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"tell me if any get more than the lovers"

por beatriz j a, em 29.03.15

 

 

 

Cool Tombs

BY CARL SANDBURG

 

When Abraham Lincoln was shoveled into the tombs, he forgot the copperheads and the assassin ... in the dust, in the cool tombs.

And Ulysses Grant lost all thought of con men and Wall Street, cash and collateral turned ashes ... in the dust, in the cool tombs.

Pocahontas’ body, lovely as a poplar, sweet as a red haw in November or a pawpaw in May, did she wonder? does she remember? ... in the dust, in the cool tombs?

Take any streetful of people buying clothes and groceries, cheering a hero or throwing confetti and blowing tin horns ... tell me if the lovers are losers ... tell me if any get more than the lovers ... in the dust ... in the cool tombs.

 

 

publicado às 23:23


Se tudo é nada...

por beatriz j a, em 23.12.14

 

 

 

Everlasting glory

There are few fantasies so absurd as the idea of living on through fame. So why does immortality still beckon?

 

O autor deste artigo pergunta porque é que ainda nos agarramos à ideia de glória como imortalidade, se sabemos ser uma ilusão absurda, já que não é o eu que perdura no tempo -quando perdura- mas uma qualquer percepção do eu, não real.

Esta maneira de falar das coisas e da sua percepção como coisa real e não real já dava grande discussão mas não vou entrar aí porque mais que isso parece-me que o autor passa ao lado da questão.

O problema não está em sabermos que, se ganhassemos fama e glória imortais, estas seriam sempre interpretações do 'eu', o problema está em sabermos que a não imortalidade traz consigo o aniquilamento do 'eu', a realidade da nossa passagem por este mundo ter sido, no grande esquema da História, insignificante: que todo o esforço, o sofrimento, as lutas, as conquistas e dificuldades por que passámos são nada. Tiveram importância para nós e mais meia dúzia de pessoas durante um pequeno espaço de tempo e depois dissolvem-se no nada como se nunca tivéssemos estado aqui. Esse é que é o problema. É o problema de querermos que as coisas tenham um sentido, uma finalidade, uma escatologia qualquer que faça as coisas terem valido a pena e o valor próprio é, em grande medida, aferido pela validação dos outros, no grande esquemas das coisas.

Enquanto estamos vivos vemos como o trabalho de algumas pessoas tem importância na História, no sentido de influênciar o rumo dos acontecimentos. Se isto é vaidade? Talvez. O maior exemplo de vaidade, então, é o caso do Deus que podia, por um acto de vontade ter limpo os pecados do mundo mas fez questão de se fazer humano, mostrar o sofrimento para induzir piedade e exigir a glória e adoração eterna em troca da salvação... 

 

Pois a mim parece-me ser a natureza humana parente da Metafísica e todas as questões humanas, quando levadas até às últimas consequências, darem de caras com a Metafísica, na seguinte questão: se tudo é nada, porquê o ente, porquê o ser humano, consciente? 

 

 

publicado às 14:09


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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