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(do blog Arlindovsky)

 

Ex.mo Senhor Líder parlamentar do Partido Socialista,

Escrevo-lhe para lhe manifestar a profunda repulsa que as suas declarações infelizes e precipitadas me causaram (e a diversas pessoas ligadas ao ensino) ao falar da “lógica do professor primário” (como coisa que se entende que considera seja pouco inteligente e até estúpida).

As declarações, ainda mais infelizes e alucinantes, de Sua Excelência o Senhor Presidente da República não justificam que, para criticar declarações erróneas e delirantes de um professor universitário reformado (que encerram nas palavras, mau espírito e limitações de expressão), ofenda os professores de outros níveis de ensino.

Começo por lhe recordar que a designação oficial hoje já não é professor primário mas professor do ensino básico. Até há uma piada comum em que se diz que só mesmo governantes que pouco prezam a educação chamariam oficialmente ao ensino fundamental, básico (que pode querer dizer pouco inteligente) e ao nível seguinte, secundário (que pode querer dizer pouco importante).

A polissemia das palavras é um processo fascinante mas as suas, nas declarações citadas, tem pouca diversidade de entendimentos possíveis e são, tão só, pouco eficazes politicamente e desrespeitosas, ao associar a um grupo profissional inteiro uma lógica que se percebe tenta degradar.

No passado, os professores primários eram respeitados e estimados. E a sua lógica de sacrifício e esforço não era vista como coisa errada e a merecer ser tratada como coisa de palermas.

Oriundo de uma família que, desde 1906, tem gerações seguidas destes profissionais (alguns deles condecorados pelo Estado português e por Presidentes da República, mais interessantes que o presente, pelo seu serviço abnegado e esforçado), entendi as suas declarações como sendo uma crítica ao Presidente da República, imputando a esse professor universitário, tendo em vista degradar as suas palavras, uma “lógica de professor primário” que seria uma coisa má, fraca e até pouco inteligente.

Ora isto é ofensivo, mostra desconhecimento e desprezo por uma profissão essencial e mesmo que possa vir dizer que foi lapsus linguae evidencia que no espírito dos dirigentes do PS continua a existir a lógica dos “professorzecos” que um ilustre dirigente do Ministério da Educação popularizou.

Para agredir verbalmente um do ensino superior chama-se-lhe professor primário. Muito básico como jogo político…..

Falta de respeito, falta de conhecimento, falta de senso político. E não era tão simples, já que queria criticar, dizer de forma eficaz que o que o Senhor Presidente disse foram frases ilógicas na boca de um professor universitário de finanças que, às vezes, nem parece ser? Amachucava quem queria e não dava um sinal político subtil, mas profundo, por vir da alma íntima, de que o PS continua a não entender nada das asneiras que andou a fazer em matéria de educação nos tempos da legislatura última em que governou.

Este professorzeco do ensino básico, na lógica dos professores primários que foram seus antepassados, que se sentiriam perante esse despropósito, espera que corrija a mão e peça desculpa, num ato de contrição sério em que, além destes jogos florais e do “chamar nomes” nos apresente ideias que tem faltado para resolver, por exemplo, os problemas reais da educação.

Com os melhores cumprimentos,

Luís Sottomaior Braga (professor do ensino básico – grupo de recrutamento 200)

 

 

publicado às 14:56


Ora aqui está uma coisa bem feita

por beatriz j a, em 04.11.14

 

 

 

04-11-2014 19:17
Decisão foi tomada pelos conselhos superiores da Magistratura e do Ministério Público, que saem em defesa dos funcionários judiciais portugueses que estão em Díli.
 
 

publicado às 23:18


Acho bem

por beatriz j a, em 23.08.11

 

 

 

Futebol

Árbitros exigem pedido de desculpas do Sporting para não boicotarem jogos do clube

Compreendo a posição dos árbitros. Não acho aceitável que os dirigentes comecem as conversas sobre os árbitros dizendo que são todos incompetentes ou corruptos. Há muito árbitro honesto e competente apesar do trabalho deles estar muito mal enquadrado de modo a serem presa fácil de dirigentes, eles sim, corruptos... quer dizer, ainda há duas semanas um árbitro andava muito bem às compras no Colombo e saiu de lá para o hospital sem dentes... se alguém tem provas ou desconfianças de um árbitro faça queixa à entidade competente. O que não é aceitável é esta ofensa pública constante.

Isto é o que fazem aos professores: ofensa pública constante. Ainda há pouco tempo o ministro Crato acusou os professores de não serem empenhados! Que diabo! Está lá há dois meses e já aprendeu a arte de desmotivar professores com ofensas. A linguagem não é inconsequente.

 


publicado às 13:22


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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