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Por acaso foi o que pensei

por beatriz j a, em 02.09.16

 

 

“Um dia destes há uma calamidade no Museu Nacional de Arte Antiga”

 

A primeira vez que fui ao museu ver o Dürer, em Junho, estive muito tempo sozinha com o quadro. Devo ter estado aí uns dez minutos a olhar o quadro de perto; depois sentei-me e estive a escrever impressões do quadro; depois levantei-me e voltei a aproximar-me. Ao todo estive ali uma meia hora, sendo que nos primeiros quinze minutos, estive completamente sozinha. Ao fim desse tempo passaram uns turistas e só depois apareceu uma funcionária que se sentou. Calculo que alguém algures deve ter reparado que eu estava ali há muito tempo e vieram vigiar.

Estranhei estar tudo tão desguardado e pensei, 'mas como é que deixam isto assim à confiança?'.

Há dinheiro para tudo quanto é bandido mas a cultura é que é um luxo...

 

 

publicado às 17:57

 

 

 

As autoridades de Halifax (Virgínia, EUA) resolveram obrigar os administradores escolares a andar com uma câmara ao pescoço, ligada, durante todo o tempo que estão na escola, de modo a gravar tudo o que se passa, não vá acontecer qualquer coisa como brigas, agressões, etc. que necessitem de envolvimento jurídico. Tomaram essa ideia da polícia que já usa esse método.

 

A alternativa seria, é claro, ter muitos mais funcionários na escola habilitados a lidar com crianças e jovens adolescentes que servissem de ajuda, apoio e exercessem vigilância sobre os recreios. Mas não. Sai muito mais barato pôr algumas pessoas a gravar os alunos mesmo que isso seja uma violação da privacidade e da liberdade de cada um.

 

É preciso perguntar: qualquer método serve qualquer causa se for eficaz? Penso que não. Os métodos têm que estar adequados aos problemas e aos contextos a que se aplicam para não se correr o risco da sua eficácia gerar problemas mais graves, a longo prazo, que aqueles que quer resolver, a curto prazo. A escola tem que ser um lugar pedagógico, logo, de respeito pelos direitos das pessoas, pela sua dignidade, de fomento da capacidade de mudança e melhoramento pessoal, etc.

 

A escola não trabalha num contexto de criminalidade como a polícia, nem os alunos são criminosos. Mais, a escola é um lugar de educação, não de punição. É certo que há alunos que também são jovens criminosos e cometem faltas que devem ser punidas mas não se pode prejudicar todos, retirar direitos e dignidade a todos por causa de uns.

 

Condicionam a maioria que é respeitadora por causa de uns poucos que fazem o mal, ou seja, não sabendo como resolver o problema de uns poucos que prevaricam, prejudicam todos dando um enorme exemplo de incapacidade e incompetência, por um lado e, por outro, falta de respeito pelos direitos dos outros.

 

Infelizmente, sabendo nós da tendência para os nossos dirigentes a copiarem tudo o que de errado se faz nos outros sítios e a escolher o caminho mais fácil mesmo se atropelando os direitos dos outros, temo que esta ideia não leve muito tempo a cá chegar.

 

 

 

publicado às 07:18

 

 

No dia em que adolescente esfaqueou colegas e funcionária de escola em Massamá. Escolas são pouco seguras dizem pais e sindicato da PSP

As escolas estão sem funcionários... milhares de alunos e uma dúzia de funcionários para controlarem a entrada, os espaços comuns, o bar, os terrenos ao ar livre, etc. O que admira é não haver mais incidentes...


publicado às 06:59


Espero não estar a pagar isto!

por beatriz j a, em 08.07.11

 

 

 

 

Protecção

Sócrates mantém segurança da PSP

SIS e PSP avaliaram grau de risco sobre o ex-primeiro-ministro e entenderam manter dois seguranças.

 

Se quer seguranças para alimentar a vaidade que os pague do seu bolso, que já basta estarmos a pagar as dívidas que fez em nosso nome.

 


publicado às 13:55


deixa-me rir...

por beatriz j a, em 09.03.10

 

 

Ministra atenta às escolas Exp.

 

Isabel Alçada garante que o Ministério de Educação "dá muita atenção ao problema de segurança nas escolas" e que tomará "as medidas necessárias para dar mais poder aos estabelecimentos de ensino para lidar com esta situação".

 

Pfff... deixa-me rir. As frases que começam por 'ministra/ministro garante que...', hoje dia não valem nada de nada, porque a sequência dessas palavras é sempre....nada, zero, rien de rien.

Quero ver essas 'preocupações' traduzidas em dinheiro para contratar pessoal, em mexidas no estatuto do aluno...

 

 

publicado às 07:52


130 milhões de euros e licença para matar

por beatriz j a, em 03.09.09

 

 

 

 

 mercenários da Blackwater

 

Relatório detalha comportamentos impróprios de guardas privados
Festas homoeróticas na embaixada dos Estados Unidos em Cabul 
03.09.2009 - 11h03 PÚBLICO

Homens nus a beberem vodka e a comer batatas fritas das nádegas uns dos outros na embaixada dos Estados Unidos no Afeganistão, foi este o panorama descrito pelo Project on Government Oversight e que hoje está a deixar em pânico o Departamento de Estado.

Washington vai enviar uma equipa de mais de uma dezena de inspectores para investigar as actividades dos elementos de uma empresa particular de segurança e as autoridades norte-americanas já reconheceram que a segurança na importante embaixada está em risco devido aos excessos dos seus 450 guardas, que se têm entregues a cenas orgíacas, por vezes urinando uns para cima dos outros, noutras alturas levando para o complexo em que estão instalados mulheres que se acredita serem prostitutas.

Trata-se de funcionários da empresa ArmorGroup North America, da Virgínia, responsável pela segurança de 1000 diplomatas e seus colaboradores...

 

Um relatório do Serviço de Investigação do Congresso de Março revelou que o Departamento da Defesa tem mais guardas privados do que soldados no Afeganistão. São 53 300 os homens de uniforme no terreno e 68 200 os contractors.

 

Desde o 11 de Setembro que o discurso internacional, encabeçado pelos EUA, mudou, no que respeita à política interna e externa, nomeadamente nos países invadidos.

Onde antes se falava em levar aos povos a experiência da liberdade e da democracia e se insistia na educação fala-se agora, quase exclusivamente, de segurança.

Em nome da segurança e porque os povos já não aceitam facilmente os recrutamentos para zonas de guerra, contratam-se mercenários aos milhares.

No Afeganistão há mais mercenários que soldados. Para legitimarem o seu uso passaram a chamar-lhes eufemisticamente, 'consultores de segurança'.

Ao contrário dos militares que têm uma formação balizada pelos valores da nação e o espírito de missão necessários para se consciencializarem que representam um país, e que andam sob as ordens de militares de carreira, estes 'consultores de segurança' não têm outra motivação que não seja o dinheiro, e talvez a aventura.

Portanto, dá-se a rapazes novos que gostam de disparar armas, 130 milhões, uma arma, poder para mandar, licença para matar e mandam-se para um país, em guerra, na outra ponta do mundo. Alguém se espanta que nestas condições as coisas se descontrolem e que o pior venha ao de cima???


 

publicado às 15:13


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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