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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Quando damos com um trabalho que sabemos perfeitamente que não é da aluna que o assina. Nem ela tem maturidade para escrever o que escreveu sobre A Rapariga Com Brinco de Pérola de Vermeer, nem linguagem, sequer! Chiça! O que eu já li naqueles sites onde vão buscar trabalhos feitos, em sites de análise da obra e até acabei por ler um estudo universitário, bastante bom por sinal, com o qual fui dar nesta demanda. A certa altura lembrei-me que hoje em dia os miúdos raramente pesquisam texto e vão directamente às imagens e vídeos... hence, youtube :)) Descobri, mas perdi mais de uma hora nesta cena. Ahh, vai-me ouvir, vai.
Entretanto vi o trabalho da M., uma aluna excepcional, sobre A Persistência da Memória de Dali. Isto é um miúda que quando a conhecemos achamos que deve ser uma exagerada e marrona porque ela leva uma resma de papel para as aulas e escreve tudo o que toda a gente diz. E se tem que intervir ali em cima da hora, cumpre mas não é nada de extraordinário. Agora, se lhe damos meia hora para pensar... epá, ela disserta sobre o assunto de modo a integrar o que já demos, o que aprendeu em outras disciplinas e se relaciona com o tema, o que pensou e leu... o forte dela é o espírito analítico e a capacidade de ter uma visão integradora dos assuntos. É boa em tudo, desde a Matemática e a Biologia, à Física e à Filosofia e é boa com originalidade. Tem uma capacidade de trabalho e concentração bestiais, pode haver um terramoto que ela não se distrai. Completamente focada.
Enfim, como ontem andei a preguiçar ainda me faltam imensos trabalhos para ver... que massacre...

O parecer rejeita ainda que a PACC possa ser integrada em "qualquer projeto global de qualificação" da escola e ensinos públicos, sublinhando que o modelo de prova implementado tem sido "reiteradamente rejeitado pela investigação em educação, pelo facto de ser totalmente descontextualizado da ação docente"
Investigação da Universidade Nova conclui que avaliação dos docentes no secundário está mais ligada ao desempenho dos alunos no superior do que a nota das provas nacionais.
As notas que os estudantes conseguem ao longo do ensino secundário dizem mais sobre como vai ser o seu desempenho na universidade do que os resultados que têm nos exames nacionais. A conclusão é de Dino Alves, da School of Business and Economics da Universidade Nova de Lisboa, que na sua tese de mestrado em Economia provou esta ligação. Os resultados, acredita o autor, podem ajudar as instituições de ensino superior a mudar o peso dado a cada uma das condições de acesso (atualmente a nota de exame pesa entre 35 a 50% na nota de candidatura).
No estudo Determinantes do Sucesso, o aluno de 24 anos analisou o percurso de 363 estudantes das licenciaturas de Economia e Gestão que entraram no ensino superior em 2009/10, com o objetivo de "prever o seu sucesso educativo". Para isso foram analisados dados como as áreas de estudo no secundário (Ciências ou Economia), o tipo de escola (pública ou privada), a nota no exame de Matemática (que é o específico para entrada nestes cursos) e o desempenho no curso superior.Dino Alves chegou à conclusão que "o resultado mais robusto era a correspondência entre a nota do secundário e a nota do superior".
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