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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Esta deve ser a quadra festiva do lançamento de livros inúteis (o do Cavaco sempre conta conversas com políticos o que é interessante para percebermos as cenas)... o do senhor Sampaio, que diga-se de passagem também foi, como o outro, um mau Presidente da República, é mais do género, 'sou um coitado e o que eu sofri para aqui chegar e depois até fui tão bonzinho que nomeei o Santana e ai(!) que o meu sofrimento foi horrível'... não há pachorra... do que li no artigo do Sol é tudo assim uma sequência de queixinhas e lamentos que até dão vómitos porque vêm de alguém que esteve muito acima das suas competências, muitas vezes e, foi parar à Presidência mais por sorte que por mérito... e esteve lá com pouca elegância, sem história e, coisa muito importante, foi ele quem deu o lugar de primeiro-ministro a Sócrates que levou aquela mulher horrorosa para o governo... duas coisa imperdoáveis que o deviam inibir de escrever estes queixumes...
Qual é o significado para o país?
Representa a consagração das nossas grandes qualidades a nível internacional.
... a pôr-se em bicos de pés a ver se se promove por proximidade. Consagração?? Consagração é uma palavra que evoca o sagrado, a divindade. Não faz a coisa por menos... nós portugueses temos grandes qualidades sagradas... onde é que vão desenterrar esta gente...? Não admira que o país esteja como está se estas são as pessoas que nos governam.
... ou vai defender mais uma vez que se dissolva o parlamento e se eleja um Sócrates qualquer como solução para os problemas do país?
Um dos problemas do país são certos indivíduos andarem pelo poder toda a vida a influenciar negativamente os destinos de todos. Deste senhor o que mais recordo, para além da promoção do Sócrates (o que está em Paris a viver à grande sem dinheiro depois de uns anos no poder...) é aquela afirmação de que o problema da educação em Portugal são os professores não fazerem nenhum e a solução ser trabalharem dez horas por dia e depois irem para casa por-se de plantão no computador a responder a dúvidas dos alunos.
Quanto é que este senhor ganhava por cada reunião em Guimarães?
Pois...
O dr. Jorge Sampaio deve pensar que a malta é desprovida de memória. Ontem, este notável ex-Presidente disse que o problema de Portugal está na "falta de sustentabilidade" de muitas políticas públicas . Perante isto, pergunto: este é o mesmo Dr. Sampaio que, em 2003, lançou a farpa da irresponsabilidade? Este é o mesmo Dr. Sampaio que disse "há vida além do défice"? Convém ter memória, meus amigos. O otimismo lorpa que estava (e está) a montante desta farpa de 2003 é a grande causa desta crise. "Há vida além do défice" continha (e contém) todos os vícios do otimismo irresponsável que achava (e acha) que o défice, a dívida e a despesa são coisas de merceeiros, e não coisas de políticos com "uma visão". "Há vida além do défice" continha (e contém) a cultura política que nos conduziu ao presente buraco. É a cultura política que despreza as contas, que despreza a realidade, que despreza o abismo entre os desejos e as possibilidades. E tem sido aí (no abismo entre o querer e o poder) que os portugueses têm vivido. É bom ter memória: esta suspensão da realidade foi possibilitada pela cultura política dos dr. Sampaios desta terra.
Ontem, o dr, Sampaio disse ainda que muitos políticos não estão à altura das suas responsabilidades. É verdade, sim senhora. Mas o dr. Sampaio devia colocar um espelho à sua frente na próxima vez que afirmar semelhante coisa.
Hoje todos os partidos da oposição vão juntar-se e pedir a revogação de um decreto-lei do governo que previa alterações no ensino básico e que a ministra da Educação classificou como um benefício para os alunos e para a contenção orçamental.
Segundo Isabel Alçada, o diploma que extingue a Área de Projecto e o par pedagógico em Educação Visual e Tecnológica (EVT) e limita o estudo acompanhado a alunos com dificuldades permitia a poupança de 43 milhões de euros. Esta poupança, para os partidos da oposição, não significaria mais que despedimentos de professores.
Porque não aproveitam para acabar com a farsa da ADD? E, já agora, com este governo... Não percebo que toda a gente perceba que este governo é um poço de incompetência e compadrio, um cancro a destruir o país e que nada se faça, como se o cumprir da formalidade de respeitar o tempo da legislatura fosse mais importante que a sobrevivência do país. Hoje, aquele indivíduo que foi presidente e também fez questão de dizer mal dos professores e nada fazer para os apoiar, veio dizer que o país está em apuros....que descaramento! O tipo mesmo que enfiou à força o Sócrates no governo! Que asco!
Algumas pessoas altamente responsáveis pelo poder de Sócrates e pela situação em que estamos hoje, nomeadamente na educação, podiam ter um bocadinho de pudor ao falar...
DN entrevista a Sampaio
(...)
Não sei. Quando me foi dito pelo próprio (Durrão Barroso) "Eu quero ir para a Europa", respondi-lhe: "Então vá, pode ser útil para Portugal. Até é uma honra! Guterres ficou e teve idêntica solicitação. Quer ir, faça o favor. Agora vamos a ver o que é que se faz com isto tudo."
Só tenho que recordar que fui eu que abri caminho para que isso fosse possível nessa altura.
Eu revejo-me no PS que existe. O PS sempre foi um partido de várias sensibilidades e eu fiz parte de uma delas, que foi muito activa na oposição interna a Mário Soares e nem por isso deixámos de ser amigos. O partido é francamente plural e as pessoas não percebem como é que se convive com tantos pontos de vista diferentes.
Esta gente... Um tipo que foi péssimo presidente, na minha opinião, que pôs lá o Socas, que tratou os professores duma forma indigna, um aliado desta ministra sinistra, um indivíduo que, se não fora o caos que se seguiu ao 25 de Abril nuncam teriam sido nada de relevante, penso eu, e ei-lo aqui com um discurso como se fosse o salvador do País, quiçá do mundo.
Sou só eu que acho este tipo um dos representantes mais genuínos do pior que há na sociedade e vida políticas destes tempos?
Revê-se neste PS? Claro que revê, pois se o ajudou a fazer assim como ele é...
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