por beatriz j a, em 20.02.13
Parece que o António Barreto fiou amofinado com o facto dos estudantes não deixarem o Relvas falar. Achou um factor de instabilidade. Não percebo. O objectivo da acção era justamente instabilizar! Vamos lá a ver: o Relvas é um indivíduo cheio de poder que, juntamente com outras pessoas do governo, instabilizam a nossa vida sem pedir autorização nem dar-se ao trabalho de nos ouvir. ainda tem o descaramento de ir discursar para universitários, como se lhes tivesse algo de útil a ensinar, o que, dado o passado dele de trambiqueiro académico, é uma afronta.
Então, face a isso, os estudantes não devem mostrar que também têm poder, de modo que todos os Relvas e afins entendam que as pessoas estão aqui, estão presentes e estão atentas e, não estão passivas nem mortas? Devem pois! E fizeram muito bem.
Uma pessoa percebe que as Universidades convidem esses indivíduos porque todos querem benificiar da proximidade do poder, mas também temos que perceber que os outros, os que vêm a sua vida piorar por causa de trambiqueiros, arranjem maneira de mostrar que não aceitam este abuso.
A questão é: se o governo ouvisse e levasse em conta a voz das pessoas não era necessário fazer nenhuma demostração de poder.
Como o governo não ouve as pessoas e decide à margem delas, não pode esperar que as pessoas o queiram ouvir, na pessoa dos seus representantes.
Se querem respeito, respeitem! Este trambiqueiro que está de pedra e cal no governo, é uma falta de respeito por todos nós que trabalhamos, que estudámos, que não temos seis endereços para ajudas de custo...
Hoje foi a vez do minsitro da saúde ouvir a Grândola Vila Morena.
Então queriam que as pessoas se deixassem lixar e ainda tivessem deferência por quem nos põe na miséria? Tipo, protestem mas no local assinalado, em fila indiana e à hora marcada para não incomodar os trambiqueiros deste país? Estão doidos?