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Uma pergunta...

por beatriz j a, em 08.05.11

 

 

 

Porque é que os movimentos de professores não têm propostas a apresentar no que respeita aos assuntos da Educação? Porque é que apenas reagem ao que é dito e feito e não tomam a iniciativa de apresentar um programa de Educação? Porque não fazer um trabalho de auscultação e elaborar propostas? Em tempos lembro-me de alguns terem apresentado uma proposta de revisão curricular.

Penso que os professores, que nunca são chamados a falar, apesar de serem os que sabem, efectivamente, dos problemas da Educação, deviam ter a iniciativa de fazer propostas próprias independentes das coisas dos sindicatos.

Há tanto para fazer! É preciso não esquecer que a esmagadora maioria dos políticos e dos que os aconselham, inclusivé os «especialistas da educação» que tanto prejuízo trouxeram à nossa Educação, não sabem nada dos problemas da educação e do que se passa nas escolas. Não nos podemos esquecer que estes seis anos têm sido de desinformação geral de tal modo que as pessoas pensam -porque deve estar escrito algures- que os professores têm, cada um, nove alunos para trabalhar! Em consequência de pouco saberem, sempre copiam uma prática qualquer estrangeira que seja barata. Li um bocadinho do programa do PSD para a Educação e lá está a conversa de se ir adoptar práticas estrangeiras! Ou seja, não fazem a mínima ideia do que se deve e não deve fazer em matéria de educação. Por isso, há muito espaço de trabalho que não é aproveitado.

 

publicado às 18:45


todos os dias mentiras

por beatriz j a, em 30.12.09

 

P

As duas confederações que representam os pais e os encarregados de Educação pedem ao Governo e aos sindicatos dos professores para chegarem a um acordo sobre a carreira e a avaliação, porque as escolas precisam de “tranquilidade”.


Consideramos que existem boas condições para se chegar a um acordo e é isso que desejamos, para que a tranquilidade regresse às escolas e os professores se concentrem no trabalho na sala de aula”, afirma o presidente da CONFAP, Albino Almeida, em declarações à Agência Lusa.

O responsável sublinha que o Governo tem procurado, durante o processo negocial, ir ao encontro das questões que mais preocupavam os sindicatos, como a divisão da carreira.

 

Todos os dias temos de ver pessoas com responsabilidades na educação a dizer mentiras como este Albino.

Os pais querem tranquilidade? Também nós queremos.

Queria poder voltar a trabalhar com tranquilidade.

Queria poder concentrar-me nos  alunos.

Queria poder trabalhar num ambiente sem desconfiança entre colegas.

Queria trabalhar numa escola onde nada faltasse aos alunos.

Queria trabalhar numa escola onde os alunos não fossem premiados por serem faltosos.

Queria trabalhar com uma tutela que não desprezasse a educação e os professores.

Queria poder trabalhar numa escola onde nenhum professor fosse espião do colega.

Queria poder trabalhar sem que me roubassem o tempo de serviço.

Queria poder trabalhar sem ser prejudicada por não ser submissa.

Queria poder trabalhar sem ter que pagar o mateiral de trabalho: pc, papel, tinteiros, canetas, pastas, lápis, calculadoras, livros, cdroms, filmes, leitores de DVD, pilhas para comandos, visitas de estudo de alunos, etc.

Queria poder trabalhar numa escola com instalações com um mínimo de dignidade.

Queria poder trabalhar com turmas mais pequenas.

Queria poder trabalhar numa escola com uma gestão democrática.

Queria poder trabalhar em paz e tranquilidade.

 

Queria isso tudo sim, mas não a qualquer preço. Não se o preço for a industrialização da educação e o quebrar da espinha aos professores com o objectivo de sacrificar a escola pública, fazendo dela uma fábrica de cidadãos de segunda categoria.

Não se o preço for a liberdade do ensino, a qualidade da educação.

Já investimos e pagámos muito para chegarmos aqui a esta situação de, pelo menos, terem de nos ouvir, e não despacharem os professores como se fossem insectos que se esmagam com a sola do sapato. Já pagámos muito e não podemos deitar esse esforço fora.

Continuo a achar que os professores foram a única classe profissional que se dispôs a dar o corpo ao manifesto contra o despotismo e a corrupção e pelo futuro deste país.

Não vamos pagar qualquer preço. Queremos águas tranquilas mas não inquinadas.

 

 

publicado às 11:35


Isto já cansa

por beatriz j a, em 03.12.09

 

 

Era o que se adivinhava. Esta ministra e a continuação da outra, só que em versão 'pão-de-lózinho'. Aliás, os ajudantes são os da escola da outra.

Com esta proposta somos transformados em putos da primária a fazer dossiers da treta e somos avaliados pelos pares que concorrem connosco às mesmas vagas. Ah! Já esquecia: temos 10 escalões para sairmos disto aos 80 anos, ou morrermos antes de passar lá para o oitavo.

Isto é a gozar connosco e a mostrar que a discussão da educação é assessória para o país.

O que interessa é o tipo que faz de primeiro ministro não perder cara e vinte milhões (ainda há obras por ajuste directo, talvez, ou amigos a precisar, quem sabe?)

Isto já cansa.

 

 

publicado às 14:37


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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