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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau
Hoje arranjei umas azeitonas fantásticas e temperei-as à alentejana 👌
E estas cerejas...?👌
Arranjei isto no senhor das alfaces. O que me arranja alfaces daquelas exactamente como eu gosto. Também lhe compro tomate coração de boi, embora tomate compre em duas ou três bancas. Depois há o senhor das maçãs onde também compro pepinos e clementinas. Favas, no tempo delas. Depois há a senhora das ervas, a que vai para a Arrábida às sete da manhã apanhar ervas para vender nessa manhã. Nessa também compro murtas, framboesas, cebolinho e ceboletas, ruibarbo, espargos selvagens e outras coisas. Há a minha amiga da banca dos chás e especiarias. Há a senhora dos bróculos, o senhor do talho e a senhora dos queijos frescos fantásticos - cardados e amarelos também mas esses muito raramente como, embora me tentem porque deitam aquele cheiro salgado à distância.

Pensa um pouco: isso que dizes, se substituires a palavra Facebook por jornais, aplica-se a ti próprio, apenas com a diferença de seres um mau manipulador.
E, se fores capaz, pensa mais um pouco: o governo comercializa tudo, vê tudo na óptica do dinheiro, só fala no mercado estar contente, no mercado estar nervoso, o mercado para aqui e o mercado para ali. Tu próprio usas e abusas do 'mercado' para defender as políticas cegas do mano. E depois estranhas que os grupos sociais imitem o mano e apliquem a lógica do mercado para defender os seus interesses..? A sério...?
Deste ponto ao crowdfunding vai um passo muito pequeno. Os movimentos coletivos para arranjar dinheiro são uma das grandes armas da internet.
Trouxe de lá essas beringelas miniatura, mesmo giras. Vou assá-las ou algo do género. Também comprei um chá do Paquistão que cheira maravilhosamente :))
Entretanto comprei o Público por causa desses DVDs com uma espécie de novas viagens [philosophicas] do Beagle.
A caminho do mercado reparei que Setúbal está cheia de carrinhas da polícia especial. É por causa da greve dos estivadores. Uma pouca vergonha. Um trabalho em que são contratados, nem sequer ao dia, mas ao turno. Uns dias têm trabalho, outros não. Se adoecem não têm nada, nem seguro, nem segurança social. Nada. É uma coisa dos anos vinte do século passado. As empresas hoje em dia regrediram a essa época e os trabalhadores valem nada. Uma pouca vergonha.


Hoje, para o almoço, vão os feijões-verdes roxos e amarelos (têm um ar tão tenrinho que até custa olhar) com uns ovinhos de codorniz colhidos hoje mesmo. O aipo-rábano (aqui chamam-lhe batata aipo) que cheira que é uma maravilha vai dar para várias saladas. As framboesas, que são daqui da serra, muito doces, a esta hora já não existem :)

suecos-decepcionados-com-sistema-de-educacao
Nenhum outro país europeu confiou uma fatia tão grande da educação dos seus filhos a empresas privadas como a Suécia. No entanto, à medida que o número de ‘friskola’ aumentava, a confiança da Suécia nas escolas com fins lucrativos diminuía.
Jonas Sjöstedt, líder do Partido da Esquerda e potencial parceiro de coligação num futuro governo de centro-esquerda, resume a decepção da opinião pública: “Os suecos acreditavam que a desregulação era a solução para tudo, da gestão dos caminhos-de-ferro à educação dos filhos, mas isso acabou. Há partes da nossa vida que que o mercado não pode preencher”. E aponta o dedo às organizações com fins lucrativos, considerando-as responsáveis pela crise que se abateu sobre o país – a que os suecos chamam “o choque de Pisa”. “Não estão nisto por gostarem dos miúdos ou por estarem interessados na educação. Estão nisto porque querem fazer dinheiro rapidamente.”
A pretexto de se defender a liberdade de escolha acabou-se com a liberdade: as escolas são um negócio, o ensino submete-se à lógica do lucro ou, no caso português, à lógica partidária. As escolas pobres têm que competir com as ricas: tornam-se guetos. Quem ganha? Meia dúzia de pessoas que têm acesso às escolas ricas. Quem perde: todos nós que sofremos o impacto duma sociedade cada vez mais desequilibrada e extremada entre ricos e pobres, como se nos pudéssemos dar ao luxo de prescindir do potencial da maior parte dos jovens da sociedade...
As obras de restruturação do mercado do livramento em Setúbal custaram 3.5 milhões de euros. Já caiu a parede traseira e matou 5 pessoas. As paredes laterais estão em risco de ruir... hoje a madame Presidente disse que mantinha a confiança no empreiteiro!!! Eu sei que devo ser muito tapada mas estas coisas ultrapassam a minha pobre compreensão.
salinas Tavira
praia do Barril
Hoje aproveitei a manhã para ir ao mercado de Tavira que fica junto às salinas das Quatro Águas comprar fruta e legumes. O dia amanheceu solarengo e os rectângulos das salinas estavam cheios de gaivotas, alfaiates e pernilongos. No mercado comprei uns figos daqueles maduros já a abrir na raíz e a cheirar a doce. Meio Kg, 50 cêntimos. Ainda trouxe um pepino que a senhora da banca não me deixou pagar. Disse-me que tem ali banca mais para o convívio porque se sente muito isolada na Serra e sempre conversa com os conhecidos. Pelos vistos há várias mulheres que estão ali mais para encontrar conhecidos e falar com quem está de férias cá em baixo que pelo negócio, propriamente. Ainda comprei batatas verdadeiras (nada daquelas coisas castanhas sem sabor que se vendem nos supermercados), tomate daquele que se come à trinca e umas uvas da Serra negras, docérrimas. E outros legumes e frutas. Tudo por meia dúzia de euros.
Hoje o almoço foi um regalo de sandes de pepino e figos maduros. Espero que o sol se mantenha para a tarde que daqui a uma ou duas horas quero estar a gozar a praia, que para o jantar há petisco de marisco...
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