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De repente, percebemos que as maternidades do país estão presas por fios.

Inês Cardoso

Num país de baixa natalidade, é essencial não apenas assegurar capacidade de resposta, mas transmitir total confiança às populações.

Em contagem decrescente para as legislativas, o PCP e o Bloco de Esquerda reagiram de imediato e chamaram responsáveis técnicos e políticos ao Parlamento. É bom lembrar, contudo, que os orçamentos do Estado dos últimos anos tiveram a sua aprovação.

 

Aqui há meia dúzia de anos aquele Raposo que escreve para o Expresso publicou uma crónica, que na altura comentei, em que defendia, de um modo indirecto, que as mulheres de 30 anos (as outras já são lixo...) deviam ser assediadas pela sociedade no sentido de serem mal vistas se fossem procurar emprego antes de terem filhos e ficarem dois anos em casa a tomar conta deles. Acrescentava ainda que percebia que as mulheres portuguesas quisessem trabalhar para não serem vistas como "dondocas" mas que isso havia de passar se os homens ajudassem, ou até, partilhassem, as tarefas de casa.

[No ano passado, numa grande reportagem do Diário de Notícias("Porque é que os Suecos têm mais filhos?"), a jornalista Céu Neves ouviu um casal sueco típico: "não é um risco ter filhos. E isso é bem visto por todos incluindo os patrões. O que é mal visto é uma mulher de 30 anos procurar emprego, porque se espera que tenha filhos e esteja com eles nos primeiros anos de vida". Ora, se um homem português dissesse publicamente que as mulheres devem ficar em casa dois anos a tratar dos filhos, o Carmo e a Trindade cairiam no dia seguinte. O sujeito seria acusado de machismo, de salazarismo. Se uma mulher portuguesa dissesse a mesma coisa, o Carmo e a Trindade cairiam duas vezes. A senhora seria acusada de subserviência, seria queimada nos autos-de-fé das brigadas da linguagem. ]

 

O problema é este: os decisores portugueses, quase todos homens, mas também mulheres educadas neste sistema clerical/patriarcal entendem que os filhos são um problema das mulheres.

No artigo deste indivíduo nem uma única vez se diz que a sociedade devia pressionar os homens a não procurar emprego antes de terem filhos e ficarem em casa dois anos a tratar deles porque o problema dos filhos, no entender dele, não é dos homens, é das mulheres - embora os homens reservem para si as decisões acerca do que as mulheres podem e não podem fazer, relativamente ao seu corpo.

 

O homem é um ser humano substantivo, com ideias, projectos, presença e investimento no mundo, a mulher é uma categoria funcional, serve para ter filhos e cuidar deles. Talvez depois se deixe que tenha um trabalho para não parecer "dondoca". A ideia de que as mulheres tenham ideias, projectos de vida, ambições, preocupações científicas, sociais, filosóficas, etc. que as motivam mais que ter filhos e que se realizem no trabalho, nem lhe passa pela cabeça. 

 

Portanto, estes homens que são os decisores políticos e seus influenciadores, demitem-se do problema dos filhos mas assumem-se como proprietários e decisores do corpo das mulheres.

As mulheres têm que ter os seus filhos e tratar deles, de preferência aos 30 anos.

 

Porque é que o dever de ter filhos e tomar conta deles não é estendido aos homens? Afinal, se os homens são capazes de fazer filhos e se há mulheres que querem ter filhos, e se os homens são perfeitamente capazes de cuidar e educar filhos como as mulheres, porque não obrigá-los a eles também a ter filhos aos 30 anos e a cuidar deles dois anos...?

 

Porque a revolução francesa, de que somos politicamente e socialmente herdeiros, teve como grande mérito, como sabemos, a ideia de que a liberdade é igual, em direitos, em todos os seres humanos, ao contrário do que acontecia até então, onde os reis e nobres em geral eram livres (como os ditadores, imperadores, etc.), entenda-se tinham a liberdade de escolher e ditavam as condições de vida aos outros, que eram obridados a submeter-se-lhes.

Ora, o que acontece é que a sociedade em que vivemos, clerical e patriarcal por tradição, não quer estender às mulheres esse código de liberdade. Por essa razão parece aceitável que um homem decida ter uma vida sem filhos ou decida tê-los mas se escuse a cuidar deles mas já não parece aceitável que uma mulher seja livre de tomar exactamente a mesma decisão.

 

Enquanto a sociedade não perceber que o problema dos filhos é também um problema de perpetuação da pátria que a todos diz respeito, o problema da natalidade não se resolve; enquanto a sociedade não perceber que as pessoas todas e não apenas os homens, têm direito a escolher o seu projecto de vida em liberdade, inclua ou não filhos, o problema não se resolve; enquanto a sociedade for patriarcal e não criar condições para que os filhos não sejam vistos como um obstáculo ao desenvolvimento pessoal, em liberdade, das mulheres, o problema da natalidade não se resolve.

 

Da mesma maneira que não se resolve o problema da falta de médicos no interior dizendo-lhes que é preciso médicos no interior ou obrigando-os a ir para lá como recrutas à força mas criando desenvolvimento e condições de atracção no interior, também o problema da natalidade não se resolve enquanto não se criar condições de vida que tornem a parentalidade uma tarefa apreciada e bem vinda socialmente com apoios e estruturas que a facilitem.

 

Não haver obstetras nem maternidades a funcionar não é um bom princípio.

 

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publicado às 13:39

 

O software de Hamilton impediu que o pouso na Lua fosse abortado. Margaret publicou mais de 130 artigos, atas e relatórios relacionados aos 60 projetos e seis programas importantes nos quais ela esteve envolvida. Em 22 de novembro de 2016 foi premiada com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama, honraria recebida por seu trabalho sobre o desenvolvimento do software de voo a bordo das missões Apollo da NASA. (Wiki)

[foi preciso chegar a 2016 e a Obama para lhe reconhecerem, publicamente, mérito. entretanto, quantos tipos já receberam medalhas, prémios e honras por estas mesmas missões...?]

código de programação é isto:

 

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publicado às 08:09


Coisas positivas

por beatriz j a, em 27.12.18

 

Uma pessoa arranjar-se e querer parecer bem não tem mal nenhum mas esta obsessão por pressão da sociedade é sintoma de uma ordem de prioridades pouco saudável. A quantidade de alunas que têm sempre aquelas unhas de gel impecáveis, para as quais pagam regularmente... não sei, deve andar nos vinte e tal euros, mas depois se queixam do preço de uma visita de estudo que os professores conseguem arranjar por dez ou doze euros, incluindo entradas nos sítios mais viagem, não é saudável em termos do que é considerado uma prioridade na vida das pessoas.

A pressão social para as mulheres estarem sempre bonitas e perfeitas não é saudável. 

 

 

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publicado às 09:56


Right...

por beatriz j a, em 30.07.18

 

The more women there are in a profession, the lower the salaries

... and vice-versa.

 

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publicado às 16:53

 

 

... como a diferença salarial entre homens e mulheres, a distribuição de cargos de poder, etc.

 

El país con más mujeres científicas es... Portugal

El porcentaje de portuguesas en carreras de ciencias dobla al de la japonesas

 

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publicado às 15:43


Histórias

por beatriz j a, em 17.08.17

 

 

Como ando muito de táxi conheço muitos taxistas e eles contam-me as suas histórias. Hoje apanhei um táxi e o motorista era um contramestre, reformado recente da marinha mercante. Contou-me histórias enquanto íamos pelo caminho mais longo, a ver o azul do rio, de perto. A única rota que não gostava de fazer era a que acabava no porto de Jeddah, na Arábia Saudita. Não havia nada para fazer, não se podia ir beber uma cerveja. As mulheres parecem fantasmas negros, agachadas atrás dos homens. Aquilo mete um dó, dizia-me ele, parece que já estão vestidas com a mortalha que hão-de levar para a tumba. Pois, é isso... mortas em vida...

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publicado às 17:54


#Mantradodiadehoje

por beatriz j a, em 04.02.17

 

 

 

 

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publicado às 06:59


À atenção do secretário geral da ONU

por beatriz j a, em 08.01.17

 

 

Arabia Saudíta: siete hombres violan a una mujer y los tribunales del país la condenan a ella a 6 meses de cárcel y 200 latigazos

 

Quando é que alguém faz alguma coisa para acabar com a escravatura das mulheres às mãos de assassinos? Quando é que alguém tira o tapete a todos os países que vivem da escravatura das mulheres?

 

 

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publicado às 13:41

 

Saudi woman pictured not wearing hijab faces calls for her execution

One social media user said: 'Kill her and throw her corpse to the dogs'

 

 

... uma mulher tira uma fotografia sem o pano na cabeça e agora anda meio fugida para não a decapitarem. E é este país que assume importância na ONU em cargos dos direitos humanos. É, também, por estas coisas, que a ONU está no descrédito que se sabe.

 

 

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publicado às 08:59


Femen versão 1922

por beatriz j a, em 18.11.16

 

 

Os zelotas são de todas as eras.

Women in Chicago being arrested for wearing one piece bathing suits, without the required leg coverings.

 

 

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publicado às 18:33


Mitologia do preconceito universal

por beatriz j a, em 13.09.16

 

 

 

 Detail from The Roses of Heliogabalus by Lawrence Alma-Tadema, 1888

 

 

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publicado às 07:11

 

 

 

Ontem na ginástica deram, primeiro o salto de cavalo masculino, depois a trave feminina. O comentário ao exercício dos homens foi muito bom. Disseram tudo: o nome dos saltos, as características físicas e psicológicas, a performance de cada um dos atletas até do ponto de vista da física, a história dos saltos, a evolução do exercício, etc. Quando chegou à trave feminina parecia que nem sabiam o tipo de exercícios que elas faziam na trave... lembraram-se de dizer que a ginástica feminina tinha uma hegemonia das amercianas porque não era como a dos homens onde havia muita competitividade, o que não é verdade e desvaloriza a ginásica feminina; depois disseram que as mulheres têm o problema de muitas serem muito novas e pouco desenvolvidas e que nos homens não é assim, o que não é verdade já que há grandes diferenças de idade entre os ginastas homens e esquecendo que a ginástica feminia é de técnica e equilíbrio, sobretudo, enquanto a dos homens é de força, logo têm que ser diferentes nas características. Para além disso as raparigas têm desenvolvimentos muito diferentes na adolescência. Enfim, no geral estiveram calados e de vez em quando um dizia, 'houve um desequilíbrio, ela fez um acerto' e pouco mais. Isto do aparelho mais difícil e interessante de toda a ginástica, feminina e masculina. Achei inacreditável de mau. E tudo com um ar enjoadinho o que faz diferença com os comentário entusiasmado dos ginastas homens.

Hoje está a ser igual. A barra masculina teve um comentário como deve ser e agora o solo feminino até parece que não sabem os exercícios delas... só falam no corpo delas e na idade e de resto é o silêncio. Mau, mesmo.

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publicado às 18:55


Admiro a resiliência desta mulher

por beatriz j a, em 07.08.16

 

 

... independentemente de ser ou não uma boa candidata a Presidente. É preciso ter muito valor para vencer num meio extremamente sexista, estúpido e fútil como é o dos políticos. O que admiro é a capacidade dela sorrir enquanto ouve vezes sem conta que tem demasiadas opiniões, que é muito crítica, que assim não gostam dela, que depois não se admire que tenham medo dela, que devia sorrir mais que fica mais feminina e outras parvoíces porque estas coisas que uma pessoa houve infinitas vezes durante a vida, a maior parte das vezes de pessoas fúteis e sexistas, irritam profundamente e dão vontade de dar respostas tortas.

 

 

 

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publicado às 07:58


Antes era assim

por beatriz j a, em 01.05.16

 

 

 

... porque o papel natural da mulher era ser mãe e a pretensão de ser e ser vista como pessoa ou profissional era tão alienígena que tinha que ser legislada e controlada. Ainda não nos afastámos muito disto. E, como se vê, há um ministro e um director que têm todo o poder nas suas mão: estamos outra vez nisso... 

 

 

 

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publicado às 09:55

 

 

É fazer o que estas mulheres fizeram: fizeram o que tinham a fazer e lixaram-se para os medíocres deste mundo -  que geralmente suportam os egos uns dos outros.

 

 

These are just some of the women who, historically speaking, didn’t give a single f*ck.

 

1. Dr Elizabeth Blackwell (1821–1910)

Dr Elizabeth Blackwell (1821–1910)

Hulton Archive / Getty Images
 

English-born physician Elizabeth Blackwell was the first female MD in the United States. Rejected by many medical schools due to her gender, she ended up getting a place at the Geneva Medical College in New York, where she had to put up with a lot of douchebag classmatesand a professor who thought she should leave the room for lectures on reproductive anatomy in order to protect her “delicate sensibilities”.

Turned out she didn’t give a f*ck about delicate sensibilities and went on to become a world-famous obstetrician.

 

2. Annie Smith Peck (1850–1935)

Annie Smith Peck (1850–1935)

It is quite possible that no one has ever given less of a fuck in a photograph than mountaineer Annie Smith Peck.

Peck scaled all the major mountains of Europe, then went to South America, where in 1908 she was the first person to scale Peru’s highest peak, Mt Huscaran, gaining international acclaim.

She was also an influential scholar, writing multiple books and lecturing around the world. She kept climbing until the age of 82.

Oh, and she didn’t wear the long skirts expected of women at the time.

And people were like, “OoOOooOooOh but Annie! Such immodesty!”

But did she give any f*cks about them?

Did you, Annie?

Did you, Annie?

LOL, nope.

 

3. Mary Lou Williams (1910–1981)

Mary Lou Williams (1910–1981)

Mary Lou Williams, pictured third from the left not giving a single f*ck, was a pianist prodigy and one of the most influential musicians and composers of the first three decades of jazz. She performed professionally from the age of 12, was a great influence on “Kansas City swing” big-band jazz and bebop, composed music in multiple genres, and was 100% badass all of the time.

Here she is again, without a second to spare for anyone’s bullshit.

Here she is again, without a second to spare for anyone's bullshit.

Picasa http://3.0
 

4. Sojourner Truth (1797–1883)

Sojourner Truth (1797–1883)

Abolitionist and women’s rights activist Sojourner Truth once engaged in the following exchange with the young suffragist Harriot Stanton Blatch in which she gave literally no f*cks:

Harriot Stanton Blatch: “Sojourner, can’t you read?”
Sojourner Truth: “Oh no, honey, I can’t read little things like letters. I read big things like men.”

SOJOURNER.

 

5. Ada Lovelace (1815–1852)

Ada Lovelace (1815–1852)

Ada Lovelace was a mathematician (and an absolute baller) who is widely considered to have written the first computer program, working with Charles Babbage on his plans for a sort of proto-computer, the “analytic engine”.

Babbage once entreated her:

 

“Forget this world and all its troubles and if possible
its multitudinous Charlatans – everything in short but
the Enchantress of Numbers.”

Which basically meant:

“Don’t give a single f*ck.”

 

6. Beatrice Potter Webb (1858–1943)

Hulton Archive / Getty Images

Beatrice Potter Webb was a social reformer, economist, and historian who campaigned with her husband Sidney for policies to benefit the urban poor, working towards the first minimum wage laws, developing the early Labour party in Britain, authoring hundreds of books, and founding the London School of Economics – all while giving no f*cks.

 

7. Lilian Bland (1878–1971)

Lilian Bland (1878–1971)

Journalist and aviator Lilian Bland lived a life full of badassery. In 1910, she built her own plane in Ireland. She didn’t have a fuel tank for it, so she fashioned one from an empty whisky bottle and her aunt’s ear trumpet. She then flew it for 30 yards – a very impressive flight for those days.

Her hobbies included smoking, wearing trousers, martial arts, motor cars, and swearing. She passed her retirement in Cornwall gambling, drinking, and painting – all the while, of course, giving no f*cks.

 

8. Ethel L. Payne (1911–1991)

Ethel L. Payne (1911–1991)

National Association of Black Journalists / Via nabjglobal.com

Ethel L. Payne was an absolutely kickass investigative journalist who covered the American Civil Rights Movement and international affairs. As a member of the White House Press Corps, she once famously pissed off President Eisenhower with her persistent questioning on desegregating interstate travel, leading him to ignore her in future press conferences like an absolute ninny.

Over the course of a long career, she reported for the Chicago Defender on stories from across the globe, and became the first female African-American commentator on a national network when she was hired by CBS in the 1970s. Some detractors complained about her assertive questioning style. Luckily, she did not give a single f*ck about those assholes.

 

9. Murasaki Shikibu (973–1025…ish)

Murasaki Shikibu (973–1025...ish)

Murasaki Shikibu was a lady-in-waiting in Japan’s imperial court during the Heian period, and wrote what is believed to be the first novel in human history: The Tale of Genji.

Her father apparently praised her intelligence, but lamented that she was “born a woman”. In her diary, she records that she learned Chinese by listening through the door to the lessons her father gave her brother, because women were not meant to learn Chinese. Murasaki Shikibu, however, gave no f*cks about this whatsoever.

 

10. Nellie Bly (1864–1922)

Nellie Bly (1864–1922)

H. J. Myers / Via nn.wikipedia.org

Nellie Bly was a daring and influential investigative journalist who wrote groundbreaking stories about political corruption and poverty. She once faked madness in order to report undercover from an abusive mental institution in New York City, which led to outcry and reform. Her jealous peers referred to her investigations as “stunt reporting”, but Nellie, of course, didn’t give a f*ck about those whiny little shits.

Oh, and she once travelled around the world in a record-breaking 72 days, just ‘cause.

 

11. Nzinga Mbandi (1583–1663)

Nzinga Mbandi (1583–1663)

Nzinga Mbandi, the Queen of Ndongo and Matamba (modern day Angola), was a straight-up boss bitch. She took power when her brother Ngola Mbandi died in 1624, and gained international acclaim for her brilliance in diplomacy, military tactics, and giving zero f*cks. Her skill in warfare, espionage, trade, alliance-building, and religious matters helped her hold off Portuguese colonialism for the duration of her life.

Nzinga, you literal queen.

 

12. Hedy Lamarr (1914–2000)

Hedy Lamarr (1914–2000)
Archive Photos / Getty Images
 

This is the face that Austrian-born American actress and inventor Hedy Lamarr would make when she gave no fucks, which is to say, the face she made every single day. She invented “frequency hopping” technology, which was put to use in a secret communications system and in radio-controlled torpedoes in WWII, which in turn laid the foundations for future technological developments such as Wi-Fi and GPS.

She was also a movie star.

Because why the f*ck not?

 

fonte: 12-historical-women-who-gave-no-fcks/

 

 

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publicado às 04:44


Agora já parece desrespeito?

por beatriz j a, em 03.03.16

 

 

Isto é assédio.

 

 

 

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publicado às 12:20

 

 

Daesh settles who can have sex with female slaves

In September 2014 more than 120 Islamic scholars from around the world issued an open letter to IS leader Abu Bakr al-Baghdadi refuting the group’s religious arguments to justify many of its actions. The scholars noted that the “reintroduction of slavery is forbidden in Islam.”

 

... para gerir as escravas e regulamentar as violações das crianças, adolescentes e mulheres. Deve haver perto de um bilião de muçulmanos no mundo: 120 académicos pronunciaram-se contra esta escravatura... 120... a religião não é terrorista? Não. Mas os terroristas agem sempre invocando a religião... essa é que é essa... nunca vi um terrorista ou um criminoso ou um esclavagista matar e violar em nome da Carta dos Direitos Humanos. É sempre em nome da religião. Nunva vi ninguém defender a intolerância e discriminação das mulheres ou dos homessexuais em nome da Carta dos Direitos Humanos. É sempre em nome de uma ética religiosa... essa é que é essa... as religiões precisam de reforma urgente? Parece-me uma evidência...

 

 

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publicado às 06:14


A catarse de Artemisia Gentileschi

por beatriz j a, em 07.01.16

 

 

 

'Judite decapitando Holofernes' by Artemisia Gentileschi (1612). Imagem da Wikimedia

 

É difícil não ver nesta pintura uma expressão de raiva e de catarse da pintora Artemisia Gentileschi, violada aos 19 anos por um amigo do pai e torturada durante o seu testemunho de queixa contra o criminoso, numa época em que a justiça nestes assusntos era praticamente inexistente. Na história da arte como no que respeita a ultrapassar traumas, o importante é preservar o que sobrevive.

Este pintura onde Artemisia Gentileschi projecta o seu desejo de vingança, permite a todas as vítimas de violação uma catarse de vingança simbólica onde não há justiça. (adaptado daqui)

 

'Judite e a sua criada' by Artemisia Gentileschi. Imagem da Wikimedia

 

 

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publicado às 05:59

 

 

Não passes dos limites para não acabares violada

 

Responsabilizar a vítima, em vez de reforçar a ideia de que a polícia está atenta e com uma ação implacável no terreno em termos de prevenção destes e outros crimes, é um caminho perigoso e totalmente ineficaz, além de ofensivo tanto para homens como mulheres. Eles são todos postos no papel de potencial vilão, elas ficam com o ónus de terem de pensar bem no que fazem se não querem acabar como vítimas de violação.

 

"Perguntaram a um homem porque é que os homens temem as mulheres e as vêem como uma ameaça e ele respondeu, 'porque os homens têm medo que elas se riam deles'. Perguntaram a uma mulher porque é que as mulheres temem os homens e os vêem como uma ameaça e ela respondeu, 'porque as mulheres têm medo que eles as matem'." (ouvido no filme The Fall)

 

 

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publicado às 03:08


Obrigatório ler

por beatriz j a, em 21.12.15

 

 

 

... por todos aqueles que em Portugal defendem que a melhor maneira de lidar com imigrantes de culturas muçulmanas que não reconhecem as mulheres como seres humanos é reforçar os seus preconceitos e práticas discriminatórias através da indulgência com essas práticas como por exemplo, separar mulheres e homens na educação ou no médico.

 

A Noruega, que tem recebido milhares de imigrantes e refugiados muçulmanos e tem sentido problemas com o comportamento dos homens porque, como eles dizem, 'na nossa terra só as prostitutas andam na rua sozinhas, bebem e falam com homens e chegamos aqui e não sabemos controlar-nos quando vemos mulheres de mini-saia', reconhece e fala sobre este problema cultural.

 

Para o resolver iniciou um programa de integração cultural desses homens. Têm obrigatoriamente que frequentar um curso onde aprendem as regras da cultura onde querem integrar-se, nomeadamente que as mulheres têm os mesmos direitos que os homens e podem fazer o que entenderem como eles, que não é aceitável perseguir uma mulher ou atacá-la por estar na rua ou de saias curtas, que a religião não entra na lei apesar de serem um país cristão e que todos obedecem às leis independentemente da religião que tenham, etc. Estes cursos são obrigatórios e integrados nos curso de língua também obrigatório.

 

"O silêncio é o maior perigo para todos". Fingir que não existe uma questão cultural e que não é necessário fomentar a integração na cultura europeia é ser cego e abrir as portas a grandes problemas no médio e longo prazo. Quem precisa de refúgio na Europa deve ser recebido mas deve comprometer-se, com práticas, a integrar e respeitar a cultura onde pede asilo. Isso significa reforçar os valores europeus e não o oposto que é separar as mulheres dos homens ou mandá-las taparem-se ou ficar em casa para não ofender os muçulmanos de religião. A ideia é que se integrem na cultura e valores humanistas europeus, independentemente da religião, caso contrário escolham para asilo um desses lugares onde a religião é mais importante que os direitos humanos, se é isso que lhes agrada.

 

No meio disto tudo é incrível constatar que em pleno século XXI o grande tema das religiões continua a ser a submissão sexual das mulheres à vontade dos machos...

 

Norway Offers Migrants a Lesson in How to Treat Women

 

The goal is that participants will “at least know the difference between right and wrong,” said Nina Machibya, the Sandnes center’s manager.

 

A course manual sets out a simple rule that all asylum seekers need to learn and follow: “To force someone into sex is not permitted in Norway, even when you are married to that person.”

 

It skirts the issue of religious differences, noting that while Norway has long been largely Christian, it is “not religion that sets the laws” and that, whatever a person’s faith, “the rules and laws nevertheless have to be followed.”

 

In Denmark, lawmakers are pushing to have such sex education included in mandatory language classes for refugees. The German region of Bavaria, the main entry point to Germany for asylum seekers, is already experimenting with such classes at a shelter for teenage migrants in the town of Passau.

 

Norway, however, has been leading the way. Its immigration department mandated that such programs be offered nationwide in 2013, and hired a nonprofit foundation, Alternative to Violence, to train refugee center workers in how to organize and conduct classes on sexual and other forms of violence. The government provided funding for two years to pay for interpreters for the classes and is now reviewing the results and whether to extend its support.

 

When he first arrived in Europe, Abdu Osman Kelifa, a Muslim asylum seeker from the Horn of Africa, was shocked to see women in skimpy clothes drinking alcohol and kissing in public. Back home, he said, only prostitutes do that, and in locally made movies couples “only hug but never kiss.”

 

Confused, Mr. Kelifa volunteered to take part in a pioneering and, in some quarters, controversial program that seeks to prevent sexual and other violence by helping male immigrants from societies that are largely segregated or in which women show neither flesh nor public affection to adapt to more open European societies.

 

“The biggest danger for everyone is silence,” said Per Isdal, a clinical psychologist in Stavanger who works with the foundation, which developed the program Mr. Kelifa attended in Sandes.

 

Many refugees “come from cultures that are not gender equal and where women are the property of men,” Mr. Isdal said. “We have to help them adapt to their new culture.”

The first such program to teach immigrants about local norms and how to avoid misreading social signals was initiated in Stavanger, the center of Norway’s oil industry and a magnet for migrants, after a series of rapes from 2009 to 2011.

 

Henry Ove Berg, who was Stavanger’s police chief during the spike in rape cases, said he supported providing migrants sex education because “people from some parts of the world have never seen a girl in a miniskirt, only in a burqa.” When they get to Norway, he added, “something happens in their heads.”

 

“This was a big problem but it was difficult to talk about it,” Ms. Rohde said recently, asserting that there was “a clear statistical connection” between sexual violence and male migrants from countries where “women have no value of their own.” The taboo, she added, has since eased somewhat.

 

“There are lots of men who haven’t learned that women have value,” said Ms. Rohde, who wants mandatory sexual conduct classes for all new male migrants. “This is the biggest problem, and it is a cultural problem.”

 

Mr. Kelifa, the African asylum seeker, said he still had a hard time accepting that a wife could accuse her husband of sexual assault. But he added that he had learned how to read previously baffling signals from women who wear short skirts, smile or simply walk alone at night without an escort.

 

“Men have weaknesses and when they see someone smiling it is difficult to control,” Mr. Kelifa said, explaining that in his own country, Eritrea, “if someone wants a lady he can just take her and he will not be punished,” at least not by the police.

 

Norway, he said, treats women differently. “They can do any job from prime minister to truck driver and have the right to relax” in bars or on the street without being bothered, he added.

 

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publicado às 03:41


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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