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Tem tempo para ir dar pulinhos de homenagem ao Zé Pedro no Rock in Rio, tem tempo para falar da crise do Sporting, tem tempo para ir às feiras dar abraços a toda a gente, tem tempo para homenagear toda a gente mas para os professores que estão numa crise muito grande nem uma palavra.

Não reconhece o trabalho dos professores como importante e deve ser mais um que pensa sermos todos uns previligiados incompetentes. Ainda nos lembramos como naqueles programas televisivos semanais defendeu a Rodrigues e até Sócrates, no caso da pseudo-licenciatura tirada ao Domingo que levou ao fecho de uma Universidade  e ao prejuízo de milhares de estudantes.

 

O Presidente não é de todos os portugueses. Fica registado. Na senda dos outros que o antecederam. Cavaco também era ostensivamente contra os professores, Sampaio chegou ao ponto de dizer que devíamos trabalhar oito horas por dia e depois ir para casa tirar dúvidas aos alunos pela internet até à noite: um serviço de escravatura, portanto.

Os nossos presidentes, de há muito para cá, têm trabalhado, com as suas intervenções, uns, e silêncios coniventes, outros, contra a educação, contra a democracia nas escolas e muito particularmente contra os professores. É assim que querem os melhores na escola e falam de excelência e de paixões pela educação... assolapadas que lhes passam em seis meses de governação. 

 

Marcelo homenageia Maria José Nogueira Pinto. “Que falta nos faz”

 

 

 

publicado às 07:30

 

 

 

Acho que ele é famoso mas não popular. É da elite e o povo não se revê na elite. Os portugueses gostam de um Presidente que seja do povo ou que apele ao povo. O Eanes era do povo, o Soares sempre soube fingir-se do povo; no Sampaio votaram para castigar o Cavaco (foi um anti-voto) e depois deixaram-no um segundo mandato porque o outro candidato era o Ferreira do Amaral, um tipo da elite... no Cavaco votaram porque é do povo [e já se tinham esquecido do segundo mandato dele como primeiro ministro]. De modo que, na minha modesta opinião, se houver um candidato do povo, é nesse que o povo vota.

 

 

publicado às 22:01


blogs por aí - BESgate

por beatriz j a, em 17.10.14

 

 

|| Todos inocentes...

 

    do blog 'Der Terrorist'

 

 

publicado às 19:31


De acordo

por beatriz j a, em 21.05.13

 

 

 

 

António Capucho elogia "tentativa oportuna" de Cavaco Silva para "despertar Europa"


Decididamente o Presidente da República está 'out'. Tornou-se moda dizer mal do Presidente, faça ele o que fizer.

Eu não sou fã dele, sendo que é notório o modo como contribuiu para a degradação do ensino ao apoiar pessoas que tinham objectivos de destruição com fins políticos e  economicistas.

Dito isto, acho que ele esteve bem na ideia deste Conselho de Estado, pois uma das razões de estarmos neste aperto tem a ver com falta de planeamento e de visão estratégica.

Prevenir a repetição de políticas desastrosas e outros erros, pensando com antecedência, não para o curto prazo, como é costume, mas para o médio e longo prazo, parece-me uma excelente ideia.

 

 

publicado às 18:00


O Presidente da República

por beatriz j a, em 28.09.11

 

 

 

O Presidente da República devia falar mais vezes ao País. Hoje está a falar. A falar mesmo. A explicar pontos de vista, a dizer o que pensa da situação. O homem devia falar mais vezes. Acho que faz imensa diferença. Para o país, para a esperança das pessoas. é uma pena que passe o tempo a dizer que não se pronuncia.

 

publicado às 21:15


Os professores não são gangs

por beatriz j a, em 19.11.08

 

 

Não consigo aceitar o silêncio do senhor Presidente da República a propósito de toda esta questão dos professores.

Já por mais de uma vez o senhor Presidente veio a público defender a senhora ministra e as suas pseudo-reformas mas, nem uma única vez se dignou falar aos professores ou saber das suas razões.

Isto a mim, pessoalmente, ofende-me bastante, e calculo que ofenda também muitos outros professores. É como se os professores fossem um gang perigoso que não merece nenhum tipo de consideração.

Ora, os professores são um grupo social que presta um serviço fundamental à Pátria.

São pessoas instruídas, informadas, que se preocupam com os filhos dos outros e, na sua maioria, estou convencida, cumprem os seus deveres.

Mas poderá alguém pensar, seriamente, que 120.000 pessoas, ou mais, saem à rua, com sacrifício pessoal, só para agitar, por teimosia, por serem retrógrados, por terem medo, por serem comodistas?

Ou, pensará alguém, seriamente que cento e tal mil pessoas são todas manipuladas?

Eu, como muitos outros professores, nunca tive cartão sindical, nunca fui entusiasta de greves e manifestações, nunca andei a reboque de partidos ou facções.

Gosto de trabalhar com os alunos. Acredito convictamente que o único modo de mudar uma sociedade positivamente é através da educação, orientando as pessoas para a autonomia, para a responsabilidade, para os valores da verdadeira democracia.

Acredito que, por isso, presto um serviço nobre e útil, à minha Pátria e tenho orgulho no meu trabalho.

Que o senhor Presidente vote ao silêncio e a um certo desprezo toda uma classe profissional que serve o país e a constituição que ele jurou cumprir e fazer cumprir como se fossem pessoal menor é coisa que incomoda profundamente.

Não sou uma pária. Eu sou do povo deste país, acredito na democracia e votei.

Mais, nos dias que correm, os professores parecem ser o único grupo social consciente dos sinais dos tempos e que mostra estar disposto a lutar pela manutenção da vida democrática.

Lutamos contra quem, com tiques de professora primária salazarista, quer dobrar os professores à subserviência.

Que diabo! Somos herdeiros da civilização das luzes e da revolução de Abril. Não estamos habituados a mendigar o que é nosso por direito próprio.

Estou muito desiludida com o nosso Presidente.

 

 

publicado às 20:03


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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