Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Programa de novas oportunidades para ministros

por beatriz j a, em 18.10.19

 

 

publicado às 14:47

 

 

Actor to join ex-foreign secretary William Hague as ‘professor in practice’ as part of new MSc in women, peace and security.

 

Desde que as universidades se tornaram em empreendimentos cujo único objectivo é o lucro e não a educação que se assiste a uma decadência galopante. Primeiro aceitaram, a troco de dinheiro (ou favores políticios, o que vai dar ao mesmo porque estes sempre se traduzem em dinheiro) licenciar pessoas por equivalências (a 40 cadeiras, se for preciso), com o argumento de serem pessoas com experiência de vida na área em questão... tipo à Relvas. Agora, como se isso não bastasse contratam-nos como professores.

 

Na London School of Economics, uma instituição que passa por ser conceituada, a Jolie e Hague são os novos professores. Inventaram um termo pomposo, ‘professor in practice’, como pretexto de quererem ter na faculdade celebridades que, naturalmente, arrastam muito dinheiro em alunos que querem sentar-se a três metros delas e em financiamentos. Tudo para o deus lucro. O Barroso também anda por aí a dar aulas no mesmo contexto de pessoa sem estudos nem pensamento para leccionar mas com experiência em... sei lá... ser péssimo no trabalho...?

 

Uma coisa é convidarem estas pessoas para irem a uma aula relatar a sua experiência no campo, outra bem diferente é porem-nas a leccionar cadeiras. Há centenas de jovens com doutoramentos, publicações e trabalho feito à procura de emprego, gente que estudou durante muitos anos uma certa área e que fica à porta, porque em seu lugar entram as celebridades que são especialistas em... ser celebridades, em dizer superficialidades, porque para se dizer algo mais que superficialidades é preciso ter-se estudado e pensado nos assuntos com profundidade.

 

Cá em Portugal também já aconteceu pessoas terem o curso de professoras primárias, fazerem um ano universitário e terem licenciatura por equivalência, depois irem fazer mestrados e acabarem nos governos a fazer grandes estragos porque são pessoas sem formação mental. Sim, a universidade e os anos de estudo e trabalho que é preciso para se fazer um mestrado e um doutoramento, não só dão conhecimentos como formam a mente.

 

Enfim, mais uma universidade a entrar pelo caminho da superficialidade. 

Hoje em dia as boas universidades são aquelas que, não tendo dinheiro para contratar estrelas de Hollywood ou do Conselho Europeu, investem em professores que efectivamente estudaram os assuntos e têm algo importante a dizer e as que ainda têm prestígio, têm-no, não por serem ainda excelentes, como foram, a formar pessoas, mas por serem excelentes a fornecer connections que promovem os estudantes a gente de sucesso, futuras celebridades da política e da economia que andam por aí a estragar o mundo (um aparte - li que a CGD está com grandes prejuízos. É preciso ser de uma enorme incompetência para pôr o banco do Estado, onde todo o dinheiro vai parar, a ter prejuízo).

 

 

publicado às 05:30

 

 

A vantagem, para os alunos que completam o secundário através do ensino recorrente, resulta do facto de, no limite, este permitir fazer o secundário num único ano lectivo e ser comparativamente menos exigente.

 

Nesta modalidade, o secundário pode ser feito de forma não presencial, através da realização de provas elaboradas e avaliadas por professores da própria escola e não depende da realização de qualquer exame externo, nacional, ao contrário do que acontece no ensino regular. Foram estas condições que tornaram possível que, em pelo menos três casos verificados pelo PÚBLICO, alunos que se candidataram no ano passado a Medicina com média de secundário inferior a 18 valores tenham voltado a apresentar candidatura, este ano, com média de secundário de 20 valores, conseguindo assim ingressar no curso.


Através do gabinete de imprensa da Secretaria de Estado do Ensino Superior, o MEC informou que ainda estão a decorrer as análises de dados que permitirão saber qual o percurso escolar das dezenas de alunos que entraram em cursos de Medicina com a média redonda de 20 valores no secundário. Cecília Oliveira, directora da Escola Secundária José Macedo Fragateiro, de Ovar, sabe que vários estudantes com aquela nota saíram do Externato Luís de Camões, uma escola particular do mesmo concelho, que apenas ministra ensino recorrente a 132 alunos dos 10.º, 11.º e 12.º anos.

 

O director do Externato Luís de Camões, Hipólito Almeida, frisa que "tudo decorre dentro da legalidade". "São alunos muito bons, determinados em entrar em Medicina, que encontram no nosso estabelecimento um ensino de qualidade e conseguem resultados de excelência"

 

'Tudo decorre dentro da legalidade'...pois esse é que é o problema...o que deveria ser proibido é legal e incentivado nas Novas Oportunidades e no Ensino Recorrente... é a herança da Lurdes Rodrigues com o aval do Roberto Carneiro.

 

publicado às 16:33


oportunidades?

por beatriz j a, em 03.06.11

 

 

 

Uma colega contou-me ontem que há tempos inscreveu-se para dar formação nas Novas Oportunidades: cem horas. Disse-me que nunca mais o voltaria a fazer porque foi uma experiência muito má.

As pessoas que se inscrevem para as Novas Oportunidades aparecem a pensar, convencidos por alguém, que a história de vida de cada um é equivalente ou igual a uma formação académica. Por isso, não se vêem como pessoas em formação mas como pessoas que não têm nada a aprender com ninguém. Disse-me ela que nos portfólios que têm de construir com a história de vida dizem coisas sem nenhum conteúdo objectivo e escrito de tal modo que na maior parte das vezes nem se percebe o que estão a dizer. Mas não aceitam correcções e dizem imediatamente aos professores formadores que aquilo é a história de vida deles e que portanto não é para ser criticada ou corrigida. À sugestão de aprenderem a contá-la com melhor linguagem e mais objectividade ofendem-se e dizem que não têm nada a aprender com ninguém porque já trabalharam muitos anos, etc.

Ou seja, alguém convence estas pessoas que experiência de vida e saber académico são coisas equivalentes de tal modo que as pessoas não têm consciência das lacunas nos seus saberes e não aceitam ser formados, reagindo até com uma certa agressividade à mera sugestão de corrigirem o modo como apresentam os trabalhos.

É por isso que as pessoas das Novas Oportunidades deveriam sujeitar-se a examens nacionais iguais aos outros para obter certificação. A coisa como está feita é um embuste e uma injustiça para quem estuda no ensino regular.

 

publicado às 12:10


novas oportunidades

por beatriz j a, em 18.05.11

 

 

Comissão Permanente debate programa Novas Oportunidades a pedido do PS

 

A deputada Ana Catarina Mendes frisou que o programa é elogiado por instituições internacionais «como a UNESCO», que já é alvo de «uma avaliação por parte de uma prestigiada universidade portuguesa» e que «é coordenado pelo ex-ministro da Educação Roberto Carneiro».

 

É assim que se fazem as coisas: carimba-se uma iniciativa com um nome que tem prestígio, neste caso o Roberto Carneiro (que foi ministro da educação quando foi preciso ter os portugueses todos com o certificado do nono ano...  e pensa mal dos professores como se sabe), e associa-se-lhe uma universidade também de prestígio -neste caso a Católica- e já todos assumem à partida que o trabalho é de excelência. Que o estudo 'independente' tenha sido encomendado pela entidade que patrocina a causa e a quer ver enaltecida, é coisa de menor importância... Agora, munidos de dois nomes até vão ao Parlamento defender o indefensável. Ah! Mas é tudo duma universidade de elite e de um tipo de elite. Como se as pessoas ditas de elite fossem sempre muito boas e desinteressadas em tudo o que fazem (agora lembrei-me do DSK que está preso e era o próximo Presidente da França) e como se as Universidades fossem constituídas de anjos desinteressados...

A atitude das pessoas face ao poder e aos títulos das 'elites' é sempre a mesma: deslumbramento bacoco.

 

publicado às 06:46


Ora aqui está uma boa ideia!

por beatriz j a, em 16.05.11

 

 

 

Passos quer auditoria às Novas Oportunidades

publicado às 22:59

 

 

A entrevista de Luis Capucha, director da Agência Nacional para a Qualificação, ao P sobre o programa das Novas Oportunidades é vergonhosa. Fala em avaliação externa, que sabemos consiste em perguntar aos que lá se formaram se estão contentes...lol. Diz que graças a ele o panorama escolar já está a mudar!!! Pois está! Esse é um grande problema porque ele assume que não há necessidade de aprender, basta cumprir procedimentos e mostrar experiência de vida...Dá como exemplo autarcas com o sexto ano (não admira que o país esteja como está...) saberem muito mais que alunos com o 12' ano, confundindo conhecimentos especializados e sistematizados com esperteza e experiência de vida.

Uma pessoa lê entrevista e compreende muita da mediocridade da educação neste país. Tem a orientá-la gente, ou medíocre, ou pouco séria...

 

Há uma ruptura com a lógica de disciplinas, das metodologias de ensino e aprendizagem para uma lógica mais abrangente de evidenciar o que o adulto sabe e integrar a sua experiência. Um autarca com o 6.º ano não tem experiência e competências que lhe permita terminar o secundário? Não tem mais do que um jovem de 18 anos que conclui o secundário? Não vou preocupar-me com o tempo que as pessoas levam a adquirir um certificado. Eu preocupo-me se o mecanismo da avaliação está a ser cumprido com rigor. Quem passar pela INO tem que passar por todos os saberes. Os nossos alunos têm que demonstrar competências.

 

Que atraso de vida! Há uma ruptura com a lógica de disciplinas, das metodologias de ensino e aprendizagem!!! O que ele está a dizer é que não há ensino! Mas o pessoal gosta. Os autarcas já não se envergonham de continuar nos cargos com a quarta classe antiga. Já podem apresentar um diploma! Como certos pseudo-egenheiros e Varas... a lógica é exactamente a mesma. E essa coisa do tempo que levam a obter um certificado parece-lhe uma minudência mesquinha. Ficamos a pensar, sabendo que o próprio passou de operário a professor universitário, qual terá sido o seu percurso académico?

Este é da mesma escola que a Lurdes Rodrigues, que de resto, apadrinhou esta ideia. Tudo o que essa mulher fez tem resultado em desgraça, catástrofe e retrocesso, mas continuam a apostar nas ideias e nas pessoas dela...

Como se pode ter esperança na educação neste país se são estas as pessoas que andam nos lemes...

publicado às 11:45


notícias assustadoras

por beatriz j a, em 12.09.10

 

 

 

Segundo Isabel Alçada, antes do programa Novas Oportunidades ter arrancado - em 2005 - «só 15 mil adultos terminavam formação», mas hoje «mais de um milhão e 200 mil portugueses inscreveram-se em cursos das Novas Oportunidades», tendo 400 mil completado a qualificação e mais de 300 mil estão em vias de completar.

 

Quem se aproveita de oportunidade é oportunista.

Uma parte deste milhão e duzentos mil oportunistas serão os futuros professores, médicos, engenheiros, políticos (bem...à política já chegaram há muito tempo), gestores, escritores, historiadores, cientistas, etc.

Quem é que quer isto? Quem é que quer viver num país de oportunistas? Quem quer viver num país de gente formada nas Novas Oportunidades?



publicado às 12:36


certificados à moda de Sócrates

por beatriz j a, em 19.08.10

 

 

 

Certificados do 12º ano vendidos na Internet por 400 euros

por Filipa Martins, 

 

O i tentou comprar um portefólio que dá acesso ao 12.º ano das Novas Oportunidades. Pediram-nos 400 euros

publicado às 09:08


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D



Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Edicoespqp.blogs.sapo.pt statistics