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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
O ministro da educação, enquanto tal e publicamente, disse que “direita está tão à rasca que se entrincheirou e, ao acantonar-se, acabou por meter-se e agarrar-se às casas de banho”. Atrever-me-ia a dizer que 'rasca' é quem assim fala. E pior que isso é gozar com o estado das casas-de-banho de muitas e muitas escolas que são da sua responsabilidade sem as mandar arranjar, pois goza é com os alunos e professores que têm de trabalhar nessas condições. Mas isso é coisa que ele não sabe, ele que gasta umas dezenas de milhar de euros a mudar as cadeiras e as mesas lá do gabinete para as cores da moda.
Educação. Governo recupera “facilitismo” do tempo de Sócrates
...estas orientações foram transmitidas através de telefonemas e de reuniões de preparação para o ano letivo onde, inclusivamente, é “lembrado que a retenção dos alunos tem custos para o país e que o aluno não ganha nada com isso”.
O aluno não ganha nada com isso? Por vezes ganha e por vezes todos os outros da turma ganham mas a questão não é essa: a questão é este ministro, na senda dos anteriores, não sabendo como resolver os problemas dar ordem para que se finja que se resolveu os problemas. Porque o que interessava era que os alunos não chumbassem por terem sucesso e não por terem um ministro que manda relaxar as avaliações. Não admira que nas escolas as direcções trabalhem para inglês ver, se o exemplo vem de cima.
Queremos respeitar os políticos do nosso país mas está difícil...
Imposição de boys nos jobs, acusações de bullying, autoritarismo...
Ainda não ouvi o ministro falar, nem uma única vez e gostava de ajuízar por mim se estas medidas da educação que acabaram com o escândalo da Bolsa de Contratação de Escolas e com a obsessão de tudo examinar e medir, até ao ridículo do número de palavras com certa dicção por minuto, são resultado de um pensamento direccionado ou se foram acasos. Espero que seja o primeiro caso e ainda venham aí mais correcções a problemas que são autênticos cancros das escolas.
As críticas de gente que não percebe nada de educação e só vê política partidária e que dizem mal destas medidas que desfazem algumas das piores cretinices da fulana Rodrigues e do seu acólito Crato não interessam para nada porque trata-se de gente que vê a política não como um serviço para o bem das pessoas mas como uma competição de clubes de futebol onde o que está certo é cortar na educação, saúde, emprego, etc., para se poder desviar 86 mil milhões para banqueiros e amigos.
... desculpa lá falar-te assim mas és um puto de modo que não tem mal. Diz lá: vens de Inglaterra até aqui ao burgo fazer um erasmus? Estavas farto de fazer pós-docs e relatórios e protocolos de investigação e resolveste fazer um break sabático para enriquecer o currículo? Um estágio num governo? Bem pensado... é giro, é diferente e quase ninguém tem, não é? Depois voltas lá para Cambridge para o laboratório (que não foge e está lá à tua espera) para um cargozinho de chefe de departamento enquanto a universidade distribui cartões a dizer que o Faculty Member é tão bom, tão bom que até foi ministro da educação num país qualquer?
E o centenário aconselhou o Costa a escolher-te porque és um puto que não percebe nada de nada de educação nem nunca chefiaste ninguém e assim podes ser um pauzinho mandado?
Passavam três horas da audição do ministro da Educação, Nuno Crato, na comissão de Ciência e Cultura, quando dezenas de professores, que assistia
m à sessão, se levantaram de forma concertada levando à interrupção dos trabalhos, enquanto gritavam slogans como "a luta continua".
Os agentes da PSP que faziam vigilância começaram imediatamente a confiscar os panos pretos apesar de alguma resistência por parte dos professores, enquanto o presidente da comissão, Ribeiro e Castro, do CDS/PP, mandava evacuar as galerias e criticava o que chamou de "quebra de lealdade" por parte de "algumas organizações".
Acho isto um descaramento! Não que eu ache que resolve alguma coisa ir gritar para as galerias, mas francamente, é um mal infinitamente menor que despedir milhares de professores! Ómessa! Quebra de lealdade tem tido o ministro...de lealdade, de confiança, de palavra...
Então tiram-nos o salário, os subsídios e o mais que for preciso apesar de termos um contrato. Portanto, faltam à palavra dada e os professores que estão a ser tratados como 'coisas' descartáveis é que são acusados de quebra de lealdade? Então o que se espera? Que não se queixem? Que não incomodem o senhor ministro no seu trabalho de ceifar professores?
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