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JMV. Um desperdício

por beatriz j a, em 25.09.18

 

 

Toda a regra tem excepção. Por regra parece-me bem que a PGR, como outros cargos públicos de poder tenham mandatos limitados. Isso dá-lhes a eles possibilidade de independência e a nós segurança quanto a abusos de poder. No entanto, precisamos muito de pessoas exemplares e é tão raro neste país apanharmos uma pessoa exemplar num cargo desta relevância para a luta contra a corrupção e o crime de colarinho branco, os maiores cancros deste país, que me parece não devia desaproveitar-se a ocasião de a manter mais um mandato.

Dificilmente apanharemos tão cedo outra pessoa com estas características porque pessoas assim inteligentes, determinadas, conscienciosas e independentes são raras. Olhamos para o passado e o que vemos são casos de PGRs profundamente permeáveis e, por vezes, até manchados pelos próprios que deviam combater de modo que me parece um enorme desperdício não lhe aproveitar o labor. 

 

É triste que o Presidente não tenha visto o desperdício que é. Que o Costa não ache o mesmo percebe-se pois ele é, acima de tudo, um homem do partido e dos amigos, prioridade muito acima do interesses dos portugueses e, os do PS que o rodeiam ainda são piores que ele. É tudo gente que estava no governo do Sócrates a ver e aproveitar, caladinhos, o cerco que o homem fazia às instituições do país para se apoderar delas.

 

Toda a regra tem excepção e esta devia ter sido uma excepção. Vamos ver o que se passa nos próximos anos. Se todo o esforço desta PGR que agora sai vai por água abaixo.

 

publicado às 17:35


A quem incomoda a PGR?

por beatriz j a, em 10.01.18

 

PR angolano exonera mais um filho de José Eduardo dos Santos

 

... Costa tem muito respeitinho ao dinheiro e aos seus donos...

... Angola está em plena época de Grande Purga

... a PGR está por trás da prisão do Socas e do AngolaGate

... a ministra da Justiça tem de apelido, Van Dunem

 

O PS não gosta de gente independente não manipulável?

 

publicado às 21:02


produtividade zero

por beatriz j a, em 09.09.10

 

 

Novo ano lectivo arranca e "bullying" continua na gaveta JN

Nuno Miguel Ropio

As aulas começam sem o "bullying" estar tipificado como crime de violência escolar. E, apesar da promessa do Ministério da Educação, há cinco meses, de que o iria fazer, a Procuradoria Geral da República refere que o assunto não tem sido sequer alvo de análise.

 

A nova moda do ME é não fazer nada. Enquanto a outra não parava de asneirar esta opta por não fazer. Não fazer nada. Produziram um estatuto do aluno que é quase a mesma coisa que o que vigorava, fizeram 500 promessas, despediram milhares e depois foram de férias. Os concursos saíram todos atrasados, o fecho ndas escolas e a criação de mega-agrupamentos é a balbúrdia que se vê, mas produção...nicles batatóites... A PGR fez um estudo sobre o bullyng e o ME fez o quê? Não sei, mas calculo que o devam ter enfiado numa qualquer gaveta. Até parece que os oiço daqui:

- 'Olhe lá, o que fazemos em relação à questão do "bullying" nas escolas?'

- 'Sei lá! Estou lá para me chatear com isso! Eles que se matem todos uns aos outros que é da maneira que nos poupam problemas e dinheiro!'

 

publicado às 13:19


pois...

por beatriz j a, em 29.05.10

 

 

PGR ‘esconde’ queixa contra Sócrates CM

PGR diz que "Portugal não é um país de corruptos" P

Comissão de Inquérito (Magalhães) diz que fundação foi um "filtro", e que assim se  "mascarou uma iniciativa claramente pública" DN

 


publicado às 16:50


PGR ou PGS?

por beatriz j a, em 18.02.10

 

 

escutas

Procurador-geral da República: tentar controlar a imprensa e a TVI não é crime

Promover a alteração da linha editorial de um meio de comunicação para ser menos hostil em relação ao governo não é crime de atentado ao Estado de Direito. Segundo o "Jornal de Notícias", este terá sido o principal argumento utilizado pelo procurador-geral da República Pinto Monteiro para justificar a arquivação do caso envolvendo José Sócrates.

O JN adianta que depois de analisar as escutas, Pinto Monteiro chegou à conclusão que as pressões e interferências não são puníveis criminalmente.

 

Só falta o senhor PGR vir defender que fechar jornais e estações de TV não é crime porque é normal que um primeiro ministro queira que todos digam bem de si! Os portugueses, na sua grande maioria, mesmo os que são do PS consideram muito grave o assunto das escutas -mas não senhor PGR que desvaloriza o assunto. Por acaso até se enganou e arquivou a pasta das escutas na letra das multas de estacionamento ou algo assim...

O Mário Soares parece o padrinho do Puzo a cozinhar candidatos e a mover influencias para a perpetuação destes infames no poder.

E agora vem o Marcelo Rebelo de Sousa pedir uma espécie de Bloco Central??! Está doido?

Procurador Geral da República o Pinto Monteiro não é, porque não são os intersses da República que ele defende. Mais depressa é o PGS.

 

 

publicado às 17:21


les uns et les outres

por beatriz j a, em 12.02.10

 

 

No que respeita à vida democrática o pior de tudo é a actuação do STJ e do PGR, porque se não pudermos confiar no poder judicial para nos proteger das tentativas de abuso do poder político está tudo perdido.

É preciso dizer que o SOL esteve à altura da situação, tal como há tempos o Público, assim como alguns jornalistas que se destacam pela frontalidade e coragem -desde logo a Felícia Cabrita que já teve muitos problemas por causa do processo Casa Pia, a Moura Guedes e o Mário Crespo. Andam a fazer o trabalho que os outros dois deveria estar a fazer mas não fazem por serem 'Sócrates buddy's'.

 

 

publicado às 19:57


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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