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O ministro da educação, enquanto tal e publicamente, disse que direita está tão à rasca que se entrincheirou e, ao acantonar-se, acabou por meter-se e agarrar-se às casas de banho”. Atrever-me-ia a dizer que 'rasca' é quem assim fala. E pior que isso é gozar com o estado das casas-de-banho de muitas e muitas escolas que são da sua responsabilidade sem as mandar arranjar, pois goza é com os alunos e professores que têm de trabalhar nessas condições. Mas isso é coisa que ele não sabe, ele que gasta umas dezenas de milhar de euros a mudar as cadeiras e as mesas lá do gabinete para as cores da moda.

 

publicado às 07:04


SSDM

por beatriz j a, em 10.10.16

 

 

Educação. Governo recupera “facilitismo” do tempo de Sócrates

...estas orientações foram transmitidas através de telefonemas e de reuniões de preparação para o ano letivo onde, inclusivamente, é “lembrado que a retenção dos alunos tem custos para o país e que o aluno não ganha nada com isso”.

 

O aluno não ganha nada com isso? Por vezes ganha e por vezes todos os outros da turma ganham mas a questão não é essa: a questão é este ministro, na senda dos anteriores, não sabendo como resolver os problemas dar ordem para que se finja que se resolveu os problemas. Porque o que interessava era que os alunos não chumbassem por terem sucesso e não por terem um ministro que manda relaxar as avaliações. Não admira que nas escolas as direcções trabalhem para inglês ver, se o exemplo vem de cima.

Queremos respeitar os políticos do nosso país mas está difícil...

 

 

publicado às 21:24


Isto não augura nada de bom...

por beatriz j a, em 14.04.16

 

 

 

João Wengorovius Meneses demitiu-se devido supostamente a um crescendo de intervenção do ministro no seu gabinete, nomeadamente através da tentativa de exoneração de uma sua adjunta. Ao secretário de Estado demissionário foi ainda atribuído um chefe de gabinete, Nuno Félix, que o terá sujeito a situações de exposição pública que não estava à espera e que muito o contrariaram. Tanto que tentou demiti-lo - só que o ministro não o permitiu. Tiago Brandão Rodrigues também estaria a tentar interferir em nomeações do secretário de Estado para institutos na sua dependência, o IPDJ (Instituto Português do Desporto e da Juventude) e a Movijovem (que gere as pousadas de juventude).

 

Na mesma rede social, uma sua adjunta, Joana Branco Lopes, desabafou: "É tempo de arrumar a trouxa, com o sentimento de que dei tudo à causa pública a que fui chamada, com a máxima lealdade, dedicação e competência, apesar do bullying político constante."

 

Imposição de boys nos jobs, acusações de bullying, autoritarismo...

 

 

publicado às 05:54


Aguarda-se com expectativa

por beatriz j a, em 12.01.16

 

 

Ministro da Educação estreia-se quarta-feira no Parlamento

 

Ainda não ouvi o ministro falar, nem uma única vez e gostava de ajuízar por mim se estas medidas da educação que acabaram com o escândalo da Bolsa de Contratação de Escolas e com a obsessão de tudo examinar e medir, até ao ridículo do número de palavras com certa dicção por minuto, são resultado de um pensamento direccionado ou se foram  acasos. Espero que seja o primeiro caso e ainda venham aí mais correcções a problemas que são autênticos cancros das escolas.

 

As críticas de gente que não percebe nada de educação e só vê política partidária e que dizem mal destas medidas que desfazem algumas das piores cretinices da fulana Rodrigues e do seu acólito Crato não interessam para nada porque trata-se de gente que vê a política não como um serviço para o bem das pessoas mas como uma competição de clubes de futebol onde o que está certo é cortar na educação, saúde, emprego, etc., para se poder desviar 86 mil milhões para banqueiros e amigos.

 

 

publicado às 05:26


Quer dizer ó Brandão...

por beatriz j a, em 24.11.15

 

 

 

... desculpa lá falar-te assim mas és um puto de modo que não tem mal. Diz lá: vens de Inglaterra até aqui ao burgo fazer um erasmus? Estavas farto de fazer pós-docs e relatórios e protocolos de investigação e resolveste fazer um break sabático para enriquecer o currículo? Um estágio num governo? Bem pensado... é giro, é diferente e quase ninguém tem, não é? Depois voltas lá para Cambridge para o laboratório (que não foge e está lá à tua espera) para um cargozinho de chefe de departamento enquanto a universidade distribui cartões a dizer que o Faculty Member é tão bom, tão bom que até foi ministro da educação num país qualquer?

E o centenário aconselhou o Costa a escolher-te porque és um puto que não percebe nada de nada de educação nem nunca chefiaste ninguém e assim podes ser um pauzinho mandado?

 

 

publicado às 21:22


Quebra de quê?

por beatriz j a, em 19.07.12

 

 

 

 

Passavam três horas da audição do ministro da Educação, Nuno Crato,  na comissão de Ciência e Cultura, quando dezenas de professores, que assistia

m  à sessão, se levantaram de forma concertada levando à interrupção dos trabalhos,  enquanto gritavam slogans como "a luta continua". 

Os agentes da PSP que faziam vigilância começaram imediatamente a confiscar  os panos pretos apesar de alguma resistência por parte dos professores,  enquanto o presidente da comissão, Ribeiro e Castro, do CDS/PP, mandava  evacuar as galerias e criticava o que chamou de "quebra de lealdade" por  parte de "algumas organizações". 

 

Acho isto um descaramento! Não que eu ache que resolve alguma coisa ir gritar para as galerias, mas francamente, é um mal infinitamente menor que despedir milhares de professores! Ómessa! Quebra de lealdade tem tido o ministro...de lealdade, de confiança, de palavra...

Então tiram-nos o salário, os subsídios e o mais que for preciso apesar de termos um contrato. Portanto, faltam à palavra dada e os professores que estão a ser tratados como 'coisas' descartáveis é que são acusados de quebra de lealdade? Então o que se espera? Que não se queixem? Que não incomodem o senhor ministro no seu trabalho de ceifar professores?

 

publicado às 22:57


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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