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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Miguel Torga,
Outono
Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.
.
in Diário X

outono na mata da albergaria, gerês por Cristovão
Ruy Belo
setúbal
poesia de Nydia Bonetti
leva-me
leva-me palavra
donde
meus pés e olhos
não
me levaram
por não saber ou não
poder
querer quem sabe não
sonhar ou
por não haver
estrada
.....
hera
olhos antigos
queimam
hipotética chama
dilatadas pupilas
branca-flor
perdida
hera
que não ousou
ir além
- e o muro
nem era assim
tão alto
........
a ausência tua
que carrego nas mãos
e trago nos olhos
conversaríamos sobre
pássaros
vozes de rio
o silêncio em que moro
cantaríamos
a última estrela
tempo não
haveria
vento sim
vida
seríamos
......
ah... se soubessem
de que lugar sombrio
brotam os versos
[...ainda fosse terra
— é casa
vazia
......
mas de mil vezes
te criei
não te fizeste
insistes em não ser
já nem te sopro
*
há um piano
um violino um bandolim
ai de mim
nesse meu silêncio
sem cordas
......
alguém me disse que a vida passou
e eu não estava lá
juro que não vi — da minha janela
a vida passar
— esquiva.
......
Olhares se cruzaram
sentimentos despertaram
Palavras fluíram
Lado a lado caminhamos
Me sentin um Querubim
Pois cada instante a seu lado
As núvens calçaram meu caminho
Dalto Fidêncio
Sou poeta das trevas e da melancolia
Mas não choro lágrimas, choro poesia"
Dalto Fidêncio
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