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Se duas pessoas num universo de quase 7 mil milhões de pessoas podem dar instantaneamente 300 milhões para restaurar a Notre-Dame, isso mostra que há dinheiro suficiente para não haver fome no mundo, para não haver crianças sem educação, para não haver as desigualdades gritantes que põem em causa as nossas democracias que tanto custaram a alcançar e que uma vez perdidas podem não mais voltar.

É preciso que os que estão em lugares de poder tenham consciência disto.

Trabalhar para o bem comum e não para enriquecer obscenamente é uma questão de vontade. Trabalhar para políticas de justiça social e de bem comum em vez de políticas de avanço partidário é uma questão de vontade e de consciência.

Quem constrói as catedrais que tantos nos emociona perder são os pedreiros. É preciso valorizá-los.

 

publicado às 16:43

 

 

Hoje na aula estivémos a discutir as páginas 64 e 65 desta obra de J. Rawls, Uma Teoria da Justiça que pode ler-se toda online, gratuitamente, nesse link, acerca dos princípios de justiça social e, paralelamente, para responder à questão, 'como preservar as democracias de decadência e morte'.

 

Os miúdos, antes de perceberem racionalmente as questões da organização do Estado no que respeita à questão justiça têm já uma intuição do conceito de justiça fundada na experiência de vida particular que depois generalizam à situação social.

A percepção da justiça e a revolta contra a injustiça parecem ser evolutivas e inatas. Outros primatas evidenciam-nas como se vê nessa célebre experiência aí em baixo onde um dos macacos se revolta face ao tratamento injusto de que é alvo.

O que nós fizémos foi racionalizar a justiça de modo a ser capaz de regular a vida social. Mas onde a justiça falha a revolta e, a certa altura, a lei da força vingativa impõem-se.

A quantidade de protestos que vários sectores sociais que clamam por justiça andam a levar a cabo no país é um sintoma grave de revolta face à injustiça da redistribuição do património, facto que todos vêem menos aquele/s que tem a mão no saco do dinheiro e, como diz Madeleine Albright nesta entrevista (On tyranny, populism—and how best to respond today) a propósito do seu novo livro, Fascism: A Warning, o fascismo floresce quando não há âncoras sociais, quando há a percepção de que os media mentem, de que a democracia se tornou uma farsa, que as corporações têm um contrato com o diabo, como costuma dizer-se, e que só uma mão firme pode proteger do 'outro' que é a origem do mal.

Déspotas raramente revelam as suas intenções e pessoas que começaram bem no poder frequentemente tornam-se autoritárias à medida que se prolongam no poder.

Primo Levi dizia que o ponto crítico atingia-se, não apenas através da imtimidação da polícia do terror mas pela negação e distorção da informação, pelo minar da justiça e a paralização do sistema de educação.

 

As experiências que moldaram as instituições do pós-guerra estão já tão distantes que muitos não fazem ideia da sua razão de ser. (...) nenhuma instituição, por muito bem construída que tenha sido pode ajudar-nos se perdermos o sentido de humanidade partilhada e se as pessoas se virem como vítimas para atropelarem os direitos dos outros.

Como diz Raws, a justiça é virtude das instituições sociais e uma sociedade é justa, apesar das diferenças, se estas beneficiarem toda a sociedade e injusta se as diferenças não beneficiam a sociedade como um todo. 

A percepção da justiça/injustiça está na origem de toda a revolta social, dos populismos e dos autoritarismos e as democracias não têm nenhum selo de garantia de perpetuidade.

 

 

 

publicado às 22:09


De quem é o dinheiro que anda nas offshores?

por beatriz j a, em 10.10.17

 

 

Riqueza, paraísos fiscais e crescimento da desigualdade económica. Portugal tem mais de 20%do PIB em offshores.

 

World Wealth & Income banco de dados criado por Thomas Piketty e Lucas Chancel

 

A new study shows how little tax the super-rich pay

 

 

 (link na imagem) fonte: WHO OWNS THE WEALTH IN TAX HAVENS? MACRO EVIDENCE AND IMPLICATIONS FOR GLOBAL INEQUALITY

 (como estes dados são de 2007, agora ainda deve ser pior)

 

publicado às 06:26


Pôr as coisas em perspectiva

por beatriz j a, em 30.10.15

 

 

If we could shrink the earth's population to a village of precisely 100
people, with all the existing human ratios remaining the same, it would
look something like the following:

 

There would be:

57 Asians
21 Europeans
14 from the Western Hemisphere, both north and south
Africans


52 would be female
48 would be male

70 would be non-white
30 would be white

70 would be non-Christian
30 would be Christian

89 would be heterosexual
11 would be homosexual

6 people would possess 59% of the entire world's wealth and
all 6 would be from the United States.


80 would live in substandard housing
70 would be unable to read
50 would suffer from malnutrition
1 would be near death; 1 would be near birth
1 would have a college education
1 would own a computer

 

E ainda...

 

If you have never experienced the danger of battle, the loneliness of
imprisonment, the agony of torture, or the pangs of starvation - you are
ahead of 500 million people in the world.


If you can attend a church meeting without fear of harassment, arrest,
torture, or death - you are more blessed than three billion people in the
world.


If you have food in the refrigerator, clothes on your back, a roof overhead
and a place to sleep - you are richer than 75% of this world.


If you have money in the bank, in your wallet, and spare change in a dish
someplace - you are among the top 8% of the world's wealthy.

 

If you can read this message, you are more blessed than
over two billion people in the world that cannot read at all.

 

 

 

publicado às 15:32


Das sociedades, dos homens e dos ratos

por beatriz j a, em 31.05.15

 

 

 

(excertos do discurso de Jimmy Reid (1932 - 2010), activista do sindicato Clydeside, no seu discurso inaugural como Reitor da Universidade de Glasgow em 1972. - podia ter sido dito hoje e aplica-se a quase todos os países do mundo actual [tradução minha])

 

"Alienação é a palavra correcta e precisa para descrever o maior problema social da Grã-Bretanha actual. As pessoas sentem-se alienadas pela sociedade. Nalguns círculos intelectuais é tratada como um novo fenómeno. No entanto, existe há anos. O que acredito é que está hoje-em-dia mais espalhado e penetrante do que alguma vez foi. Deixem-me definir o que entendo por alienação. É o grito dos seres humanos que se sentem vítimas de forças económicas cegas que estão para além do seu controlo. É a frustração das pessoas vulgares excluídas dos processos de decisão. O sentimento de desespero e impotência que invade as pessoas que sentem, justificadamente, que o que dizem não tem nenhum impacto real no desenho e determinação dos seus próprios destinos...

 

A sociedade com estes valores leva a outra forma de alienação. Aliena pessoas da Humanidade. 'Des-humaniza', parcialmente, algumas pessoas, torna-as insensitivas, implacáveis no modo como lidam com os seus semelhantes, auto-centradas e gananciosas. A ironia é que são estas mesmas que são consideradas normais e bem-ajustadas à sociedade. 

É minha sincera convicção que toda a pessoa totalmente ajustada à nossa sociedade actual necessita, mais do que qualquer outra, de análise e tratamento psiquiátricos.

 

Elas lembram-me a personagem da novela Catch 22, o pai do Major Major. Era um agricultor do Midwest Americano. Odiava coisas como seguros de saúde, serviços sociais, subsídios de desemprego ou direitos civis. No entanto, era um entusiasta das políticas agrícolas que pagavam aos agricultores para não produzirem. Do dinheiro que ganhou para não produzir alfafa ele comprou mais terreno para não produzir alfafa. Peregrinos vinham de todo país sentar-se a seus pés para aprender como ser um não-produtor de alfafa, de sucesso. A sua filosofia era simples. Os pobres eram pobres porque não trabalhavam o suficiente. Ele acreditava que o bom Deus lhe tinha dado dois braços fortes para que ele pudesse agarrar o máximo que pudesse para si próprio. É uma figura cómica. Mas pensem - não conhecem muitos como ele na Grã-Bretanha? Aqui na Escócia? Eu conheço. 

 

É fácil e tentador odiar essas pessoas. É errado, no entanto. Elas são tão produtos da nossa sociedade e da sua alienação como os pobres. São perdedoras. Perderam os elementos essenciais da nossa Humanidade comum. O ser humano é um ser social. A realização pessoal, real, para qualquer pessoa, está no serviço aos seus semelhantes, homens e mulheres... O desafio que enfrentamos é o de desenraízarmos tudo o que distorce e desvaloriza as relações humanas.

 

Deixem-me dar dois exemplos da experiência contemporânea para ilustarar este ponto.

Recentemente vi um anúncio na televisão. A cena é um banquete. Um cavalheiro, de pé, propõe um brinde. O seu discurso está cheio de frases como, 'Este espécime de corpo inteiro'. Sentado ao lado dele está uma jovem mulher cheia. A imagem que ela projecta não é de pompa mas de ridículo. Ela está babada acreditando que é o objecto do elogio do homem. Então, ele conclui  com uma piada cruel à mulher fazendo um trocadilho com o nome de uma marca de sherry. E todos riem. Um riso cruel. O ponto da publicidade é que os espectadores se identifiquem, não com a vítima mas com os que a atormentam. O outro exemplo é o de uma publicida com uma corrida de ratos onde estes são comparados aos seres humanos e se incentiva ao sucesso a qualquer custo.

 

Aos estudantes [da Glasgow University] faço este apelo. Rejeitem estas atitudes. Rejeitem os valores da falsa moralidade que subjaz a estas atitudes. Uma corrida de ratos é para ratos. Nós somos seres humanos. Rejeitem a pressão da sociedade para que anulem as vossas faculdades críticas sobre tudo o que se passa à vossa volta, para que mantenham o silêncio face à injustiça se isso prejudicar as vossas hipóteses de promoção e sucesso. É assim que se começa e antes de darem por isso são um membro de pleno direito da horda dos ratos. O preço a pagar é muito alto. Implica a perda da dignidade e espírito humano. 

 

O lucro é o único critério usado pelas instituições para avaliar a actividade económica. O vocabulário em voga é mais apropriado para um zoo humano que para uma sociedade humana. As estruturas de poder que emergiram desta abordagem ameaçam e minam os nossos direitos democráticos. Todo o processo tende para a centralização e concentração de poder em cada vez menos mãos. Os factos estão à vista para todos os que os querem ver.  Gigantes monopólios e consórcios dominam quase todos os ramos da economia. Os homens que controlam estes gigantes exercem um poder assustador sobre os seus semelhantes que é a negação da democracia.

 

O governo pelo povo, para o povo, é insignificante se não incluir decisões económicas pelo povo, para o povo. Isto não é uma mera questão económica. Na sua essência, é uma questão ética e moral, pois quem tomas as decisões económicas importantes na sociedade é quem determina as prioridades sociais nessa sociedade.

 

Nas suites olímpicas executivas, numa atmosfera onde o vosso sucesso é avaliado na medida em que podem maximizar os lucros, a tendência dominante é a de ver as pessoas como unidades de produção, entradas no livrinho da contabilidade. Para apreciar em toda a sua extensão a inhumanidade desta situação, é preciso ver a dor e o desespero nos olhos de um homem a quem dizem, sem aviso, que se tornou redundante, sem que haja alternativa à sua situação de emprego, com a perspectiva de, se for o caso de ter quarenta ou mais anos, passar o resto da vida no Centro de Desemprego. Alguém algures decidiu que ele é dispensável, desnecessário e que, portanto, deve ser deitado fora juntamente com a sucata industrial. 

 

Tudo o que é proposto pelas entidades organizativas é calculado para minimizar o papel das pessoas, para miniaturizá-las. Compreendo quão atractiva esta perspectiva deve aparecer aos olhos daqueles que estão no topo. Nós, peões nos seus jogos, podemos ser mudados de casa em casa até à casa dos Desajustados. 

 

Medir o progresso social puramente pelos ganhos materiais não chega. O nosso propósito tem de ser o enriquecimento de toda a qualidade de vida. Requer uma tranformação social e cultural do país. A restruturação das instituições do governo e, se necessário, a evolução de estruturas adicionais que envolvam as pessoas nos processos de tomada de decisão da sociedade. Os chamados, 'especialistas' dir-vos-ão que isso não acrescentaria eficiência aos processos. Pois eu estou disposto a sacrificar uma margem de eficiência pelos valores da participação das pessoas. E no longo prazo rejeito este argumento.

 

Para libertar todo o potencial das pessoas é preciso dar-lhes responsabilidade. Todos os recursos do Mar do Norte são poucos quando comparados com os das pessoas. Estou convencido que a grande massa de pessoas passa pela vida sem a mais leve suspeita do que poderiam ter contribuido para a sociedade. Isto é uma tragédia pessoal. Um crime social. O florescimento da personalidade e talento pessoais é pré-condição para o desenvolvimento de todos...

 

A minha conclusão é a de reafirmar que espero ser o espírito que permite este objectivo. É uma afirmação de fé na Humanidade. 

 

 

publicado às 12:04


Se isto é verdade...

por beatriz j a, em 02.03.15

 

 

 

"Face ao negativismo que diariamente se difunde na comunicação social e nos discursos não deixa de nos trazer algum conforto sabermos que apenas 26 países do mundo são mais prósperos do que Portugal, num mundo que tem mais de 190 países", considerou." (Cavaco Silva 14 de Novembro de 2014)

 

... então, gostava que alguém me explicasse: para onde [quem] vai o dinheiro, porque está tão mal distribuído e porque é que há tanta família na pobreza?

 

 

publicado às 09:00


Achamos isto um bocadinho de mau gosto?

por beatriz j a, em 26.11.14

 

 


Ronaldo surpreende com novo Rolls Royce

 

Cristiano Ronaldo apresentou-se em Valdebebas ao volante do seu carro novo. Cristiano Ronaldo presenteou-se recentemente com um carro novo, um Rolls Royce Ghost, cujo preço ronda os 350 mil euros.

 

... ir para o emprego de Rolls Royce? Epah, sim... É mais ou menos o mesmo que o Portas usar um submarino de cada vez que precisa passar o Tejo para a outra margem... mas estranhamos que o CR7 compre uma propriedade no Gerês à segunda feira e um Rolls Royce à terça, só para entrar no 'mood' de Natal? Epah... não... o homem aufere um salário de um totomilhões por mês...

 

 

publicado às 04:33


Is surging inequality endemic to capitalism?

por beatriz j a, em 25.03.14

 

 

 

Is surging inequality endemic to capitalism? by John Cassidy

.

 

“Capital in the Twenty-first Century,” a sweeping account of rising inequality by the French economist Thomas Piketty.

.

 

In the United States, the very idea of a new wealth tax looks like a nonstarter politically, as would the notion of raising the top rate of income tax to eighty per cent. That’s not a knock on Piketty, though. The proper role of public intellectuals is to question accepted dogmas, conceive of new methods of analysis, and expand the terms of public debate. “Capital in the Twenty-first Century” does all these things. As with any such grand prognostication, some of it may not withstand the test of time. But Piketty has written a book that nobody interested in a defining issue of our era can afford to ignore. 

 

 

publicado às 13:31

 

 

Novo ataque armado na Gorongosa

.

Homens armados da Renamo atacaram hoje um camião de mercadorias, na ponte sobre o rio Pùngué, a 15 quilómetros da vila Sede de Gorongosa, em Sofala, centro do país, causando, pelo menos, um ferido, anunciou o canal televisivo STV.


As coisas iam muito bem em Moçambique. Finda a independência rapidamente a Frelimo pôs fim à guerra: distribuiram-se uns dinheiros, uns favores e uns cargos e incorporou-se a oposição na vidinha do país. Eis senão quando de repente se descobre gás natural (3 de Setembro: Consórcio da Galp Energia faz nova descoberta de gás natural em Moçambique) de grande qualidade e se preparam para fazer nova avaliação de estratégias e lucros... Whoa! Whoa! What? Say again? Oh yes... De repente a oposição vê que o seu quinhão de $ tem que ser repensado, pois ou há moralidade, isto é, $$$$$$$$$$$$$$$$$$$ para todos, ou anda tudo à porrada! Até agora, ao que parece, não tem havido moralidade...


publicado às 22:06


Evidências incontornáveis

por beatriz j a, em 24.11.11

 

 

 

 

A única maneira de diminuir as desigualdades de nível de vida é distribuir melhor a riqueza: em Portugal como na Europa e no mundo; ora, isso implica que a riqueza e o poder que pertenciam ao mundo ocidental se diluam e espalhem pelo planeta. É o que está a começar a acontecer. Não é mais possível os países do Ocidente serem excessivamente ricos à custa da miséria do resto do planeta quase todo.

 

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publicado às 20:32


factos

por beatriz j a, em 25.11.10

 

 

 

 

FMI. Fosso entre ricos e pobres esteve na origem da crise financeira

Publicado em 25 de Novembro de 2010  |  Actualizado há 38 minutos
Fundo aponta que políticas redistributivas são mais eficazes que "resgates ou reestruturações de dívida". Segundo o FMI, as desigualdades de rendimento contribuíram para o choque de 2008.

publicado às 14:18


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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