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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Era o feriado civil mais antigo: celebra-se desde meados do século XIX. Sobreviveu à I República, ao Estado Novo e ao 25 de Abril. Não sobreviveu ao senhor Coelho que o suspendeu... o que poderá estar de acordo com o estado heterónomo da nossa democracia... mas não é digno de um país que não aceita a subserviência, isso de apagar a memória dos seus actos de valor. Mais um pouco, só faltava declarar feriado o dia funesto de 1580 em que Filipe foi aclamado nas cortes de Tomar...
A 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos introduz-se no Paço da Ribeira, onde reside a Duquesa de Mântua, representante da coroa espanhola, mata o seu secretário Miguel de Vasconcelos e vem à janela proclamar D. João, Duque de Bragança, rei de Portugal. Termina, assim, 60 anos de domínio espanhol sobre Portugal. A revolução de Lisboa foi recebida com júbilo em todo o País. Restava, agora, defender as fronteiras de Portugal de uma provável retaliação espanhola. Para o efeito, foram mandados alistar todos os homens dos 16 aos 60 anos e fundidas novas peças de artilharia.
A guerra da Restauração mobilizou todos os esforços que Portugal podia despender e absorveu enormes somas de dinheiro. Pior do que isso, impediu o governo de conceder ajuda às frequentemente atacadas possessões ultramarinas. Mas, se o cerne do Império, pelo menos na Ásia, teve de ser sacrificado, salvou pelo menos a Metrópole de uma ocupação pelas forças espanholas.
A guerra, prolongou-se por 28 anos até ser assinado o Tratado de Lisboa, em 13 de Fevereiro de 1668, entre Afonso VI de Portugal e Carlos II de Espanha, em que este último reconhece a independência do nosso País. (tirado da net)
O Obelisco da Praça dos Restauradores está situado na praça homónima, no centro da cidade de Lisboa, e comemora a Restauração da Independência e o fim do Domínio Filipino em Portugal. O monumento foi inaugurado em 1886, e é da autoria de António Tomáz da Fonseca, que executou o obelisco. As estátuas alegóricas são de Simões de Almeida e Alberto Nunes. O Obelisco da Praça dos Restauradores tem 30 metros de altura, e repousa sobre um ático quadrangular, onde estão representadas as armas de Lisboa a norte e, a sul o escudo nacional. Assenta sobre um pedestal ornamentado por duas figuras aladas, em bronze. A figura feminina representa o anjo da vitória e a figura masculina representa o anjo da independência. Nas quatro faces do obelisco estão gravadas as datas mais significativas da restauração. (Guia da Cidade)
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