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Control is the name of the game!

por beatriz j a, em 27.06.17

  

Governo quer que provas de aferição sejam feitas online

 

Assim, no ano lectivo de 2018-19, as provas de aferição do 8.º ano serão feitas online, no que diz respeito à elaboração dos testes nacionais pelo Ministério da Educação, à classificação das respostas dos alunos e à publicação dos resultados.

A ideia é que no futuro os alunos prestem as suas provas através de computadores nas escolas.

 

Este sistema online de provas de aferição vai poupar custo a médio e longo prazo, flexibilizar a realização das provas criar um sistema de classificação automática das perguntas com resposta fechada (...)

 

O novo sistema de exames online evitará também dupla classificação e monitorizará o trabalho dos classificadores. E permitirá acelerar o tempo de classificação. Além disso, facilitará o armazenamento das provas, dispensando o arquivo de papel.

 

Ou seja, no futuro todos os exames serão de resposta fechada (vulgo, de cruzinhas) e a classificação online para poderem ver, em tempo real, a classificação dos exames, e controlarem-na. Isto tudo para poupar dinheiro. Este é o sistema americano que como todos sabemos está pelas ruas da amargura, todos os anos a cair nos indíces internacionais PISA, com o caos nas escolas por falta de professores à conta de milhares de professores abandonarem o ensino nos primeiros anos. É isto que querem importar... porque aqui no rectângulo a educação é um parente pobre que só serve para poupar dinheiro, de modo que os critérios idiotas de curto prazo para financiar banqueiros financeiros, sobrepõem-se sempre aos pedagógicos. Control is the name of the game!

 

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publicado às 16:59


Exactamente o que penso há muito tempo

por beatriz j a, em 29.01.15

 

 

Professores deviam ser apoiados no primeiro ano de trabalho

 

Leonor Santos, professora do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e especialista em avaliação e desenvolvimento profissional de professores, considera que não será através da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) - que registou mais de um terço de chumbos este ano - que o ministro Nuno Crato alcançará o objetivo anunciado de "escolher os melhores professores".

"Esta prova não se dirige certamente a apreciar ou não a qualidade das competências profissionais", diz, acrescentando que é em contexto de trabalho que estas competências são identificadas e desenvolvidas. "Isso consegue-se através do ano de indução na carreira, no início da sua atividade, em que o professor trabalha com o acompanhamento próximo de profissionais competentes e experientes"

 

Em primeiro lugar o ministro, antes de falar e criticar os outros, podia ter lido aquele enunciado da prova e mandado alterar a qualidade da escrita de algumas questões... mas deixemos isso para lá... a questão de haver professores a dar muitos erros ortográficos tem que ver com as escolas, os exames e as universidades de onde saem formados dessa maneira e é aí que tem que actuar-se. Saber-se de onde e como é que saem alunos formados nessas condições, isso é que é importante. Fazer exames já depois de tudo acabado é desonesto.

 

Em segundo lugar, qualquer professor que se inicia na carreira não beneficia em nada de testes de escolha múltipla, nem de métodos de intimidação ou de humilhação (ter os funcionários da escola a tratá-lo como aluno...) do que precisa é de acompanhamento e de apoio de alguém experiente que o ajude a desenvolver-se como professor porque avaliação já a teve durante os dois anos de estágio de formação de professores que foi obrigado a frequentar. Que essas formações de professores não prestem, em muitos casos, isso é que tem que avaliar-se e mudar se necessário. Não é aprová-los e declará-los aptos para o ensino e depois de tudo feito excluí-los em testes de escolha múltipla o que é profundamente desonesto. Estes testes são inúteis para o fim a que se destinam e só servem para o ministro dizer mal dos professores e criar desconfiança relativamente ao ensino (que parece ser o seu grande objectivo, à semelhança da outra).

 

E já agora só um aparte: estes professores que escrevem com muitos erros serão 'vítimas' de anos e anos de políticas educativas que desprezavam a língua porque essa era, então, a moda. Quantas vezes tínhamos problemas com os alunos e os pais que não aceitavam -e faziam queixa dos professores em questão- que um professor de Matemática ou Filosofia ou Biologia penalizasse um trabalho ou teste por estar mal escrito, com o argumento de que só o professor de Português podia corrigir o Português e que o de Biologia tinha que corrigir a Biologia mas não o Português que não era a área dele. Este era um argumento aceite por toda a 'inteligência' dos pedagogos da moda. O estrago que esta moda fez foi de tal ordem que teve que sair escrito, em letra de lei, há um par de anos, que todos os professores são também professores de Português e devem corrigir os alunos nesse domínio. Mas para aqui chegar foi uma luta de anos e anos, muito grande, contra as políticas do 'aprender a aprender' e dos os alunos terem é que ser felizes nas aulas... estes jovens professores que dão erros andaram na escola nessa altura...

 

A moda agora é a contradição: por um lado temos o AO a querer simplificar a língua ao ponto de podermos escrever tal qual como falamos, por outro lado querer complicar o estudo da língua artificialmente. Aqui há tempo os alunos de uma turma queixavam-se da reforma do estudo da língua e diziam, 'quando aprendemos a gramática, no básico, as regras eram simples e lógicas; havia o sujeito, o predicado, os complementos, que podiam ser de tempo, se estávamos a falar de quando as acções tinham sido feitas, de lugar, se estávamos a falar do local onde tinham sido feitas, etc. e tudo era fácil de perceber e memorizar; agora chamam-se 'modificadores' e podem ser 'modificadores oblíquos' ou podem ser 'modificadores adjuntos' ou ainda 'predicadores verbais' e as frases chamam-se 'grupos verbais'... (de não sei quê, já não lembro) e há tantas excepções e apartes que é tudo confuso e difícil de organizar mentalmente. As regras gramaticais desta última reforma talvez façam as delícias dos linguístas mas se calhar não ajudam a cimentar uma aprendizagem estruturada e sólida da língua e esse é o objectivo do estudo da língua nas escolas.

 

 

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publicado às 04:24

 

 

Professores contratados queimam certificados de habilitações

Há cerca de 30 a 40 mil professores contratados. Todos se espantam que nem as universidades nem os politécnicos que os formaram tenham reagido em defesa da qualidade da formação que lhes ministraram.



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publicado às 18:05

 

 

 

 

De há uns anos para cá, todos os anos, sem excepção, o MEC muda as designações das provas de exame. É uma coisa massacrante e inútil porque não serve para nada. Dá ideia que quem entra de novo mexe em 'coisinhas' para mostrar trabalho. Eu, quando comecei a ver que a moda era mudar tudo todos os anos, decidi guardar os ficheiros com longos títulos que identifiquem claramente tudo senão, em cada ano, para encontrar os exames do ano anterior, gastaria dias em pesquisas inglórias na maior das confusões.

Todos os anos temos uma reunião mais ou menos surrealista, do género:

 

- 'Este ano é preciso fazer um exame de filosofia 163 e outro 265; um de psicologia b 440 e outro 340 e um de Psicologia A; quanto aos de filosofia só um é que mantém o código, o outro, que se chamava, 'Exame de Introdução à Filosofia' passa a chamar-se, 'Exame de filosofia a nível de escola equivalente a exame nacional'; o que era 265 passa de 90 a 120 minutos;

- então e o 163?, pergunta alguém. 'Esse passa de 120 para 90 minutos e só tem questões sobre o 11º ano'.

- e o outro tem sobre os dois anos?

- qual outro?

- o que deixou de ter código.

- o que era 265?

- sim.

- esse tem questões sobre os dois anos;

- e o que mantém o código ainda se chama' 'Exame de introdução à filosofia'?

- não, esse agora chama-se 'Exame de filosofia, prova 163'.

- Ah.. e passa a ter uma tolerância de 30 minutos.

- Ah, o exame de psicologia B deixa de chamar-se exame e passa a chamar-se, 'Prova de Equivalência'.

- ...de equivalência a quê...?

- ... a nada. Só 'Prova de Equivalência'.

- mas continua para 210 minutos...

- não, este ano é de 90 minutos. Temos que reduzir o número de questões. Mas passa a ter tolerência.

- e o código dos exames mantém-se...

- os de psicologia? Não. O que era 340 passa a ser 430 e o 440 deixa de ter código. É o tal que se chama só, 'prova de equivalência'.

- e o que passa a 430?

- esse continua com 120 minutos e tem versão A e versão B.

- okay. E o exame de psicologia A?

- esse passa a chamar-se, 'Prova de escola de equivalência para as turmas dos cursos tecnológicos'

- com 120 minutos?

- passa a 90 e sem tolerância.

- mas com versão A e B.

- Ah, outra coisa, as matrizes de exame agora não podem ser chamadas de matrizes de exame. Passam a chamar-se, 'Informação de exame'

- então, mas se depois os exames não podem chamar-se 'exames' mas apenas 'provas' não deveriam as matrizes chamar-se, 'Informação de provas'?

- pois, talvez, mas este anos chamam-se informação de exames.

- já os critérios de correcção têm de chamar-se, critérios de correcção de prova de equivalência...

 

pffff...- what?

 

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publicado às 14:56


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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