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Ministério da Educação mudou regras e poupou 40 milhões

 

Andamos a ouvir os deputados dizer que ganham pouco e que é muito ético cobrar duas vezes os abonos e ajudas de deslocação enquanto os professores são colocados, de propósito, sem ajudas nem abonos, a centenas de quilómetros de casa para que o governo possa poupar dinheiro.

Há países que vêem os professores como um capital social, profissionais importantes na educação das novas gerações. Aqui em Portugal os professores são vistos como unidades de custo dispensáveis que servem poupar dinheiro. Isto não é uma ideia ou mentalidade apenas de 'direita' como aqui se gosta de dizer pois o PS, de todas vezes que tem sido governo, tem tratado os professores como lixo, coisas descartáveis de usar e deitar fora. Quem, nas próximas eleições, votar nestes indivíduos, merece tudo o que lhe acontecer...

 

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publicado às 12:23


Isto é ns EUA mas podia ser cá

por beatriz j a, em 27.04.18

 

 

Uma professora leva para casa 320$ por semana. Menos do que a filha ganha a fazer de babysitter. Com esse dinheiro compra o material para trabalhar e para os alunos também. No Arizona os professores fizeram nove dias de greve seguidos. E uma professora pergunta, 'porque razão não queremos dar aos nossos miúdos a melhor educação possível?' Nós por aqui sabemos a resposta a isso: porque todo o dinheiro produzido é canalizado para a banca e para os parasitas que cativaram o sistema.

 

 

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publicado às 05:12


Já começou

por beatriz j a, em 11.04.18

 

 

A falta de professores que existe em outros países, pelas mesmíssimas razões, já cá chegou. Em Inglaterra o tempo médio de permanência dos novos professores na profissão antes de desistirem são cinco anos.

 

 

Há falta de professores para ensinar Matemática

Estudantes fogem do curso por considerarem profissão docente pouco atraente.

Portugal vai ter um problema de falta de professores de Matemática num futuro próximo. A redução do número de estudantes que opta pelo curso de Matemática na via de ensino está a preocupar os responsáveis.

"Já começa a haver dificuldades em contratar professores e os cursos estão vazios porque os estudantes pensam que não há perspetivas de emprego. Na Universidade de Coimbra [UC] temos apenas seis estudantes do mestrado de Matemática a estagiar nas escolas", disse ao CM Jaime Carvalho e Silva, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC.

"Onde estão os novos professores de Matemática? Estão nos centros de explicações", alertou a professora Adelina Precatado, durante o encontro de docentes da disciplina, o ‘ProfMat2018’, realizado na semana passada, em Almada. Lurdes Figueiral, presidente da Associação de Professores de Matemática, também avisa que "os estudantes estão a fugir da profissão docente, que está desvalorizada social e economicamente".

"Em menos de dez anos haverá um problema agudo de falta de professores de Matemática em Portugal, como já acontece em países como Inglaterra e França. E mesmo agora já há dificuldades para contratar professores", afirmou ao CM, acrescentando: "Portugal devia olhar com muita preocupação para isto."

Optam por centros de explicações 
Segundo Jaime Carvalho e Silva, na zona Centro há novos professores da disciplina que optam por trabalhar em centros de explicações, ficando assim próximo da família, por entenderem que não compensa ir para o Porto ou para Lisboa.


O professor que vai liderar o grupo de trabalho do Governo que fará uma radiografia da disciplina nota ainda que muitos matemáticos "fogem do ensino para salários mais altos na indústria". 
 
Docentes fazem protesto em maio 
Os sindicatos de professores anunciaram a realização de uma manifestação nacional a 19 de maio, em Lisboa. A iniciativa junta as 10 estruturas sindicais que assinaram uma declaração de compromisso para negociar a carreira e os salários com a tutela, que acusam de incumprimento.


13 532
era o total de professores de Matemática do 2º e 3º ciclos do Ensino Básico em Portugal, no ano letivo 2015/2016. Destes, 5273 lecionavam Matemática e Ciências da Natureza ao 5º e 6º anos. Os restantes 8259 davam aulas da disciplina aos alunos do 7º ao 9º ano.

  

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publicado às 06:54


Por cá é igual

por beatriz j a, em 03.04.18

 

 

In the richest country in the history of the world, our teachers should be the best-paid in the developed world, not the worst paid. There is something profoundly wrong in this country when the top 25 hedge fund managers on Wall Street made more money than every kindergarten teacher in America in 2016. There is something profoundly wrong when billionaires receive tax breaks, while kids go to school in overcrowded, under-staffed, and under-funded classrooms. Teachers in West Virginia, Oklahoma, Kentucky, Arizona and all over this country are joining together to say enough is enough! What they are doing takes tremendous courage. They are an inspiration to all of us who want to strengthen, not dismember, public education in America.

U.S. Senator Bernie Sanders

 

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publicado às 17:42


Professores - isto é em Oklahoma, EUA

por beatriz j a, em 03.04.18

 

 

... onde os professores chegam a ter de trabalhar em seis sítios diferentes para ter um salário que lhes permita viver. Cá não serão seis mas dois ou três, quando falamos de colegas mais novos contratados ou de professores que são casados com outros professores e têm dois ou três filhos. 

 

 

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publicado às 07:10


Juntar o insulto à injúria

por beatriz j a, em 22.03.18

 

 

O Estado de Direito de António Costa parece ser o que permite a uns o que mais lhes convém, enquanto nega a outros o que lei estabelece.

 

António Costa virou a página da perda de rendimentos de um universo significativo de portugueses. Com isso e uma conjuntura europeia mais favorável, gerou um clima de optimismo, de que vai vivendo. O que fez contrasta, inequivocamente, com o ambiente de esmagamento do Estado social e empobrecimento da generalidade dos trabalhadores e reformados, promovido por Passos Coelho. Mas não acabou com a austeridade. Fino, apenas a redistribuiu de modo menos bruto e evidente. Que o digam os diferentes serviços públicos, com o SNS à cabeça, garroteados pelas cativações de Centeno.

Pese embora o crescimento verificado, a verdade é que a acção do Estado, como dinamizador económico, está fortemente condicionada pelo custo da enorme dívida pública. Assim, não se vê uma significativa correcção dos desequilíbrios persistentes na economia portuguesa. A industrialização é pouco expressiva, particularmente quando comparada com a terciarização, onde o turismo marca destaque. A precariedade laboral e os salários baixos persistem e é o poder financeiro que continua a captar o maior quinhão da riqueza produzida. A reestruturação da dívida da banca, politicamente acarinhada e protegida por Costa e Centeno, custou e continua a custar milhares de milhões retirados à coesão de todo um território, ciclicamente fragilizado e desprezado.

É neste contexto que devemos analisar o contencioso entre os professores e o Governo.

António Costa começou por injuriar os professores quando escolheu para ministro um jovem inexperiente, há anos residente no estrangeiro, que nunca deu uma aula ou escreveu uma linha sobre Educação, sem currículo que o qualificasse para o cargo. Como era previsível, o que estava mal não foi corrigido, boa parte do que estava bem tem vindo a ser destruído e muito do péssimo de outrora foi recuperado.

Mas à injúria, o Governo acrescentou agora o insulto. Porque é um insulto aldrabar sem pudor as contas sobre o custo do descongelamento das carreiras. Porque é um insulto fixar 133 vagas para acesso ao 5.º escalão, quando são 14.000 os que reúnem condições para progredir, ou 195 para acesso ao 7.º, quando são 8000 os que poderiam transitar. Porque é um insulto querer transformar nove anos, quatro meses e dois dias de serviço efectivamente prestado em dois anos, nove meses e 18 dias, para efeitos de progressão na carreira.

O Governo invoca a sustentabilidade das contas públicas para fazer tábua rasa de um Estatuto de Carreira que o PS aprovou, que está em vigor e como tal deve ser cumprido. Mas volta a insultar os professores quando a sustentabilidade não importa desde que os protagonistas sejam outros.

 

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publicado às 06:23

 

 

... mas foram precisos cinco anos consecutivos de falta de professores nas escolas.

Uma colega que foi lá parar à escola vem do ensino particular. Estava há 25 anos numa escola com contracto de associação que fechou no ano passado obrigando-a a concorrer (não percebo mas no concurso puseram-na no mesmo nível com pessoas que tinham acabado de sair da faculdade...). Disse-me que tinha 30 horas lectivas!! Como é que é possível! Seis aulas por dia, fora o resto do trabalho! De leitura, de preparação de aulas e de materiais, de reuniões... que exploração...

 

 

Education Secretary Damian Hinds says the Government will "strip away" pointless tasks to try to boost staff numbers.

"When I see newly qualified teachers brimming with passion to change young lives for the better, I think it an utter travesty that so many end up losing their early enthusiasm, because of the pressures of the job. Especially when so many of those pressures are entirely unnecessary.

"Because that's what endless data cuts, triple marking, 10-page lesson plans, and, worst of all, Mocksteds are: a distraction from the core purpose of education. And a costly distraction at that."

Labour's shadow schools minister, Mike Kane, said the Conservatives had been promising to solve teachers' "workload crisis for years" but had "missed their own recruitment targets five years in a row, and teachers are leaving the profession in record numbers".

 

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publicado às 06:48


Ai sim? Eu cá não vi nada...

por beatriz j a, em 08.01.18

 

 

Com um forte sentido de justiça social e moral – “sou uma radical defensora dos direitos humanos”

 

... só palavras...

 

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publicado às 06:34


Tools of the trade

por beatriz j a, em 04.12.17

 

 

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publicado às 05:12


Isto é verdade e não é

por beatriz j a, em 21.11.17

 

Não há professores. Cada professor é um professor

 
 
É que o mesmo se pode dizer dos médicos ou dos militares ou dos juízes ou dos políticos, dos professores universitários, os gestores públicos ou de outra qualquer profissão onde há alguma autonomia de desempenho. 
Frequento hospitais, há lá de tudo. Há o médico extraordinário, há os assim-assim, que serão a maioria (vão fazendo as coisas desde que não apreça nada complicado) e há os negligentes e incompetentes.
Não frequento quartéis mas leio bastante e sei que há e houve militares extraordinários, em formação, bravura e respeito pelos Direitos Humanos, há os assim-assim, que serão a maioria, vão fazendo o que lhes mandam e são permeáveis ao sistema e há os violentos e idiotas.
Felizmente não frequento tribunais mas lemos nos jornais e sabemos que existem os juízes extraordinários, de conhecimentos e consciência ética, existem os assim-assim, que serão a maioria e, existem os péssimos que se usam do poder que têm para impôr as suas ideologias pessoais.
Conheço as universidades. Há lá professores extraordinários, muito poucos, há uma maioria assim-assim e há os medíocre e maus, que precisavam de umas noções de profissionalismo e pedagogia
Quanto aos políticos... todos sabemos que a grande maioria está abaixo do assim-assim. Os gestores públicos são o maior escândalo de ganhos indevidos que existe no país.
Ora, quando negoceiam questões de carreira, fazem-no todos como uma classe e não como pessoas individuais e as alterações de salário ou de carreira atingem todos ou beneficiam todos do mesmo modo.
Quanto a sabermos todos, nas escolas, quem é trabalha com profissionalismo e quem faz nada e tem bela vida por ser amigo ou sabujo do chefe, é verdade; mas isso é verdade em todas as outras profissões: no quartel, no hospital, na política ou no tribunal, na universidade, todos sabem quem é que trabalha e quem é que vive de esquemas para fazer nada. E, em todos os casos, há pessoas muito incompetentes que acabam chefes (e seus comparsas) justamente porque esses indivíduos chamam-se uns aos outros. Na política é fácil de saber quem são porque está à vista de todos: Sócrates, a Rodrigues, o PPC, Gaspar, etc., que são às centenas e não dá para escrevê-los todos aqui. 
Não me lembro de alguma vez ter visto, aquando das negociações de carreira ou de salário dos políticos, defender que os parlamentares devem ser aumentados, um a um, depois de avaliadas as sua competências. E o mesmo digo para os polícias, para os médicos, os juízes, não me lembro de ouvir vozes a clamar que não podem aumentar-se todos os políticos porque há muitos incompetentes que vão beneficiar do acordo, ou que não podem aumentar-se todos os médicos porque há muitos incompetentes que vão beneficiar do acordo, etc.... não, só quando se fala dos professores é que se fala em avaliar um a um como premissa de se falar em salários ou em carreira. No entanto, somos avaliados. 
Cá por mim tudo bem: tirem das escolas todos os incompetentes que fazem nada ou pior, perseguem colegas que os criticam por serem incompetentes... pois só que para isso era preciso mexer no sistema feudal que a Rodrigues deixou nas escolas, que é um cancro e, na promiscuidade entre as direções e as inspeções... mas disso nenhum ministro abdica porque lhes dá jeito, em termos políticos, o que diz muito da incompetência dos ministros.
No entanto, se o fizerem, mexam nas outras carreiras também e afastem os políticos incompetentes e corruptos, os médicos negligentes, os generais de aviário, os juízes que se acham deuses e, já agora, também os jornalistas que vivem a soldo dos governos e fazem um grande mal a todos com a sua incompetência e corrupção.
Não digam é só mal dos professores como se nas outras profissões a maioria recebesse salário consoante a sua competência. 
 
 

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publicado às 07:25

 

 

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Trabalho para o fim de semana.  Só não deixo de trabalhar aos fins de semana porque sei que é importante os alunos receberem os testes a tempo, pois de outro modo o próprio conceito de testar para poder medir-se e auto-corrigir perde o sentido e, como falava hoje com um colega e amigo, para me marimbar para isso era preciso mudar a minha maneira de conceber o que é ser professor e guiar-me, não pelos meus princípios mas pelos actos de injustiça, estupidez e ignorância dos outros. Como dizia o Sócrates, nas palavras de Platão, é preferível ser vítima de uma injustiça que praticá-la porque uma pessoa arranja maneira de distanciar-se, física ou mentalmente, dos que nos repugnam pela prática da injustiça mas, como nos distanciaríamos de nós mesmos?

 

Fala-se muito na carreira dos professores e da administração pública terem progressões diferentes mas esquecem-se de dizer que os cargos na administração pública dão origem a diferenciação e a dos professores, não.

Quer dizer: na administração pública a pessoa é contratada para um serviço que não inclui cargos; se for escolhida, nomeada para um cargo, vamos supor de assessor ou de chefe de serviço ou de coordenador de um projecto, etc. o seu estatuto muda e, enquanto tiver esse cargo, tem outro salário, outros benefícios. Ganha pontos na progressão. 

Acontece que na carreira de professor para o que somos contratados, os cargos são de aceitação obrigatória e não são reconhecidos, como se tudo fizesse parte de ser professor. Exceptuando o director que ganha um grande acréscimo no salário (e pode beneficiar com tempo lectivo, de modo limitado, algumas pessoas escolhidas por ele [e prejudicar outras, também escolhidas a dedo..]. este é o regime feudal que a Rodrigues deixou nas escolas...) todos os outros cargos, o mais que têm é uma redução de hora e meia por semana, por exemplo, no tempo lectivo, coisa manifestamente insuficiente, mas o exercício dos cargos não é reconhecido para a carreira.

Nas escolas passa-se muita coisa para além das aulas: passam-se palestras, exposições, aulas de apoio e explicações, espectáculos de música, concursos de texto, de poesia, aulas de meditação, campeonatos de desporto, etc. para os alunos e ainda se passam actividades para professores: reuniões, formações... estas coisas não acontecem sozinhas... dão trabalho a organizar e preparar.

 

Exemplos: uma professora é coordenadora dum projecto que dinamiza o auditório. Todas as semanas leva pessoas da mais diversa natureza à escola. Podem ser escritores, poetas, matemáticos, jornalistas... esta semana que vem vai lá o neto do Aristides de Sousa Mendes. São horas e horas, a estabelecer contactos com os palestrantes, combinar dias e horas, falar com os professores para saber a que turmas mais interessa a palestra, saber quais as horas em que causa menos dano os alunos faltarem a uma aula para irem participar, etc. Tudo feito no tempo não lectivo da professora e não reconhecido em termos de carreira.

Uma professora organiza uma visita de estudo de três dias no âmbito das disciplinas de Espanhol e História, a Madrid. A visita é no 2º período mas já está a organizá-la porque tem que conseguir os melhores preços na estadia, na viagem, planear todos os momentos dos alunos que têm que estar sempre ocupados com actividades pedagógicas, as entradas nos museus, a alimentação, fazer reuniões com os pais, tratar dos seguros de viagem e acidentes, do dinheiro... Tudo feito no tempo não lectivo da professora e não reconhecido em termos de carreira.

Uma pessoa é directora de turma. Tem uma hora e meia por semana de tempo lectivo para o trabalho mais uma hora e meia de tempo não lectivo (mas pode não ter. no ano passado tinha 3 direcções de turma e o director entendeu que eu resolvia os problemas sem precisar do tempo legal...)

O cargo de direcção de turma, que é de aceitação obrigatória é um cargo de gestão de conflitos. O director de turma coordena as actividades da turma, faz uma espécie de tutoria e gere conflitos, entre alunos, entre alunos e professores, pais e professores, pais e alunos, professores e professores, etc. É um trabalho que implica antecipar os conflitos e resolvê-los antes de chegarem a ser, tudo para não perturbar o estudo. Os pais ligam e mandam emails a toda a hora do dia e da noite com pressões e queixas, os professores fazem queixas dos alunos, os alunos faltam, zangam-se uns com os outros porque são adolescentes... grande parte do sucesso de uma turma depende do trabalho do DT, da capacidade de antecipar e resolver os conflitos, de manter uma dinâmica de sossego propícia ao estudo, conseguir a colaboração dos pais, uma clima de confiança e de respeito pelos professores... a quantidade de reuniões com pais, colegas e representantes de turma, com o conselho de turma... e isto é quando tudo corre bem e não há casos de bullying, por exemplo, que aí é mais complicado. Tudo isto implica horas e horas do tempo dos professores que não é contabilizado ou reconhecido em termos de carreira.

 

Há muitos outros cargos na escola (coordenadores de departamento, coordenadores da mediateca, da sala de estudo, etc.) que não implicam, como na administração pública ou num hospital, uma mudança de estatuto, um reconhecimento em termos de progressão e uma melhoria salarial (agora também fazemos trabalho de secretaria que nada tem a ver com ser professor e que não podemos recusar...) imagine-se que tinham que pagar aos professores, como acontece na Administração Pública ou num hospital, os cargos que exercemos... todos os anos tinham de pagar a milhares de directores de turma, coordenadores de departamento, coordenadores de projectos, coordenadores da sala de estudo, etc... é por isso que a nossa carreira não contempla grande parte do trabalho que fazemos, que é o que se faz fora da sala de aula e, é por isso que a nossa carreira parece ser uma profissão onde se progride com o tempo. Mas não é. O que acontece é que o Estado não reconhece os cargos que exercemos nem lhes dá importância -são todos horizontais, excepto o director- pois de outro modo tinham que pagar-nos como fazem nas outras carreiras.

 

Pessoas como eu que damos aulas há 30 anos, já ocupámos tudo quanto é cargo (excepto o de direcção, no meu caso) e trabalhámos horas infindáveis, que se somam às horas de aulas e ao resto do trabalho (como corrigir testes e preparar aulas, por exemplo) nunca reconhecidas nem ponderáveis em termos de carreira e, invisíveis. Mas disto ninguém fala como se ser professor fosse um trabalho que começa quando entramos na sala de aula e acaba com o toque à saída. E ainda vem dizer que a carreira de professor é fazer nada e deixa o tempo passar e que por isso não merecemos ter uma carreira. 

É uma grande injustiça.

 

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publicado às 13:54

 

Costa: progressão das carreiras dos professores é uma possibilidade "em abstracto"

 

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publicado às 06:10


Sindiporcalismo

por beatriz j a, em 16.11.17

 

UGT admite acordo faseado com professores, “até por futuras legislaturas”

 

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publicado às 18:02

 

 

... queixámo-nos, sim e, não foi pouco. Acontece que nesse tempo os cortes foram para todos e por muito que estivéssemos contra a austeridade cega -e estávamos- não íamos defender que se fizessem cortes a todos menos a nós professores. Só que agora há dinheiro e estão a repôr os direitos que retiraram em todas áreas onde houve cortes. Então, faz algum sentido que todos tivessem direito à justiça menos nós? Continuávamos em austeridade como no tempo da troika enquanto os outros viam os seus direitos repostos só porque dá jeito ter-nos a ganhar mal? Isto cabe na cabeça de alguém?

 

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publicado às 12:14


De intenções está o inferno cheio...

por beatriz j a, em 15.11.17

 

 

As vossas intenções conhecemo-las nós... o ministro que ia lutar radicalmente por nós está tonto no hospital e manda a secretária de Estado dizer que tem intenções...

 

Secretária de Estado Adjunta e da Educação acaba de garantir na comissão parlamentar que o Governo vai recuar na intenção de não contar quase 10 anos de tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira. Solução ainda terá de ser negociada com os sindicatos

 

“Vai haver uma norma que vai recuperar de alguma forma o tempo de serviço que foi congelado”,

 

'De alguma forma'? Que quer isso dizer? Tem que ficar tudo escrito preto no branco, os 'quandos' e 'comos'.

 

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publicado às 11:55

 

 

Hoje estamos de acordo com a Joana Mortágua 

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publicado às 11:31

 

Ensino superior e ciência também descongelam carreiras, mas ministro não sabe quanto custará  – RTP Notícias

 

... porque é um direito, está certo. Não se percebe é porque nos outros graus de ensino os direitos são espezinhados.

 

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publicado às 08:37

 

 

 

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publicado às 08:35


É assim...

por beatriz j a, em 14.11.17

 

Ministro da Educação internado por tempo indeterminado

 

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publicado às 16:51

 

Professores. Greve geral amanhã e protestos diários até ao final do 1.º período

 "[É] inaceitável que nove anos e quatro meses desapareçam da vida dos professores ao contrário do que acontece com os outros funcionários públicos, quando, ao longo desse período, viram os seus rendimentos baixar em um terço."

 

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publicado às 06:57

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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