Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
O primeiro é que está cheio de políticos, o segundo é que é um lugar machista.
Sinceramente, não entendo este país. O problema mais grave de Portugal, o desafio mais difícil para o futuro é a dramaticamente baixa taxa de natalidade, que levará a população portuguesa a reduzir-se vários milhões nas próximas décadas. A consequência será transformarmo-nos num país de velhos, com uma Segurança Social insustentável e incapaz de pagar reformas, sem jovens em número suficiente para tratar dos velhos e para o setor laboral, exceto se recebermos muitas centenas de milhares de imigrantes, para irem progressivamente substituindo o povo português, em rápido declínio e extinção.
Mesmo perante este péssimo panorama, as grávidas portuguesas, que deviam ser extraordinariamente acarinhadas, privilegiadas e bem tratadas, continuam a ser vergonhosamente despedidas e prejudicadas. E as instituições oficiais, sim, porque esta senhora a elas recorreu, continuam inoperantes e ineficazes. Os meandros das leis permitem uma excessiva liberalidade na sua aplicação...
Desafio a AR a aprovar uma legislação que proíba completamente o despedimento de qualquer grávida, em qualquer circunstância, exceto no caso de falência da empresa, desde o momento em que se conhece a gravidez até três anos depois do parto.
Se algum empregador violar essa nova legislação, os responsáveis do despedimento devem ser objeto de um processo sumaríssimo e condenados em pesadíssimas multas e, eventualmente, mesmo prisão, para algum reincidente.
Que interessam os alunos quando há que fazer manifestações à porta da AR? Quem manda nos transportes públicos?

... pelo menos no Secundário, poderiam baixar se modificassem as regras das passagens e matrículas.
Explicando: um aluno pode andar anos a fio sempre no 10º ano, desde que não seja sempre na mesma área de estudos. Por exemplo, chumba duas vezes no 10º ano de Ciências e no ano a seguir vai para Artes, iniciar o curso no 10º ano, onde volta a chumbar duas vezes e a mudar para um curso profissional, onde se matricula no 10º ano, que é o ano de início. Se não passar, matricula-se em Humanidades... Assim que resolve passar o 10º tem mais oportunidades de chumbar no 11º ano várias vezes e depois no 12º ano...
Sabendo que podem lá andar ad eternum, alguns alunos já se dão ao luxo de fazer apenas algumas cadeiras por ano! Isto, embora o secundário tenha agora pouca disciplinas. É assim que escolhem, por exemplo, para não se cansarem, fazer num primeiro 10º ano algumas disciplinas da formação geral, mais uma específica e no ano a seguir fazer só as outras específicas mais a Educação Física, por exemplo, só porque podem, gastando assim, dois anos em cada ano do secundário, ou seja, em vez de o fazerem em 3 anos, fazem em 6! SE, não mudarem de curso! Se mudarem ainda temos que juntar mais anos a estes...
Isto já é comum e devia haver um limite para o número de anos que um aluno pudesse chumbar, a partir do qual teria que pagar, e caro, propinas do seu bolso. Andamos a sustentar a preguiça de muitos alunos. Porque, uma coisa é um aluno chumbar um ano, ou enganar-se no curso e mudar, ou ter um azar qualquer -ficar doente, acontecer qualquer coisa- e chumbar um segundo ano. Outra coisa muito diferente é alunos andarem por lá até aos 21 e mais anos a cirandar dum curso para outro, sem fazerem nada, às vezes só a arranjar complicações, e nós a sustentarmos isso!
E, quanto a mim, na faculdade deveria haver o mesmo regime. Ser gratuito até certo ponto, a partir do qual teria que pagar-se caro.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.