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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Afinal, o homem matou a mulher depois de a tratar muito mal à conta de ciúmes loucos. Se calhar ainda não proibiram porque o Otelo é negro e ficam na dúvida se será pior ser acusado de racismo ou de contribuir para a violência doméstica. Se calhar mudam-lhe o fim, o que seria uma pena porque o tenor canta uma das árias mais bonitas depois de a matar.
Aqui nesta versão que eu adoro (isto tem que ouvir-se altíssimo), só mesmo para fanáticos de ópera, Plácido Domingo, Piero Cappuccilli e o maestro Carlos Kleiber, no Teatro alla Scala, em 1976. Otelo jura sangue e morte à coitada da Desdémona (mas jura-lhe morte com uma voz linda!) que era a Mirella Freni.
Queria pôr aqui um dueto de ópera porque hoje passei o dia a armazenar óperas completas para a minha colecção. Descobri coisas lindas, antigas, extraordinárias que andam aí na 'net' - algumas só para fãs, mesmo. Mas não este dueto que é para qualquer bom apreciador do Otelo de Verdi. Aqui numa produção famosa do Scala de Milão, sob a direcção do Carlos Kleiber uma interpretação histórica do Plácido Domingo e do Pietro Capuccilli no final do segundo acto depois da cena em que Iago instila todo o seu veneno nos ouvidos ciumentos do Otelo. Brutal! (para ouvir alto, claro)
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