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Poesia ao entardecer

por beatriz j a, em 01.10.19

 

Miguel Torga,
Outono

Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.
.
in Diário X

 

outono na mata da albergaria, gerês por Cristovão

 

publicado às 18:36


Poesia ao entardecer

por beatriz j a, em 30.09.19

 

 

publicado às 20:55


Poesia ao entardecer III - Ruy Belo

por beatriz j a, em 01.07.17

 

 

Este céu passará e então
teu riso descerá dos montes pelos rios
até desaguar no nosso coração

 

 

Ruy Belo

publicado às 20:36


Poesia ao entardecer

por beatriz j a, em 27.07.12

 

 

 

 setúbal

 

 

 

poesia de Nydia Bonetti

 

 

 

leva-me


leva-me palavra
donde

meus pés e olhos
não

me levaram

por não saber ou não
poder

querer quem sabe não
sonhar ou

por não haver
estrada

 

.....

 

hera

 

olhos antigos
queimam

hipotética chama

dilatadas pupilas
branca-flor

perdida

hera
que não ousou

ir além

- e o muro
nem era assim

tão alto


........


a ausência tua
que carrego nas mãos
e trago nos olhos
conversaríamos sobre
pássaros
vozes de rio
o silêncio em que moro
cantaríamos
a última estrela
tempo não
haveria
vento sim
vida
seríamos


......


ah... se soubessem
de que lugar sombrio
brotam os versos
[...ainda fosse terra
— é casa
vazia


......


mas de mil vezes
te criei

não te fizeste

insistes em não ser
já nem te sopro


*


há um piano
um violino um bandolim
ai de mim
nesse meu silêncio
sem cordas

*

angustia é lâmina
mais
que afiada
e no meu corpo
já não cabe mais
cicatriz

*

música

música

quando

vou te ouvir outra vez

tocar


......


alguém me disse que a vida passou
e eu não estava lá
juro que não vi — da minha janela
a vida passar
— esquiva.


......

publicado às 20:55


Poesia ao entardecer

por beatriz j a, em 27.07.12

 

 

 

 

Olhares se cruzaram

sentimentos despertaram

Palavras fluíram

Lado a lado caminhamos

Me sentin um Querubim

Pois cada instante a seu lado

As núvens calçaram meu caminho

 

Dalto Fidêncio

 

publicado às 20:14


Poesia ao entardecer

por beatriz j a, em 27.07.12

 

 

 

 

Sou poeta das trevas e da melancolia
Mas não choro lágrimas, choro poesia"

     Dalto Fidêncio



publicado às 20:09


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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