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Trees have a mind of their own

por beatriz j a, em 26.10.19

 

As árvores partilham água e nutrientes através de redes de raízes,. Também comunicam. Aqui mantêm-se unidas através das raízes para resistir aos ventos muito fortes que as tentam deitar abaixo. 

Talvez também certas mentes se enraízem umas nas outras e, entre outras coisas, assim resistam a ventos muito fortes.

 

 

publicado às 08:49


Mentes brilhantes e outras divagações

por beatriz j a, em 31.10.16

  

 

Uma mente brilhante, é uma mente que tem algo de particular que a faz brilhar entre as outras. Apreciamos uma mente bonita como quem aprecia um edifício com uma arquitectura com estilo um próprio, original e, ao mesmo tempo bela, funcional e significante. Alguns são edifícios brutalistas, outros fortalezas, outros poéticos, elegantes, outros ainda minimalistas. Outros raros têm a majestade dos himalaias e o brilho das estrelas na hora que anuncia a madrugada. Sendo a mente, não uma estrutura inanimada mas orgânica, viva e dinâmica, o seu brilho aumenta à medida que aumenta o seu escopo, seja em profundidade, seja em abrangência, sendo que as mais brilhantes e raras conseguem evoluir em espiral - uma espiral sugere uma ascese ao infinito no seu círculo mais largo e uma profundidade radical no ponto oposto. 

Isto vem a propósito de andar a reler Platão e ficar sempre mesmerizada com a beleza e o alcance do intelecto do indivíduo. A arquitectura conceptual dele, a maneira como progride numa espécie de cerco aos problemas: considera as hipóteses possíveis, testa-as com argumentos com outros, descarta as inconsistentes até chegar à que reune mais consenso por resistir às críticas a que as outras não resistiram. É honesto nesta dialéctica das hipóteses, como lhe chama. Platão, como se sabe, acolhia e incentivava a crítica na Academia, tanto que o seu mais brilhante discípulo -Aristóteles- foi também o seu maior crítico. 

Quando leio Platão e vejo o trabalho colaborativo do pensamento e comparo com o que hoje em dia se chama filosofar, uma espécie de batalha de argumentos para ver quem ganha parece-me que a Filosofia atravessa uma grande crise sofista e que o que se faz, grosso modo, nas Universidades, é pouco interessante, uma hiperespecialização em pormenores de interpretação de texto e não um trabalho de cerco a problemas. E há tantos problemas para resolver...

A inteligência é um grande turn-on. No doubt about it.

 

 

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publicado às 20:12


no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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