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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Volte para a Rússia, vá ver a bola.
Presidente da Associação de Dirigentes Escolares alerta: "Se o processo de avaliações não estiver concluído, duvido que as escolas deixem os professores ir de férias." Ministério descarta responsabilidades
Governo dá com uma mão e tira com a outra
Em causa estão nove anos, quatro meses e dois dias durante os quais a carreira dos docentes do básico e secundário esteve congelada – entre 31 de agosto de 2005 a 31 de dezembro de 2007 e desde 1 de janeiro de 2011 até 31 de dezembro de 2017. Na nota lê-se que «no dia 1 de janeiro de 2018 é retomada a contagem do tempo de serviço para progressão na carreira» e que «continuam a ser descontados os períodos compreendidos entre 30.08.2005 e 31.12.2007 e de 01.01.2011 e 31.12.2017».
Esta orientação do Ministério da Educação – que chegou às escolas através de uma nota informativa da Direção Geral da Administração Escolar (DGAE), com data de 9 de janeiro – está a gerar mal-estar entre os professores que pelos corredores comentam que a decisão está tomada e que as negociações com os sindicatos foram apenas uma estratégia usada pelo Governo para conseguir aprovar o Orçamento do Estado no Parlamento, relatam ao SOL vários docentes.
«Todo o tempo de serviço que esteve congelado tem que ser contabilizado», avisou Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE). Isto porque, sustenta, «esse tempo existiu e os professores trabalharam durante esse tempo» sendo por isso, «uma questão de bom senso».
Ministro diz que quem critica o Governo tem visão conservadora
É excluir os que as fazem através do ataque à pessoa. Segundo o ministro é tão óbvio que o governo e a sua política são a salvação do mundo que fica igualmente óbvio que quem o critica é atrasado. Sim senhor, grande exemplo de eloquência democrática... não admira que nas escolas haja tanta gente assim... estão só a imitar estes ministros.
http://www.tvi.iol.pt/videos/ministerio-da-educacao-transformouse-num-cancro/14186622
(não consigo inserir o vídeo mas vale a pena ver porque é isto exactamente que ela diz)
O ministro da Educação garantiu esta terça-feira a uma delegação sindical que está a "trabalhar" para garantir o número de funcionários não docentes nas escolas suficiente para assegurar a abertura do ano lectivo com normalidade.
E depois, o que é que o ministro considerará 'funcionários suficientes'...? Um por cada 500 alunos? E como é que é possível falar-se de normalidade no meio do maior despedimento anormal de que há memória neste país e arredores?
(do Umbigo)
Carta Aberta
ao Primeiro Ministro do Governo de Portugal
ao Ministro da Educação e Ciência
As escolas e os professores dos ensinos básico e secundário têm sido alvo de um “despejar” constante de legislação e de um continuado processo de alteração das regras. Este ano, o Ministério da Educação fez chegar às escolas, muito tardiamente, o que só por si gerou grande perturbação, um conjunto de normativos que estabelecem novas regras para o próximo ano lectivo e que irão prejudicar gravemente a vida das escolas, dos professores e, principalmente, dos alunos. Além da consolidação e do alargamento desmesurado de “mega- agrupamentos”, o governo mandou para as escolas todo um conjunto de novas regras que assentam, como já é costume, em equívocos, em pressupostos errados. Assim:
- mandou reduzir a carga horária de disciplinas estruturantes, contrariando o parecer do Conselho Nacional de Educação e ignorando a participação dos professores na revisão curricular, como se estes não constituíssem uma peça fundamental na implementação de qualquer alteração na estrutura dos curricula;
- mandou aumentar o número de alunos por turma no pressuposto de que este factor é indiferente para o desempenho dos professores e para a aprendizagem dos alunos. (Haverá alguém que acredite nisto?);
- mandou aumentar a carga horária de todos os professores em dois tempos lectivos, no pressuposto de que os professores trabalham pouco, ignorando que a maioria está sujeita a cargas de trabalho que são já causadoras de grande desgaste físico e psicológico;
- mandou diminuir o crédito horário para o exercício do cargo de diretor de turma, no pressuposto de que não é importante e complexo, e ignorando-o como um dos cargos fundamentais para o acompanhamento e sucesso dos alunos e da escola e um elemento-chave de ligação com a família;
- mandou continuar o processo abusivo de designar como não lectivas actividades efectivamente lectivas;
- mandou interromper o percurso dos alunos dos cursos EFA, iniciados no presente ano lectivo, no pressuposto de que quem se inscreve num curso e frequenta parte dele não tem o direito de o concluir.
Partindo destes equívocos, o governo consegue esta irracionalidade:
- exclui professores em todas as escolas, empurrando milhares para a situação de desemprego imediato ou a curto prazo, incluindo milhares de professores dos quadros de escola (efectivos), muitos com mais de trinta anos de serviço e cinquenta de idade;
- sobrecarrega, para além do limite do que é humanamente possível, os professores que ficam na escola, pondo em causa todo o processo de ensino e de aprendizagem.
É óbvio que esta situação, que se repete na generalidade das escolas, de Norte a Sul, terá custos elevadíssimos para os professores, para os alunos e, consequentemente, para o país. Com urgência, de modo a assegurar alguma normalidade no início do próximo ano lectivo, o governo tem de revogar a legislação que criou esta situação completamente absurda, injusta e iníqua, nomeadamente: o despacho nº 5106-A/2012 de 12 de Abril, o despacho normativo nº 13-A/2012 de 5 de Junho e o Decreto-lei nº 139/2012 de 5 de Julho.
Caso a tutela não devolva a dignidade às escolas, os docentes signatários, reunidos na Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real, em 16 de Julho de 2012, entendem que não estão reunidas as condições para iniciar o próximo ano lectivo, pelo que estão dispostos a recorrer às formas de luta que acharem mais adequadas.
Vila Real, 16 de Julho de 2012
Isto, na minha modesta opinião lança um manto de descrédito sobre o primeiro ministro e o ministro da educação.
O primeiro porque mostra que põe as amizades e interesses partidários acima do interesse do país (pois de outro modo como se explica que continue a impôr-nos como governante um indivíduo que vive de esquemas pouco éticos e parece um chaimite a destruir tudo à sua volta) e o segundo porque não mexe uma palha para investigar o que se passa naquela Universidade em termos de diplomas atribuídos (calculo que a Universidade tenha os cursos homologados).
"Queremos agrupar escolas para que o processo educativo seja mais racional, para que haja mais contacto entre os diversos níveis de ensino, e para que tudo funcione de forma mais harmónica", disse o governante, tendo observado que tais objetivos "não podem levar à criação de agrupamentos disfuncionais".
Porque não juntar também o infantário e a universidade tudo no mesmo sítio, para que 'haja mais contacto entre os níveis de ensino e tudo funcione de forma mais harmónica'... e, já agora, porque não agrupar todas as escolas, infantários e universidades numa grande 'jumbo-agrupação', para que o 'processo educativo seja mais racional'...?
Foi entregue hoje às organizações sindicais a primeira proposta sobre o regime de Autonomia, Administração e Gestão.
A principal novidade do documento numa leitura apressada é a seguinte:
Pfff...grande alteração, sim senhor... O Coordenador é eleito mas, não escolhido, pelos departamentos. É escolhido pelos Diretores... como é que as pessoas de um Departamento podem sentir-se representadas e, serem-no efetivamente, por Coordenadores que não escolheram?É assim como dizer a alguém, 'Gostavas de chocolate? Pois paciência, só tens acesso a cenoura, batata ou nabo. Tens que escolher um destes' e depois aceitar que a escolha foi tua...
Este ministro é a versão masculina da Rodrigues em tom soft e dissimulado para não acender ódios.
As provas de aferição, provas finais e exames nacionais não devem incluir questões demasiado simples para o nível de escolaridade a que se destinam, adverte o Ministério da Educação numa informação publicada on-line.
Este tipo de declarações não tem sentido nenhum. As provas têm que perguntar o que foi ensinado pois é isso que se espera que os alunos tenham estudado e saibam responder.
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