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Quanto mais roubas mais o DeBorla gosta de ti?

por beatriz j a, em 25.04.18

 

 

Quando os ladrões do BPN são os que têm a confiança do ministro para mover centenas de milhões de euros... não admira que ele ache que professores não valem nada...

 

Empresa pública usa homem de confiança de Oliveira Costa para validar despedimento colectivo

O Ministério das Finanças defende que a Parvalorem pode deter e gerir activos de 800 milhões de euros, contabilizados nas contas como créditos vivos/performing, apesar de o Banco de Portugal não autorizar (como se pode ler na imagem relacionada) e de o objecto social não o prever.

 

A empresa pública Parvalorem (criada exclusivamente para gerir activos tóxicos do BPN) nomeou como perito num despedimento colectivo um membro da direcção de contencioso e recuperação de crédito, António José Duarte, que no BPN/SLN, era o braço direito de José Oliveira Costa. E que se tornou uma peça chave na mega investigação do Ministério Público ao Banco Insular, entidade virtual desconhecida do Banco de Portugal e do Fisco, para onde o BPN desviou quase mil milhões de euros.

 

Actualmente, António José Duarte integra a direcção de contencioso e recuperação de crédito da Parvalorem, a área que recebe os pagamentos e coloca os clientes em contencioso, tendo-lhe sido atribuídas funções na gestão da carteira de créditos incobráveis da ex-SLN (agora Galilei) de 1,1 mil milhões de euros.

A sua importância junto da administração de Francisco Nogueira Leite releva da sua remuneração, em termos brutos, que ascende a 6.614 euros, dos quais 4.175 euros são remuneração complementar. Recebe 773 euros de isenção de horário e 80 euros de diuturnidade (grau de antiguidade de 18,62 anos). O vencimento base (escala 12) é de 1.584 euros.

Foi a 23 de Agosto de 1999 que o antigo assessor de José Oliveira Costa entrou no BPN, onde se tornou conhecido como sendo o “homem” de confiança do presidente.

Durante as investigações que se abriram, depois de o BPN ter colapsado, em 2008, alvo de uma mega burla perpetuada ao longo de anos pelos seus dirigentes, António José Duarte passou a cooperar com o Ministério Público e o Banco de Portugal, que não o acusaram. E percebe-se porquê. O curriculum e o grau de entendimento dos detalhes dos movimentos financeiros ajudaram as autoridades a seguir o rasto do dinheiro desaparecido. É que, entre 2002 e 2007 (quando Oliveira Costa se afastou), foram desviados do BPN 9,7 mil milhões de euros: cerca de 5% do PIB português.

 

O bancário¸ que entre 1999 e 2006 exerceu funções como administrativo na direcção de operações do BPN, antes de assumir o cargo de assessor de Oliveira Costa, explicou aos deputados que, ele próprio, registara “operações para o BPN, BPN Cayman, BPN IFI, em Cabo Verde e Banco Insular" por ordem dos seus superiores. Relatou ainda, entre outras coisas, que “entre 2002 e 2009” houve “várias centenas de movimentos entre o BPN e o Banco Insular”, a instituição fantasma usada para encobrir movimentos financeiros em larga escala, pois não era conhecida do BdP e do Fisco.

 

publicado às 07:10

 

 

... porque o 'pai, sou ministro!' já está safo por essa via. Isto são factos que remontam ao ano 2000! Estamos em 2017 e só agora o caso vai ser julgado. Quantos 'Parvalorems' é que entretanto se safaram, com o dinheiro que nos roubaram, a prestar contas na Justiça? Com tanto roubo da banca e dos políticos e amigos que fica impune e incobrável não há país que aguente.

Ministério Público pede prisão efetiva para Arlindo de Carvalho e Oliveira e Costa

A acusação sustenta que Arlindo de Carvalho e José Neto terão recebido indevidamente cerca de 80 milhões de euros do BPN e do Banco Insular de Cabo Verde na qualidade de homens de confiança em negócios dirigidos por Oliveira Costa e outros altos dirigentes do grupo Banco Português de Negócios/Sociedade Lusa de Negócios (BPN/SLN).

 

publicado às 07:23

 

 

 

Mais do mesmo

 

O mesmo que dizer que até agora o custo potencial do BPN - que era um banco de pequena dimensão, mas com ligações profundas ao poder político, sobretudo a pessoas do PSD - pode ascender a 6,3 mil milhões de euros se somarmos o que já custou efetivamente ao que ainda está de fora.

O grosso dos avales do Estado (2,6 mil milhões de euros) está empatado na Parvalorem, que gere os créditos do BPN a muitos negócios obscuros e malparados.

Apesar da importância deste dossiê nas contas públicas, o relatório do OE 2017 é pobre em informação. Imita os anteriores.

 

 

Não sei porquê lembrei-me disto:

 

Bene, Don Corleone. I need a man who has powerful friends. I need a million dollars in cash. I need, Don Corleone, all of those politicians that you carry around in your pocket, like so many nickels and dimes.

(in O Padrinho)

 

 

publicado às 04:24


Isto não tem fim...

por beatriz j a, em 03.10.13

 

 

 

E são sempre os mesmos nomes... e nós a pagar...

 

BPN já nacionalizado concedeu 135 milhões de crédito de risco

Gestão nomeada pelo Governo de Sócrates, em 2008, para gerir o banco concedeu empréstimo à SLN Valor sem garantias suficientes.


O Banco Português de Negócios (BPN) concedeu, em 2010, quando estava ainda nas mãos do Estado, um financiamento de 135 milhões de euros à sociedade SLN Valor, tendo como única contrapartida acções de duas sociedades com uma situação financeira frágil. Este empréstimo - que, com os juros entretanto vencidos, soma agora um total de 159 milhões devidos - é a principal fatia de um pacote de 471,1 milhões de créditos reestruturados recentemente pela Parvalorem.

 

publicado às 10:10


da série, 'Os bastidores dos grandes golpes'

por beatriz j a, em 28.09.13

 

 

 

O Caso BPN - Alguém investiga a PARVALOREM? - Quatro mil e ...

 

Tínhamos evidenciado na penúltima nota um certo desconforto, por verificarmos que a PARVALOREM era uma das entidades que teria que dar o seu consentimento ao financiamento do Projecto Alqueva de José Roquete. Que faria a PARVALOREM embrulhada no assunto? O BPN teria concedido crédito a José Roquete no âmbito do Projecto Alqueva? Ou a PARVALOREM era parceiro de um projecto com uma componente estrutural do QREN?


Sabemos agora que o BIC partilha com a PARVALOREM os bens executados a Oliveira e Costa. Isto não é espantoso?


(muito antes do Alqueva estar acabado, anos antes, quando a legislação obrigava a que os terrenos à volta do Alqueva fossem exclusivamente para exploração agrícola, já se faziam apresentações -em outro país- com maquetas e plantas pormenorizadas de 'resorts' e condomínios com venda de propriedades. Isto, sei eu de fonte segura, de alguém que, então, assistiu a algumas dessas apresentações)


publicado às 14:47


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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