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Pois, é mais uma festa para o estúpido do povo pagar.

 

Suspeitas de subornos na Parque Escolar

 

publicado às 21:57


Barata? Não admira estarmos na falência...

por beatriz j a, em 11.04.12

 

 

 

 

Parque Escolar ficou mais barato do que programas idênticos noutros países, defende Isabel Alçada


publicado às 15:40


O pior de Nuno Crato

por beatriz j a, em 12.03.12

 

 

 

 

... nestas contas apressadas sobre a Parque Escolar? É ele ser matemático (o rigor e tal... oops) O pior da Parque Escolar nas contas que apresenta? Terem gasto três pontes e três TGVs juntos para fazer obras em três centena de escolas.

 

publicado às 16:57


Parque Escolar

por beatriz j a, em 11.03.12

 

 

 

 

Escolas de luxo com deficiências

Escolas com materiais de luxo, mas com deficiências de construção e consumos energéticos elevados são o resultado das obras, onde a Parque Escolar gastou 15,45 milhões de euros por escola, quando o custo estimado era de 2,82 milhões.

 

 

O que se passou para que cada escola custasse tanto, não sei. Nem sei como ficaram a maioria das escolas. Só posso falar da minha, que foi requalificada e está em fase de acabamento - já só está um bloco de sala de aulas e a zona do campo de jogos em obras e, de resto, andam a arranjar aquelas pequenas coisas que sobram sempre no fim das obras. 

A obra custou muito mais que 2.82 milhões. Está no cartaz da obra, à entrada da escola, o custo total da obra, que foram cerca de 13 milhões. Não sei o valor da derrapagem mas espero que este valor dê para comprar equipamento novo -mesas e cadeiras- porque o antigo que ainda usamos está completamente podre. As cadeiras são anti-ergonómicas...

A obra foi grande. Os blocos de aulas, construídos meia dúzia de anos após o 25 de Abril com materiais de segunda qualidade e algumas estruturas feitas pelos Encarregados de Educação (porque na altura não havia dinheiro), como a instalação elétrica, por exemplo, passados poucos anos da inauguração estavam já em estado de grande degradação com rachas nas paredes, infiltrações, portas e janelas que já não fechavam.... a construção era de modo a aumentar o ruído nos blocos de aulas, o bar era minúsculo, não cabia lá ninguém, as instalações sanitárias já absolutamente nojentas e feitas a pensar em pessoas muito pequenas e baixinhas...etc.

Esta obra foi grande. O espaço da escola é enorme (de longe, a escola com maior terreno em Setúbal, ocupa praticamente um quarteirão inteiro e tinha cerca de 400 árvores...) e dos blocos antigos, um que que já nem se utilizava devido ao perigo de ruir, pouco se aproveitou. A canalização, por exemplo, que estava toda podre e com problemas devido às raízes das árvores, é toda nova.

Onde antes tínhamos dois blocos de salas de aula manifestamente insuficientes, de tal modo que havia aulas a funcionar em espaços que eram de pequenos gabinetes ou arrecadações, agora temos quatro, sendo um deles só de laboratórios. Temos ainda um bloco com as valências da Mediateca, sala de estudo, sala de professores, Direcção, D.T, refeitório etc., muito bom. Construíram balneários (só havia um já sem azulejos e com infiltrações), mexeram no chão e no tecto do ginásio, construíram uma sala só para a ginástica (dantes só cabiam duas turmas no ginásio e se uma estivesse a jogar a outra não podia fazer ginástica). Dantes não havia uma sala para atender os pais e era tudo falado em frente de toda a gente, assim como não havia uma sala para atender alunos e era na sala do Gabinete Disciplinar que tudo se fazia. Os funcionários não tinham sala, a sala deles era a arrecadação, não havia um auditório, quando chovia passávamos o dia encharcados porque não havia ligação entre os blocos (agora construíram umas passagens cobertas entre os blocos), o chão estava de tal ordem que todos os anos havia bastantes quedas com entorses, fracturas, dentes partidos, etc., etc.

Os materiais são sóbrios e de baixa manutenção -não requerem pintura nem o chão requer nenhum tipo de tratamento especial. Varrer e passar esfregona. As salas têm vidros duplos e janelas viradas a sul. Mesmo nestes dias de muito frio estava-se bem dentro das salas e nem é preciso acender as luzes porque entra imensa luz pelas janelas (só há meia dúzia de salas num dos blocos novos que têm as janelas viradas a norte com menos luz). Falta fazer o teste do calor e, sobretudo, o teste da chuva. O do frio passa. Apesar de estar toda climatizada ainda não se ligou um único aparelho de ar condicionado porque o reforço das paredes e os vidros duplos isolam bem do exterior.

Não se ouve ruídos dentro das salas e isso faz uma diferença abissal no comportamento das turmas e no rendimento da aula.

Já ouvi uma ou outra queixa - os colegas de artes, que estão nas tais salas com janelas viradas a Norte, acham que as salas têm pouca luz natural. Na sala de aulas que fica mesmo à entrada do bloco ouve-se a porta de entrada no bloco a bater das entradas e saídas. Foram as únicas queixas que ouvi até agora. Pessoalmente só acho que a entrada da escola devia ter árvores de sombra (não sei porque tiraram os dois choupos que ali estavam) e canteiros de flores porque no verão vai ser uma espécie de eira ao sol e porque tem um ar de prisão com aqueles gradeamentos à volta dum terreiro de cimento. Depois, estou curiosa em saber o que vão fazer ao espaço de campo que a escola tem que é imenso. Espero que o deixem ser campo e não lhe ponham relva e parvoíces. A natureza ali é bonita e diversificada e não precisa de arranjos e os alunos gostavam de ir passear por ali nos intervalos, o que acho muito bom, quer dizer, estar na cidade e, apesar disso, ter experiência e contacto com a natureza campestre. A escola antiga tinha um enorme roseiral com rosas lindas que neste momento estão em vasos. Espero que as ponham no chão...

No geral, a escola está excelente e todos os dias nos damos conta disso. Bem sei que está nova e com o tempo é que se vai ver a qualidade das coisas, mas está muito simples, sóbria, ampla e com materiais robustos de modo que ... looks good :)

Por isso, volto a dizer, não sei como estão as outras escolas intervencionadas. Talvez isso dependa da construtora contratada, talvez dependa da fiscalização das obras... não sei... sei que esta está a ficar muito boa.

A educação também se faz com, e pelo espaço. Esta escola serve uma zona relativamente pobre. É importante que os alunos, que passam grande parte do dia na escola, estejam inseridos num espaço que eduque os hábitos, as atitudes, a imaginação, a cidadania, etc.

Ora, esta escola é agora um espaço limpo (nenhum aluno ainda sujou a escola, onde antes as paredes -da escola e das salas de aulas- estavam cheias de frases parvas e riscos, agora estão absolutamente limpas), têm privacidade de modo que respeitam a dos outros, têm a noção da diferente função dos espaços (com uma exceção, mas que não é culpa do espaço): convívio, estudo, etc.



publicado às 12:23


Ah!. Okay...

por beatriz j a, em 21.10.11

 

 

 

Parque Escolar tem 508 milhões

É por isso que esta semana a obra da escola ganhou novo fôlego. No ano letivo passado, quando começou, lá para fins de Janeiro, tinha dezenas de trabalhadores atarefados. Este ano, quando a escola recomeçou, em Setembro, parecia que tinham desaparecido...via-se um aqui, outro ali...Esta semana, quarta feira, se não me engano, parecia que os trabalhadores se tinham multiplicado. Agora já percebo. Há dinheiro fresco. Espero é que, havendo dinheiro, haja também equipamentos.

A escola está a ficar enorme. E acho que vai ficar gira. Segunda feira levo a máquina fotográfica.

 


publicado às 16:52


parque escolar via Manuel Galrinho

por beatriz j a, em 14.05.11

 

 

 

 

publicado às 14:03


obras na escola: barracadas

por beatriz j a, em 25.01.11

 

 

 

Depois da Parque Escolar ter feito uma apresentação muito formal à escola com maquetes e mapas sobre as obras, com montes de engenheiros e arquitectos a  justificar isto e aquilo, nomeadamente as razões da obra ser feita duma vez só e não faseada como inicialmente se previa, ontem ao fim da tarde a Mota-Engil mandou um mail sumário à escola a dizer que a obra, por questões economicistas vai ser feita por fases: Um Bloco de Salas de cada vez...

Ou seja: a Sala de Estudo e a Mediateca vão ficar a funcionar onde estão porque fazem parte do último Bloco que vai para obras - já estava tudo encaixotado...o mapa de sala de aulas nos contentores que já estava feito...vai ter que ser todo refeito...vamos andar a correr do campo de jogos, onde vão ser postos os contentores (não devemos chamar-lhes contentores mas monoblocos climatizados...lol) para as salas do Bloco da Mediateca que ficam na outra ponta do terreno....as obras em vez do ano e meio previsto vão durar o dobro, três anos (cinco anos é a minha aposta). Calculo que estejam numa de usar a mesma equipa de trabalhadores para dez obras ao mesmo tempo...

 

publicado às 13:31


hábitos de usar o que é dos outros

por beatriz j a, em 05.10.10

 

 

 

Escolas têm de ir às 'sobras' buscar mobiliário

Desperdício de algumas escolas fornece o de material para outras. Parque Escolar acusada de deitar fora equipamento novo.

 

Cada vez que entram numa escola para fazer aquelas cenas em pladur que chamam edifícios deitam fora tudo o que encontram. Hábitos de quem é amigalhaço do poder e está habituado a uma torneira sempre aberta por onde correm milhões de euros sem parar e a usar o que é dos outros como se fosse seu...

Entretanto a ministra bibelot assiste a tudo quanto é agravo no seu campo com um sorriso nos lábios e frases do tipo, as crianças são óptimas e o que é preciso é beber leitinhinho pela manhã.

Na minha escola, que era para ter começado obras no Natal passado, depois neste Setembro e agora parece que é em Janeiro, já nada se arranja. Tectos a cair, paredes com rachas, interruptores com espelhos que caem de cada vez que acendemos as luzes, persianas que já não sobem nem descem...o que nos vale é o jardim...por enquanto.

 


publicado às 09:45


leio e não acredito!

por beatriz j a, em 07.06.10

 

 

A sala de aula já não é o espaço mais importante da escola, acredita a Parque Escolar. A arquitectura poderá transformar o ensino? P

 

Uma escola descentrada da sala de aula, em que os alunos se espalham por espaços informais, com os seus computadores portáteis, cruzando-se com os professores na biblioteca e discutindo projectos - é esta a visão que a Parque Escolar tem para o ensino em Portugal.

 

Para a entidade pública empresarial que até 2015 vai modernizar 332 estabelecimentos de ensino por todo o país, a escola em que os estudantes não podem estar nos corredores durante os intervalos e em que tudo se centra nas salas de aula nas quais professores em cima de estrados "dão a matéria" a alunos sentados em filas de mesas e cadeiras faz já parte do passado.

 

 

Eu li e reli e ainda estou sem crer! Independentemente das virtudes de certa arquitectura para as escolas (apesar do artigo ter coisas risíveis - a cena de professores e alunos andarem a passear pela escola e por acaso encontrarem-se nos corredores e falarem de projectos que não se sabe de onde vêm uma vez que se declara o óbito do ensino, parece tirada de uma telenovela...das piorzinhas; e apesar de atirar ideias que já estão a funcionar há 500 anos, como se fossem grandes novidades...) o que me deixa estupefacta é verificar que o ministério da educação delegou as suas competências numa empresa de construção!!

O artigo todo é do género, 'A Parque Escolar pensa que o ensino dever ser assim..., a Parque Escolar diz que os professores devem ser tal...'

Eu devo ser mesmo , mesmo parva porque pensava que as questões da educação era decididas e tuteladas pelo respectivo ministério! Então é uma empresa de construção quem decide as reformas da educação e o modo como se deve trabalhar nas escolas?

Isto passou todos os limites! Todos! Todos! Todos!

 


publicado às 11:06


obras nas escolas

por beatriz j a, em 04.04.10

 

 

 

Educação   P

Parque Escolar dividiu empreitadas para evitar lançar concursos públicos

As obras das quatro escolas da fase-piloto foram contratadas por ajuste directo e consulta prévia, apesar de os seus valores ultrapassarem o limite previsto na legislação.

Em causa estão as obras de modernização, realizadas entre 2007 e 2009, nas escolas D. Dinis e D. João de Castro (em Lisboa) e Soares dos Reis e Rodrigues de Freitas (no Porto). O conjunto destas quatro empreitadas representou, de acordo com a Parque Escolar, um investimento na ordem dos 61 milhões de euros.

Os dois advogados ouvidos pelo PÚBLICO, que pediram anonimato por motivos profissionais...

 

O Estado contrata especialistas para detectar fraudes nas empresas privadas, mas antes pede-lhes que expliquem todos os truques para que possa ele mesmo usá-los? É o governo que temos - obras de renovação em 4 escolas comeram 61 milhões! Muita gente está a comer desta mangedoura das obras nas escolas, que as deixa, no entanto, cheias de buracos como queijos suíços.

Os dois advogados que falaram pediram o anonimato...como as coisas estão...

 


publicado às 09:41

 

 

Isabel Alçada foi confrontada em Beja com o desagrado da comunidade escolar

Chove dentro do pavilhão? A culpa é do clima, dizem ministra e técnicos da Parque Escolar

A ministra da Educação, Isabel Alçada, foi ontem surpreendida durante a visita à Escola D. Manuel I, em Beja, com uma situação inesperada: o pavilhão polivalente coberto, acabado de construir - ao abrigo do projecto de requalificação do edifício escolar -, deixa entrar água a ponto de interditar o espaço às aulas de Educação Física.

"Foi-me dito que o miniclima de Beja está relativamente diferente, graças ao Alqueva, que refrescou a cidade, e que tornou um pouco mais húmida esta zona."

 

Livra! Esta Parque Escolar deixa as escolas tipo queijos suíços. Espero que não haja obras na minha escola, porque a única coisa que tem de bom, e é excelente, é o campo e o jardim, que são extraordinários. Há salas na escola onde, ao olharmos pela janela parece estarmos nos Alpes, com uma vista de cedros e pinheiros. E tem uma zona campestre com oliveiras do Paraíso, sobreiros, mirtílios selvagens, medronheiros. E o jardim tem um roseiral lindo. Ora, já ouvi dizer que vão destruir a parte de campo e jardim para substituir por cimento para estacionar carros! Só de pensar nesse crime fico doente!

Como os blocos devem ficar tipo queijos suíços depois da intervenção da Parque Escolar, prefiro a escola velha e podre como está mas com o campo e o jardim intactos do que nova e podre mas sem jardim e campo.

 

 

publicado às 13:50


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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