o catálogo das suas acções de formação... PAGAS!!!

 

 

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publicado às 16:42


Trabalho

por beatriz j a, em 11.02.14

 

 

Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal P

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Nos últimos anos, três ferramentas de gestão estiveram na base de uma transformação radical da maneira como trabalhamos: a avaliação individual do desempenho, a exigência de "qualidade total" e o outsourcing. O fenómeno gerou doenças mentais ligadas ao trabalho. Christophe Dejours, especialista na matéria, desmonta a espiral de solidão e de desespero que pode levar ao suicídio.

Por Ana Gerschenfeld

 

Psiquiatra, psicanalista e professor no Conservatoire National des Arts et Métiers, em Paris, Christophe Dejours dirige ali o Laboratório de Psicologia do Trabalho e da Acção - uma das raras equipas no mundo que estuda a relação entre trabalho e doença mental.

 

Esteve há dias em Lisboa, onde, de gravata amarela, cabeleira "à Beethoven" e olhos risonhos a espreitar por detrás de pequenos óculos de massa redondos, falou do sofrimento no trabalho. Não apenas do sofrimento enquanto gerador de patologias mentais ou de esgotamentos, mas sobretudo enquanto base para a realização pessoal. Não há "trabalho vivo" sem sofrimento, sem afecto, sem envolvimento pessoal, explicou. É o sofrimento que mobiliza a inteligência e guia a intuição no trabalho, que permite chegar à solução que se procura.

 

Claro que no outro extremo da escala, nas condições de injustiça ou de assédio que hoje em dia se vivem por vezes nas empresas, há um tipo de sofrimento no trabalho que conduz ao isolamento, ao desespero, à depressão. No seu último livro, publicado há uns meses em França e intitulado Suicide et Travail: Que Faire?, Dejours aborda especificamente a questão do suicídio no trabalho, que se tornou muito mediática com a vaga de suicídios que se verificou recentemente na France Télécom.

 

Depois da conferência, o médico e cientista falou com o P2 sobre as causas laborais desses gestos extremos, trágicos e irreversíveis.

 

O suicídio ligado ao trabalho é um fenómeno novo?

 

O que é muito novo é a emergência de suicídios e de tentativas de suicídio no próprio local de trabalho. Apareceuem França há apenas 12, 13 anos. E não só em França - as primeiras investigações foram feitas na Bélgica, nas linhas de montagem de automóveis alemães. É um fenómeno que atinge todos os países ocidentais. O facto de as pessoas irem suicidar-se no local de trabalho tem obviamente um significado.É uma mensagem extremamente brutal, a pior do que se possa imaginar - mas não é uma chantagem, porque essas pessoas não ganham nada com o seu suicídio. É dirigida à comunidade de trabalho, aos colegas, ao chefe, aos subalternos, à empresa. Toda a questão reside em descodificar essa mensagem.

 

Afecta certas categorias de trabalhadores mais do que outras?

 

Na minha experiência, há suicídios em todas as categorias - nas linhas de montagem, entre os quadros superiores das telecomunicações, entre os bancários, nos trabalhadores dos serviços, nas actividades industriais, na agricultura.

No passado, não havia suicídios ligados ao trabalho na indústria. Eram os agricultores que se suicidavam por causa do trabalho - os assalariados agrícolas e os pequenos proprietários cuja actividade tinha sido destruída pela concorrência das grandes explorações. Ainda há suicídios no mundo agrícola.

 

O que é que mudou nas empresas?

 

A organização do trabalho. Para nós, clínicos, o que mudou foram principalmente três coisas: a introdução de novos métodos de avaliação do trabalho, em particular a avaliação individual do desempenho; a introdução de técnicas ligadas à chamada "qualidade total"; e o outsourcing, que tornou o trabalho mais precário.

A avaliação individual é uma técnica extremamente poderosa que modificou totalmente o mundo do trabalho, porque pôs em concorrência os serviços, as empresas, as sucursais - e também os indivíduos. E se estiver associada quer a prémios ou promoções, quer a ameaças em relação à manutenção do emprego, isso gera o medo. E como as pessoas estão agora a competir entre elas, o êxito dos colegas constitui uma ameaça, altera profundamente as relações no trabalho:"O que quero é que os outros não consigam fazer bem o seu trabalho."

Muito rapidamente, as pessoas aprendem a sonegar informação, a fazer circular boatos e, aos poucos, todos os elos que existiam até aí - a atenção aos outros, a consideração, a ajuda mútua - acabam por ser destruídos. As pessoas já não se falam, já não olham umas para as outras. E quando uma delas é vítima de uma injustiça, quando é escolhida como alvo de um assédio, ninguém se mexe...

 

Mas o assédio no trabalho é novo?

 

Não, mas a diferença é que, antes, as pessoas não adoeciam. O que mudou não foi o assédio, o que mudou é que as solidariedades desapareceram. Quando alguém era assediado, beneficiava do olhar dos outros, da ajuda dos outros, ou simplesmente do testemunho dos outros. Agora estão sós perante o assediador - é isso que é particularmente difícil de suportar. O mais difícil em tudo isto não é o facto de ser assediado, mas o facto de viver uma traição - a traição dos outros. Descobrimos de repente que as pessoas com quem trabalhamos há anos são cobardes, que se recusam a testemunhar, que nos evitam, que não querem falar connosco. Aí é que se torna difícil sair do poço, sobretudo para os que gostam do seu trabalho, para os mais envolvidos profissionalmente. Muitas vezes, a empresa pediu-lhes sacrifícios importantes, em termos de sobrecarga de trabalho, de ritmo de trabalho, de objectivos a atingir. E até lhes pode ter pedido (o que é algo de relativamente novo) para fazerem coisas que vão contra a sua ética de trabalho, que moralmente desaprovam.

 

Qual é o perfil das pessoas que são alvo de assédio?

 

São justamente pessoas que acreditam no seu trabalho, que estão envolvidas e que, quando começam a ser censuradas de forma injusta, são muito vulneráveis. Por outro lado, são frequentemente pessoas muito honestas e algo ingénuas. Portanto, quando lhes pedem coisas que vão contra as regras da profissão, contra a lei e os regulamentos, contra o código do trabalho, recusam-se a fazê-las. Por exemplo, recusam-se a assinar um balanço contabilista manipulado. E em vez de ficarem caladas, dizem-no bem alto. Os colegas não dizem nada, já perceberam há muito tempo como as coisas funcionam na empresa, já há muito que desviaram o olhar. Toda a gente é cúmplice. Mas o tipo empenhado, honesto e algo ingénuo continua a falar. Não devia ter insistido. E como falou à frente de todos, torna-se um alvo. O chefe vai mostrar a todos quão impensável é dizer abertamente coisas que não devem aparecer nos relatórios de actividade.

Um único caso de assédio tem um efeito extremamente potente sobre toda a comunidade de uma empresa. Uma mulher está a ser assediada e vai ser destruída, uma situação de uma total injustiça; ninguém se mexe, mas todos ficam ainda com mais medo do que antes. O medo instala-se. Com um único assédio, consegue-se dominar o colectivo de trabalho todo. Por isso, é importante, ao contrário do que se diz, que o assédio seja bem visível para todos. Há técnicas que são ensinadas, que fazem parte da formação em matéria de assédio, com psicólogos a fazer essa formação.

 

Uma formação para o assédio?

 

Exactamente. Há estágios para aprenderem essas técnicas. Posso contar, por exemplo, o caso de um estágio de formação em França em que, no início, cada um dos 15 participantes, todos eles quadros superiores, recebeu um gatinho. O estágio durou uma semana e, durante essa semana, cada participante tinha de tomar conta do seu gatinho. Como é óbvio, as pessoas afeiçoaram-se ao seu gato, cada um falava do seu gato durante as reuniões, etc.. E, no fim do estágio, o director do estágio deu a todos a ordem de... matar o seu gato.

 

Está a descrever um cenário totalmente nazi...

 

Só que aqui ninguém estava a apontar uma espingarda à cabeça de ninguém para o obrigar a matar o gato. Seja como for, um dos participantes, uma mulher, adoeceu. Teve uma descompensação aguda e eu tive de tratá-la - foi assim que soube do caso. Mas os outros 14 mataram os seus gatos. O estágio era para aprender a ser impiedoso, uma aprendizagem do assédio.

Penso que há bastantes empresas que recorrem a este tipo de formação - muitas empresas cujos quadros, responsáveis de recursos humanos, etc., são ensinados a comportar-se dessa maneira.

 

Voltando ao perfil do assediado, é perigoso acreditar realmente no seu trabalho?

 

É. O que vemos é que, hoje em dia, envolver-se demasiado no seu trabalho representa um verdadeiro perigo. Mas, ao mesmo tempo, não pode haver inteligência no trabalho sem envolvimento pessoal - sem um envolvimento total.

Isso gera, aliás, um dilema terrível, nomeadamente em relação aos nossos filhos. As pessoas suicidam-se no trabalho, portanto não podemos dizer aos nossos filhos, como os nossos pais nos disseram a nós, que é graças ao trabalho que nos podemos emancipar e realizar pessoalmente. Hoje, vemo-nos obrigados a dizer aos nossos filhos que é preciso trabalhar, mas não muito. É uma mensagem totalmente contraditória.

 

E os sindicatos?

 

Penso que os sindicatos foram em parte destruídos pela evolução da organização do trabalho. Não se opuseram à introdução dos novos métodos de avaliação. Mesmo os trabalhadores sindicalizados viram-se presos numa dinâmica em que aceitaram compromissos com a direcção. Em França, a sindicalização diminuiu imenso - as pessoas já não acreditam nos sindicatos porque conhecem as suas práticas desleais.

 

(continua)

 

 

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publicado às 18:37


O comércio do 'facilitador'

por beatriz j a, em 08.12.13

 

 

 

Professores: Acordo negociado em segredo

 

O líder da UGT negociou em segredo com o ministro da Educação a dispensa da prova de avaliação de contratados dos docentes com cinco ou mais anos de experiência, em troca da desmarcação da greve convocada pela Federação Nacional de Educação (FNE).

 

A decisão de agarrar no telefone e ligar ao ministro partiu de Carlos Silva. “Na semana passada, a Lucinda Dâmaso e o João Dias da Silva (da FNE) reuniram comigo, na sede da UGT, e perguntaram-me se havia condições para baixar a crispação na Educação, pondo fim a uma posição radicalizada”. Carlos Silva, que descreve o seu papel no processo como “um facilitador ao mais alto nível”, não hesitou. “Respondi, 'concerteza, sou o secretário-geral da UGT e em vez dos sindicatos faço eu essa tentativa'“.

 

Os professores têm sindicatos que os deviam representar mas, estes têm medo de sindicar e querem, a todo o custo, não ser dificultadores que isso faz mal às costas e às cadeiras onde as costas se encostam. Então, pedem a um outrém, que não representa os professores, para fazer o papel de 'facilitador' e comerciar com a vida profissional dos seus representantes, nas suas [deles] costas.

O que me apetece dizer não digo... e que ele se descreva e se pense como 'do mais alto nível' num processo de muito baixo nível, mostra o estado pavoroso a que isto chegou, estando nós entregues a gente mediocre que se acha muito boa.

Como os que poderiam substituir estes indivíduos e mudar as práticas da política do rectângulo emigraram por falta de perspectivas profissionais, é difícil mudar o rumo que a educação e o país seguem.

 

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publicado às 23:34


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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