Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
A reunião hoje na escola correu bem e não correu bem. Correu bem porque dissémos as verdades que tinham que ser ditas: aos dois colegas do sindicato presentes, um dos quais começou a reunião explicando os vitórias conseguidas com a assinatura do memorando em 2008...(as pessoas, ou não se medem ou estão habituados a lidar com tolinhos, ou não sei...) e a quem lá estava e é da Comissão da Avaliação que pensa que está até a ser muito magnânima com o povo (os colegas avaliados) e não percebe qual é o mal de obrigar os colegas a planificar unidades como se estivéssemos em estágio.
Correu mal porque as pessoas disseram claramente que têm medo. Alguns colegas relatores aproveitaram para dizer que iam pedir uma escusa desse cargo e ao mesmo tempo fazer um protesto e enviá-lo a várias instâncias. Claro, aproveitámos para elogiar essas atitudes que mostram que mais que ir a manifestações, as pessoas são coerentes, na acção, com o qiue defendem nas palavras. Aí, outros relatores que lá estavam perguntaram que garantias dávamos que nada lhes ia acontecer. Também professores contratados que estão a pedir avaliação quiseram saber que garantias eram dadas que não eram prejudicados nos concursos se não pedissem aulas assistidas...eu não percebo isto. Garantias? Mas quem é que pode dar garantias? As pessoas parecem crianças à procura dum papá ou mamã que os sosseguem. Garantias? Não há garantias! Cada um tem que fazer o que a consciência lhe manda. Nisto é que acho que não correu bem: percebe-se que a maior parte das pessoas, ou está com medo, ou está numa de 'cada um por si'. Enfim, quando interrogados sobre estratégias que pensam desenvolver para parar todo este massacre de sermos espoliados de parte do salário, congelados na carreira e ainda termos de nos sujeitarmos a estas indignidades (os do sindicato defenderam que este modelo de avaliação é melhor que o outro e agora todos podemos chegar ao topo da carreira...não há pachorra) falaram em fazer um protesto , mandar um postal a dizer à ministra que não gostamos do que ela faz (parece coisa de putos), fazer um abaixo assinado a queixar e fazer uma enorme manifestação em Março ou Abril. Eu, e a seguir a mim, outros, dissémos o que tinhamos a dizer sobre termos sido mal representados por duas vezes e o que pensávamos de reduzir a luta a faixas e postais.
Enfim, vai-se fazer uma reunião com todos os professores das escolas do Concelho para falar destes assuntos (falou-se de outros assuntos como a revisão curricular, o crédito horário e os mega agrupamentos e, claro, os professores contratados) e pensar outras estratégias. Confesso que desconfio que esta mega-reunião tem por fim assinar manifestos e incentivar à tal manifestção, até porque percebi que estão a preparar reuniões destas em todos os Concelhos...mas uma pessoa tem que estimular e participar nas coisas sob pena de nunca ninguém fazer nada e andarmos ao sabor das circunstâncias, que nos são sempre adversas.
O Jaime tem uma leitura diferente do que lá se passou. Parece que tudo correu bem.
PÚBLICO
O Ministério da Educação vai ficar sozinho na reunião que estava prevista para amanhã sobre o estatuto da carreira docente. A Fenprof (Federação Nacional dos Professores) emitiu hoje um comunicado onde explica que considera desnecessário estar presente num encontro onde falta, à partida, “espaço e matéria para negociar”.
E o que iria lá fazer, para além de picar o ponto? Nada.
Esta ministra e ajudantes, e o primeiro ministro, em primeiro lugar, fazem lembrar aqueles carrinhos de brincar, a pilhas, que por vezes eram esquecidos, ligados, virados contra uma parede e que, até gastarem as pilhas ficavam a 'marrar' na parede, para a frente e para trás, para a frente e para trás... Porque, face às dificuldades o que fazem, o primeiro ministro e, acima de todos, a ministra da educação? Mais do mesmo, só que com mais força, leia-se autoritarismo.
É uma espécie de teimosia estúpida desprovida de sentido ou de utilidade...como os carrinhos a embater repetida e indefinidamente na parede.
Só espanta tanta gente tão 'inteligente e superior' ter levado tanto tempo a ver o que estava mesmo à vista.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.