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O interesse pessoal e o interesse global

por beatriz j a, em 11.01.18

 

 

Na política o interesse pessoal vence sempre o interesse global, por muitos discursos que façam com o ar mais sério deste mundo. E nunca conseguem resistir aos homens da massa. Isto não descredibiliza apenas a Alemanha mas toda a UE, uma vez que para os de fora do clube, em termos de definição de grandes políticas o que a Alemanha faz é o que a UE faz. A Europa tem desistido, pouco a pouco, dos seus ideais mas, na questão do clima ainda era uma voz ouvida e respeitada. Agora é difícil. Mais uma machadada no futuro do planeta. A hipocrisia dos políticos não tem fronteiras. O poder a todo o custo. 

Angela Merkel renonce à son objectif climat

 

publicado às 06:28


Esta gente assusta-me

por beatriz j a, em 29.08.17

 

 

Brussels hoists gross Brexit ‘bill’ to €100bn

France and Germany back tougher approach to Britain’s departure obligations
 
 
100 mil milhões? Talvez isto seja conversa própria de período eleitoral na Alemanha. Espero que sim porque esta gente tem complexo de Napoleão e assusta-me. Estão a medir forças com dinheiro... porque hão-de fazer um divórcio litigioso em vez de tentar um divórcio amigável? Porque razão se quereria quebrar os ingleses? Já se esqueceram das razões que levaram os ingleses a desconfiar da UE e a votar pela saída? Deviam preocupar-se em dar coerência, transparência e democraticidade ao projecto da UE. São como políticos aqui do rectângulo a lidar com os fogos: quando acontecem todos choram mas assim que vem a estação seguinte já esqueceram que o importante é a reforma da floresta para garantir o futuro e não a venda dos queimados para o maior lucro.
 

publicado às 20:56


Os EUA acabam de dar um grande passo em falso

por beatriz j a, em 30.05.17

 

 

Há muito tempo que entrámos na era germânica: as ideias políticas dos séculos XIX e XX saíram da forja dos filósofos alemães; a economia dominante é anglo-saxónica mas as ideias que forjaram as convulsões dos séculos XIX e XX na Europa e em grande parte do mundo, para o melhor e para o pior, são as dos alemães: do Kant, do Hegel, do Marx, do Engles, do Nietzsche e Heidegger.

Ainda o império britânico parecia brilhar incontestado e já se desmoronava enquanto crescia a influência da Filosofia alemã que está por detrás de todos os movimentos políticos e alguns económicos que começaram a forjar-se no século XIX e ainda nos regem. 

 

Esta ascenção alemã teve um interregno abrupto por causa da Segunda Grande Guerra. Durante muito tempo a Alemanha esteve sob ocupação e, mais tarde, sob protetorado americano, contra a outra Alemanha [comunista/soviética] de Leste. Os EUA, por força da entrada decisiva e vitoriosa na Segunda Guerra e por força do plano Marshall, tornaram-se uma espécie de potência meio protetora, meio paternalista, da Alemanha, que aceitou esta protecção, até porque durante muito tempo não soube como gerir/contextualizar a sua História recente e evitava qualquer iniciativa relacionada com exércitos e tudo o que pudesse dar ideia de agressividade. 

Esta situação convinha aos EUA porque, mantendo-se como a potência que mais contribuia financeiramente para a NATO (e para a ONU), acabava por deter, por conta disso, um poder decisório e decisivo, muito grande, na Europa e no mundo.

No que respeita à NATO, os países do seu protetorado, nomeadamente a Alemanha mas, também outros que beneficiaram do plano Marshall e ainda pagavam em lealdade essa beneficência, seguiam a liderança dos EUA em praticamente tudo e, mesmo quando não concordavam com as ofensivas americanas, mantinham-se passivos, sem fazer oposição.

 

Pois o Trump, que só pensa em dinheiro como comerciante que é, acabou de destruir essa posição de força que tanto custou aos EUA construir, pois se todos agora passam a pagar o mesmo, mais ou menos, não há razão para que a Alemanha, já não dividida e hesitante quanto ao seu lugar no mundo, mantenha a posição de submissão que tinha relativamente aos EUA e, pela mesma ordem de ideias, não há razão para o domínio americano se manter. 

Estamos em plena era alemã e a situação internacional mudou.

Neste momento o interregno da ascenção da influência da Alemanha na Europa acabou e a Alemanha deu-se conta que está em plena posição de igualdade de força moral com os EUA. (Merkel says EU cannot completely rely on US and Britain any more). Se a Europa já não pode contar com os EUA, os EUA também já não podem contar com a Europa...

 

Foi um grande passo em falso dos EUA e arriscam-se (se a Alemanha levar as suas próprias palavras a sério ["O Ocidente é uma ideia de valores universais (...) uma ordem internacional em que acreditamos que essa ordem internacional é mais do que a soma dos interesses nacionais", frisou, evocando "o fracasso dos Estados Unidos como uma grande nação". (Sigmar Gabriel, chefe da diplomacia alemã)] e não as disser apenas para efeitos de campanha eleitoral onde a Merkele aparece agora, todos os dias, a beber cerveja e a dizer as mentiras que os políticos dizem nessas alturas) a ficar permanentemente arredados do lugar de nº 1 mundial no que respeita a ditar políticas internacionais, pela simples razão que, se a Alemanha quiser e a Europa quiser o que a Alemanha quiser, a Europa passa a ter a sua própria força militar.

Ora, se a Alemanha fizer as coisas como deve ser, quer dizer, se trabalhar para uma Europa unida, em vez de criar dissenções como tem feito até agora, não há razão para que a Europa não queira o que a Alemanha quer e, nesse caso, a Europa torna-se uma grande força no mundo, mesmo sem a Inglaterra, com o seu próprio exército e iniciativa militar sem necessidade da ajuda americana.

 

No mesmo dia em que Trump andava aqui a bater com o punho na mesa à Merkele, esta esteve com o Obama em Berlim numa conversa sobre fé e democracia. Que o Obama tenha ido a Berlim falar de democracia no mesmo dia em que Trump, o seu Presidente, estava a uns metros a falar do futuro da NATO e da participação dos EUA no acordo de Paris, não pode ter sido inocente... nem do lado dele, Obama, nem do lado dela, Merkele...

Os próximos anos vão ser de reconstrução de exércitos europeus. Essa cartada já os EUA a perderam porque Trump é um ignorante, politicamente falando e, é aconselhado por Kushners e companhias que são best pals dos russos. Os EUA estão com problemas internos, graves. O Putin está a capitalizar... e os ingleses devem estar confusos.

Uma Europa militarizada acaba por ser uma inevitabilidade, indesejada, digo eu, que não acho bom prenúncio evoluirmos para Estados cada vez mais militarizados, nem vejo como isso se coaduna com a visão de sermos uma ideia de valores universais.

Mas não há dúvida que vivemos tempos interessantes.

 

 

 

publicado às 20:43


FMI e a Grécia

por beatriz j a, em 03.04.16

 

 

Wikileaks: FMI apanhado a planear nova bancarrota na Grécia

Ok? And the Germans raise the issue of the management... and basically we at that time say "Look, you Mrs. Merkel you face a question, you have to think about what is more costly: to go ahead without the IMF, would the Bundestag say 'The IMF is not on board'? or to pick the debt relief that we think that Greece needs in order to keep us on board?" Right? That is really the issue.

 

O que preocupa e assusta, acima de tudo, é a confirmação de que o futuro de todo um povo ou vários povos está nas mãos de uma única pessoa (e seus conselheiros pessoais) como se a UE fosse uma monarquia absoluta e a Merkele fosse a sua monarca. Sim, ver o raciocínio dos 'especialistas' do FMI é chocante na medida em que falam de levar a Grécia ao incumprimento como argumento para convencer a 'monarca' e isso mostra a falta de consciência dessa gente acerca do impacto que as suas maquinações têm na vida das pessoas cujos destinos congeminam. Como se não estivessem a falar de pessoas reais com vidas reais que serão completamente destruídas mas apenas de personagens de um filme. Essa abstração da realidade, num político, num governante ou num técnico definidor de políticas é infantil, perigosa e chocante. 

 

 

publicado às 08:09


Que palhaçada!

por beatriz j a, em 08.10.15

 

 

 

 Angela Merkel, citada entre os favoritos para o Prémio Nobel da Paz

 

 

publicado às 20:54

 

 

 

Interpelada durante uma visita esta quinta-feira a um centro de acolhimento em Berlim, a chanceler alemã começou por declinar o pedido de um candidato a asilo mas acabou por conceder algumas selfies.

 

 

publicado às 17:05


WHAT??!!

por beatriz j a, em 05.07.15

 

 

 

OMG!!

 

 

publicado às 16:47


Herr Fuchs e a germanização da UE

por beatriz j a, em 26.02.15

 

 

 

O Conselheiro económico da Merkele, Michael Fuchs, está na BBC a dar uma entrevista. É um dos principais utilizadores do discurso de os gregos e os do sul só quererem viver à custa dos outros e embora diga o oposto é evidente que aposta na saída da Grécia da UE.

Diz que não quer a Grécia fora da UE mas repete que na Grécia nada funciona e não acredita que vá funcionar porque eles  [os gregos] não fazem o trabalho de casa (fala sempre como se os alemães fosse os professores dos outros países que se não se portarem bem ainda vão para a rua) ... diz que a UE tem que ficar coesa e competitiva usando as regras... alemãs...

 

Sobre a Rússia e na resposta à questão, 'será que a Merkele se enganou a ler Putin', a resposta é: a Merkele é extraordinária, fala russo muito bem e ninguém conhece melhor o Putin que ela... enfim, são o Politburo da UE...

  

publicado às 04:46

 

 

 

Chanceler alemã indica que a formação profissional deve ser o caminho para baixar o desemprego jovem em Portugal e Espanha, "que têm demasiados licenciados".

 

......

Portugal aumenta número de licenciados, mas continua longe da média europeia

 

À alemã interessa-lhe que continue a haver aqui mão de obra baratinha... mas, conhecendo nós o primeiro ministro e o ministro da Educação, a esta hora já devem estar a pagar a uma sociedade de advogados para fazerem um decreto qualquer que impeça os jovens de ir para a universidade. Melhor mesmo é já fechá-las para agradar à senhora Merkele...

 

 

publicado às 20:08


BESgate - quem é, afinal, 'a' DDT...

por beatriz j a, em 04.08.14

 

 

 

 

 

Negociación con Merkel

En un comunicado, el gobernador del Banco de Portugal, Carlos Costa, calificó al BES como una entidad con “un grave desequilibrio financiero” y explicó que las nuevas medidas han sido tomadas tras pactarlo con las “autoridades europeas”. Según varios medios alemanes, el primer ministro del país, Pedro Passos, negoció con la canciller alemana, Angela Merkel, durante la tarde del domingo las condiciones de la operación. La unión bancaria ni está ni se la espera.

Es la primera vez en Europa que se opta para salvar un banco con la fórmula propuesta para el caso BES. El objetivo político es asegurar que sacar al grupo del agujero negro no costará ni un euro más al contribuyente, aunque los 4.900 millones engrosarán el déficit público luso. Para reforzar este mensaje, el Ejecutivo de Passos se ha apresurado en garantizar que los propietarios sí lo perderán todo. Son la familia Espírito Santo (20,1%), Crédit Agricole (17%) y Bradesco (2,8%); además de varios fondos internacionales.

 

 

publicado às 21:17


Alguém está a querer um novo mandato...

por beatriz j a, em 04.05.13

 

 

 

 

Durão Barroso sai em defesa da chanceler alemã Angela Merkel


publicado às 18:55

 

 

 

 

... mas é difícil.

 

Estou farta de abrir as páginas dos jornais 'online' e ter de ver, todos os dias, a cara da Merkele e do Sarkozy e ler os recadinhos paternalistas sobtre como temos de fazer isto e aquilo. O problema é saber que terei de aturar isto por muito tempo.

Esta situação diária devemo-la, na maior parte, aos políticos, gestores e conselheiros que recebem subvenções e milhões em prémios e pareceres e que nos puseram nesta posição humilhante de estarmos de joelhos diante dos alemães, franceses e outros.

Não a devemos aos trabalhadores que fizeram sempre o seu trabalho, pagaram os seus impostos e cumpriram os seus deveres de cidadãos. Mas são estes que a vão pagar...isto não é fácil de engolir.

 

publicado às 07:30


Estão, o Passos Coelho e a Merkele

por beatriz j a, em 01.09.11

 

 

 

A dar uma conferência de imprensa. O Passos Coelho é esperto, mas não sei se isso chega. Diz uma série de coisas que decidiu sem perguntar a ninguém, como a introdução do limite à dívida na Constituição.

A Alemanha, essa, à medida que a Europa empobrece, está cada vez mais rica...uma coisa não tem a ver com outra?

 

publicado às 12:33


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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