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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Maioria dos professores com menos motivação para estar na escola
Fenómeno revelado por estudo pioneiro da Universidade do Minho começou no anterior Governo. Projecto traçou um retrato de uma escola burocrática na qual os docentes se sentem cada vez menos realizados.
(...)
Nas conclusões são identificadas duas grandes tendências: a intensificação e a burocratização do trabalho dos professores, bem como a precariedade laboral e o empobrecimento dos docentes.
(...)
Quase a totalidade dos professores considera que a burocracia nas escolas aumentou – 95,4% concordam ou concordam totalmente com a afirmação. O número sobre ainda mais (96,7%) quando a questão colocada se prende com o aumento da carga de trabalho. Três quartos defendem também que aumentou o controlo sobre o seu trabalho e apontam também críticas à comunicação social: 90% dizem que a informação veiculada pelos media tem diminuído o prestígio da profissão docente.
As palavras dos professores são também elucidativas: falam em “tsunami legislativo”, “legislação mirabolante”, a “imagem desgastada” e o “massacre sistemático” da comunicação social e da sociedade. Segundo os professores, a desvalorização da profissão acontece também ao nível das instâncias políticas, influenciando negativamente as relações dos professores com os alunos e as famílias e destes com a escola.
“Apesar da desmotivação os professores permanecem comprometidos com os alunos e a sua aprendizagem. A sala de aula e o contacto com os alunos é o local onde vão encontrar motivação para continuar a trabalhar todos os dias, uma espécie de “último reduto” da sua autonomia, profissionalismo e realização profissional, defende.
Estava eu a pensar como havia de me motivar para passar a tarde (e, talvez, parte da noite) sentada ao computador (o velho que trabalha a 1 byte à hora), a fazer, em um dia, o trabalho da formação que os outros puderam fazer em três, quando ligam da DHL por causa da entrega de uma encomenda; puseram-me em espera uns trinta segundos a ouvir o refrão desta música. A música pôs-me tão bem disposta (o Oliver Sacks fala muito sobre o poder terapêutico da música) que mudou-me completamente o estado de espírito :)
Fui à rua fazer umas cenas e dei de caras com uns molhos de cravos numa florista. Um deles, este que aqui se vê, de um tom cerise, bonitíssimo. Como amanhã é o dia dos cravos e, ainda estava com a música na cabeça -ain't no mountain high enough..., isto é, não há montanha suficientemente alta que me impeça de alcançar-, achei que as flores a acompanhavam na perfeição, tanto no que diz respeito ao meu estado de espírito motivado como ao dia de amanhã :)
... com um bocadinho de raiva à mistura.



O que vale são os alunos.
Põe-me bem disposta. Não sei. Têm sempre umas cenas dramático-cómicas a passar-se nas suas vidas e gostam de as partilhar. Hoje fiquei a saber por uma miúda que há convenções de animés, á maneira dos Trekkies. Então, vai haver uma no norte do país, a que ela vai, mas não vai vestida do personagem que gosta. Ao que parece a maior parte dos participantes vai vestido a rigor à maneira da personagem preferida.
Isto hoje foi uma maratona de corrigir trabalhos. E está longe de estar acabado. Tenho uma aluna moldava que chegou a Portugal em Agosto passado e que começou o ano sem perceber o que eu dizia: acabo de ver o trabalho dela, um texto de apreciação estética de uma escultura, um busto, que fez na aula. Escreveu perfeitamente e com um vocabulário já desenvolvido - com expressões como 'as linhas que se observam na testa revelam tensão e preocupação que contrasta com o sorriso'.
Escreve melhor que muitos alunos portugueses.
Isto mostra bem como o estudo resulta quando há vontade e determinação.
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