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É o que me faz pensar o relevo deste sarcófago que representa um episódio da Ilíada. Não é verdade que os grandes escritores apanham algo perene da humanidade? Como aqui neste sarcófago onde se vê Príamo suplicar a Aquiles que lhe entregue o corpo do filho, Heitor, morto em combate pelo próprio Aquiles, para que não fique insepulto. Não vemos a derrota de Príamo e a sua humilhação no desdém com que Aquiles dá a mão a beijar ao que se ajoelha em súplica? Não vemos aqui, nesta exibição de poder, uma característica humana imanente? Há algum período ou cultura humanas onde esta característica não esteja ou tenha estado presente? Não sentimos isso como uma condição humana permanente por oposição ao Darwinismo do corpo animal?

 

 

The war at Troy - II

Priam is pleading with Achilles for the release of the body of his son Hector;

Sarcophagus representing episodes from the Iliade;

From Tyre, Lebanon, 2nd c. A.D.

National Museum of Beirut Collection

publicado às 22:27


O que gosto nesta fotografia?

por beatriz j a, em 15.10.14

 

 

 

 

Fui tirar esta fotografia a uma notícia do jornal Expresso sobre o caso das vítimas do Meco. A notícia não identifica o autor da foto nem o sítio. Parece-me o cabo Espichel.

O que gosto nesta fotografia? A figura humana. Experimento pôr um dedo em cima da figura humana para ver a paisagem deshumanizada. A beleza da Natureza mantém-se: a côr azulada da rebentação das ondas, os vários tons de cinza sobrepostos e o castanho suave da areia, que aparece como uma onda em movimento. No entanto, perde a força que lhe é dada pelo contraste da figura humana na sua quietude estática de contemplação -adivinhamos- e assombro face à pujança indómita da natureza. Se não existira a pessoa humana quem se assombraria com a Natureza e para quê assombraria a Natureza? O olhar do fotógrafo também apanhou essa perplexidade e passou-a para nós. E, de onde nos vem essa capacidade de adivinharmos a disposição interna dos outros (ainda que erradamente) só com o vislumbre de uma posição particular do corpo ou da atenção?

 

 

publicado às 04:01


perplexidades

por beatriz j a, em 16.03.11

 

 

 

Algumas coincidências deixam-nos perplexos porque não são coincidências normais e parece haver ali um sentido qualquer escondido que nos escapa.

 

publicado às 14:19


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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