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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Os multi-milionários e bilionários americanos estão em pânico a comprar propriedades na Nova Zelândia e outros sítios para escapar à catástrofe cultural que julgam inevitável devido à, cada vez maior, distância entre ricos e pobres, onde uma vintena de pessoas tem o dinheiro de não sei quantos milhões. Em vez de usarem o dinheiro para nivelarem esse fosso e evitarem esse medo permanente, vivem em permanente ansiedade a comprar armas, ilhas e terrenos fortificados para se protegerem do cataclismo que têm a certeza, virá.
By January, 2015, Johnson was sounding the alarm: the tensions produced by acute income inequality were becoming so pronounced that some of the world’s wealthiest people were taking steps to protect themselves. At the World Economic Forum in Davos, Switzerland, Johnson told the audience, “I know hedge-fund managers all over the world who are buying airstrips and farms in places like New Zealand because they think they need a getaway.”
Approximately a hundred and seventeen million people earn, on average, the same income that they did in 1980, while the typical income for the top one per cent has nearly tripled. That gap is comparable to the gap between average incomes in the U.S. and the Democratic Republic of Congo, the authors wrote.
Johnson said, “If we had a more equal distribution of income, and much more money and energy going into public school systems, parks and recreation, the arts, and health care, it could take an awful lot of sting out of society. We’ve largely dismantled those things.”
As public institutions deteriorate, élite anxiety has emerged as a gauge of our national predicament. “Why do people who are envied for being so powerful appear to be so afraid?” Johnson asked. “What does that really tell us about our system?” He added, “It’s a very odd thing. You’re basically seeing that the people who’ve been the best at reading the tea leaves—the ones with the most resources, because that’s how they made their money—are now the ones most preparing to pull the rip cord and jump out of the plane.”
in The Survival of the Richest.
"College used to be pretty affordable," says a fact sheet on Mrs. Clinton’s compact. "For millions of Americans, that’s not the case anymore." Colleges’ systems of grants and other financial assistance are complicated, so "free tuition" is a lot easier to pitch than a plan to tweak the existing patchwork of aid. Simple messages tend to resonate best.
In fact, some experts worry that free tuition for most families could exacerbate existing inequalities and further stratify higher education. While poor students would attend crowded, lower-tier public colleges at no cost, affluent students could buy their way into elite colleges — public or private — where they might get a different kind of education from everyone else.
O argumento segundo o qual a gratuidade do ensino universitário vai prejudicar os pobres porque vão para universidades públicas horríveis enquanto os ricos vão para as particulares boas (em Portugal usa-se o mesmo argumento para o cheque-ensino) é uma falácia porque assume como petição de princípio que as universidades públicas têm que ser más por serem financiadas com dinheiros públicos, o que não é verdade, como se vê pelo exemplo português onde, por regra, as universidades públicas são melhores que as particulares. Mas quando se trata de dar benefícios a quem não tem dinheiro aparecem logo os amigos dos lobbies a defender que o que é bom para os pobres é endividarem-se para enriquecer os ricos. Como é que se muda a ordem das coisa no mundo se nada muda e tudo quer continuar com os seus privilegiozinhos à custa da miséria alheia?
Isto, infelizmente, não me surpreende, pois há anos que ouvimos os grandes empresários (que recebem apoios chorudos do Estado) e governantes dizerem que o problema da crise e da pobreza deve-se aos pobres quererem viver à grande e à custa do Estado. No entanto, não me surpreendendo, confirma-me a gravidade da coesão social do país, neste momento, o que põe em perigo, senão a Democracia enquanto sistema, a vida efectivamente democrática.
A MINHA PÁTRIA É O DINHEIRO
O homem mais rico da França, Bernard Arnault, dono da Louis Vuitton, entrou com pedido para conseguir cidadania belga, segundo relatos da imprensa internacional. A mídia francesa imediatamente fez conexão entre o pedido de Arnault e o plano do presidente do país, François Hollande, de aumentar para 75% os impostos para quem ganha mais de 1 milhão de euros. A ideia faz parte dos esforços do governo em reduzir o déficit do país.
Assim que ouvem falar em contribuir para a diminuição da crise até mudam de nacionalidade. No entretanto defendem que os salários dos trabalhadores baixem e que se despeçam mais pessoas. A sua lealdade é ao dinheiro. Se o país estivesse em guerra eram capazes de vender-se ao inimigo, por dinheiro.
Middle-class income and wealth fell in last 10 years, survey show
Middle-class wealth has declined sharply as housing values have fallen (Pew Research Center / August 22, 2012)
Os ricos querem ser taxados, querem dar o seu contributo nesta hora difícil, de acordo com a sua riqueza. Então porque é que há tanta fuga ao fisco...?
...que se uns ficam demasiado pobres não põem dinheiro nos bancos, não gastam dinheiro a comprar e nem têm empregos para produzir, o que faz diminuir galopantemente a riqueza dos ricos...
Dezenas de milionários americanos pediram ao presidente Obama que não renovasse a lei dos benefícios fiscais aprovada por George W. Bush para quem ganha mais de um milhão de dólares por ano. O grupo pediu igualmente que lhe sejam cobrados mais impostos de forma a ajudar na redução das diferenças entre ricos e pobres.
O grupo auto-intitulado "Patriotic Millionaires for Fiscal Strength" que conta com mais de 40 milionários norte-americanos, entre os quais Ben Cohen, criador da famosa cadeia de gelados "Ben&Jerry’s", lançou um site e uma campanha para que esta intenção seja divulgada e recolha mais apoio. O grupo defende igualmente que a responsabilidade fiscal deve começar naqueles que têm menos problemas económicos e que mais podem pagar.
Numa carta escrita ao presidente Obama, a associação explica que para "a saúde fiscal da nossa nação e para o bem-estar dos nossos cidadãos, pedimos que permita mais taxas nos salários de quem recebe mais de um milhão de dólares ou mais por ano."
"Ganhámos bastante dinheiro nos últimos anos. É evidente que outros merecem agora beneficiar um pouco. No momento em que a nação precisa, queremos fazer a nossa parte e entendemos que cortando nas nossas taxas, o défice e a dívida vai cair sobre os outros contribuintes."
Esta campanha surge no mesmo dia em que um novo estudo da "Center for Responsive Politics" revela que metade do senado é composto por milionários. Este dado contrasta com a população geral, da qual menos de 1% é considerada milionária.
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